Junhão apresenta: ‘O Cigano Violeiro’ capítulo 3

Temporariamente os Episódios do Junhão serão substituídos por textos de contos do autor Joswilton Lima. O primeiro livro que vai iniciar a jornada literária e será publicado em capítulos aos domingos é a estória fantasiosa