Junhão apresenta: ‘O Cigano Violeiro’ capítulo 9: ‘A FUGA DE MALAQUIAS E SUA TROPA’.

Temporariamente os Episódios do Junhão serão substituídos por textos de contos do autor Joswilton Lima. O primeiro livro que vai iniciar a jornada literária e será publicado em capítulos aos domingos é a estória fantasiosa com o título de “O Cigano Violeiro”.

As situações hilárias e as malandragens do Junhão vão continuar, porém em outro estilo. A ficção certamente irá agradar os leitores na medida que a narração do conto avançar para terminar com um final fantástico.

 

SINOPSE

O título do conto é fictício e narra uma estória fantasiosa, onde um sujeito bem-falante disfarçado de cigano visita fazendeiros ingênuos para vender belíssimos cavalos. Muito convincente e astucioso, consegue despertar neles a ganância para ficarem ávidos em comprar os animais.

O enredo é iniciado em uma zona rural do sertão baiano e relata a vida simples de quem mora na roça e também sobre as superstições existentes nas comunidades do interior. A estória narra o desespero dos compradores ao perceberem que foram ludibriados pelo esperto mercador de cavalos, que sumiu depois de receber todo o dinheiro que eles tinham guardado em casa.

O final do conto é surpreendente, quando descobrem que nada poderão fazer diante de forças ocultas para recuperar o dinheiro perdido. Estão amargurados porque caíram na lábia do hábil vendedor e ficou apenas a lição de que devem desconfiar de conversa-fiada que oferece grandes vantagens.

 

O autor

 

Capítulo 9

A FUGA DE MALAQUIAS E SUA TROPA

Enquanto o cigano dedilha a viola tocando a sua melodia e se equilibrando em cima da sela, o cavalo Pepe continua empinando e depois fica relinchando enquanto sopra um vento quente com labaredas pelas ventas arreganhadas. A seguir o garanhão negro faz estripulias e circula na área andando com desenvoltura somente sobre as patas traseiras parecendo que estava fazendo uma apresentação circense. Todas as pessoas que estavam na feira, apesar de estarem temerosas pelo que já haviam visto antes, continuam apreciando o espetáculo. Fregueses e feirantes estão admirados com o talento artístico do cigano e do seu cavalo negro de crina longa e esvoaçante.

Os fazendeiros que foram iludidos comentam:

– Eles estão rindo das nossas caras de trouxas…

Nesse momento ouvem um forte estrondo ensurdecedor vindo do local onde Malaquias está que deixa todos atordoados. Logo depois uma fumaceira fedendo a enxofre cobre toda a praça fazendo com que as pessoas fiquem sufocadas tossindo. Os fazendeiros percebem que nada mais poderão fazer, quando veem a tropa de cavalos voando com um esquipado veloz na direção das nuvens seguindo o cigano violeiro, montado no fogoso fiscal Pepe. As pessoas que nunca tinham visto aquele fenômeno sobrenatural ficam encabuladas com o fato de os cavalos estarem voando sem terem asas.

Os fazendeiros sabem que não adianta dar queixas a nenhuma autoridade em busca de auxílio, porque não existem leis para prender bandidos poderosos que voam. Resta-lhes apenas lamentar o prejuízo sofrido, principalmente porque agora sabem foram roubados pelo diabo disfarçado de cigano e seu séquito de cavalos ladrões. O episódio dá asas à imaginação popular e os fazendeiros comentam assombrados o que vivenciaram:

– Isso é coisa do tinhoso! Vocês viram o estrondo e a fumaça com fedor de enxofre na saída do Malaquias? A feira ficou parecendo que a gente estava no inferno.

Outro fala demonstrando medo:

– Misericórdia, meu Deus!… Eu não vou conseguir dormir de noite só em pensar que o rabudo estava transitando no meio da gente para atrasar a nossa vida.

Seu Gastão emite a sua opinião:

– Sempre soube que o diabo era rico. Por que esse Malaquias veio junto com o Pepe para roubarem os fazendeiros aqui na região?

Alguém afirma com convicção:

– Ora…, está na cara! O saco da usura nunca enche!

O fazendeiro Arnaldo está aflito e diz:

– Eu vou logo embora para casa. Preciso prevenir os meus filhos para não brincarem no terreiro, porque é capaz desse bando de diabos irem lá para roubarem as crianças e depois exigirem um pagamento de resgate.

Agora eles têm a certeza de que só foram ludibriados por causa das forças sobrenaturais utilizadas pelos demônios. Sabem que foram enganados por causa da magia negra utilizada pelos capetas para induzi-los a realizarem os negócios malsucedidos. Resignados, alguns resolvem ir embora tristes, cabisbaixos, porque estavam sem dinheiro para comprarem os alimentos que iriam levar para as suas residências. Desolados com o prejuízo, sabem que o sustento da família será afetado, porque não vão poder fazer o plantio das roças.

Seu Gastão não vai embora porque quer ficar no bar reunido com os outros fazendeiros para lamentarem a má sorte de terem sidos roubados pelo diabo. Nas conversam todos temem que os capetas embora tenham fugido, ainda podem mandar algum malefício do além. Apesar de confessarem que estão falidos, estão aliviados por terem se livrado dos jegues imprestáveis e também porque o diabo não levou a alma deles. Alguns afirmam que o tinhoso prestou uma boa ação levando embora os jumentos, porque não teriam espaço para os jegues velhos nos pastos das suas fazendas. Alguns disfarçam a dor com o prejuízo que sofreram comentando sorrindo sobre a astúcia que o capeta utilizou para enganar todos eles.

Arrasado com o golpe que sofreu, depois de algum tempo seu Gastão desiste de continuar participando das conversas e resolve voltar para casa. Muito tristonho, sabe que dona Jovelina aguarda por ele com a esperança de que o prejuízo seria amenizado com a venda dos jumentos. Porém ele está frustrado, porque terá de informa-la que houve perda total do dinheiro que seria utilizado para o plantio. Sem condições financeiras ele sabe que a vida da família doravante será de agruras.

Para os desafortunados fazendeiros restou apenas a lição de que não se deve acreditar em todas as vantagens oferecidas por pessoas desconhecidas, porque estas poderão ser diabos disfarçados. Os únicos que não caíram no golpe é porque não foram visitados pelo sujeito de vulgo Malaquias, porque não tinham dinheiro guardado em casa. Tempos depois que houve a aparição dos capetas naquela região os fazendeiros não tiveram mais informações sobre o paradeiro dos diabos, porém todos ainda temem que eles retornem. Todos continuam angustiados, por isso quando anoitece eles reúnem a família para dormirem no mesmo quarto com medo que os capetas apareçam.

Quanto aos diabos Malaquias e Pepe, nunca mais souberam de notícias deles. Mas, pelo sim ou pelo não, todos estão torcendo para que eles tenham ido papocar nos quintos dos infernos e que não haja o retorno dessa força sobrenatural dos malignos. Apesar dessa esperança eles continuam intranquilos, com medo de que os capetas astuciosos apareçam novamente por aquelas bandas se utilizando de outros disfarces no intuito de enganá-los para cometerem roubos usando outras táticas.

Fim

Autor: Joswilton Lima

 

Além do Junhão e de O Cigano Violeiro, o autor presenta outras obras:

 

Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Ângela – e-book – O personagem tem uma grande alegria ao encontrar o amor da sua vida em uma festa, porém fica decepcionado no final surpreendente. Será que a desilusão dele foi um engano?

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Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Anita – e-book – A estória narra a felicidade do personagem ao reencontrar a sua paixão da época de adolescência, mas o final é surpreendente. Será que a partir de então eles irão ficar juntos?

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NOTICIAS-MORRO-LRN-JUNHÃO-ANITA-Certidão-Registro-Biblioteca-Nacional
Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

 

Analice – e-book – Em uma viagem para a capital, o personagem fica deslumbrado ao conhecer o grande amor da sua vida. Ficam apaixonados nesse primeiro encontro e fazem planos para o futuro, porém ele não sabe que o final será surpreendente. Será que o planejamento de ambos é coincidente?

 

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Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

 

Resumo da biografia do autor

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos EUA, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

Em determinada época pretérita, lecionou pintura em seu atelier no Bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho, entidade de artistas primitivistas que produziam obras no estilo Naif.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos e já lançou vários livros. Na literatura dois estilos se destacam em suas obras e praticamente são interligadas: a ficção com estórias de finais surpreendentes e a crônica, onde o autor aborda situações da atualidade de modo crítico, satírico e hilariante. Concomitante com as atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos.

 

O Cigano Violeiro – e-book e livro impresso – A ficção relata a ingenuidade dos sertanejos que aprenderam na infância sobre as superstições nos lugarejos. Devido à essa credulidade, os personagens foram enganados por malandros astuciosos. O final inesperado é surpreendente.

 

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Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Autor: Joswilton Lima

Resumo da biografia do autor:

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos E.U.A, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

Em determinada época, lecionou pintura em seu atelier no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho (primitivistas e naif’s), em Salvador.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos tendo lançado um e-book com o título “Enigmas da Escuridão”, com abordagem espiritualista, tendo obtido a nota máxima de 5 estrelas de leitores do site www.amazon.com.br Outros contos e romances também estão sendo escritos.

Concomitante às atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos e, por último, se aposentou na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde trabalhou por muitos anos na Fiscalização.

Agora tem o prazer de apresentar aos leitores do site www.leoricardonoticias.com.br o seriado de crônicas intituladas Episódios do Junhão, com as quais espera que tenham uma leitura agradável e de reflexão.

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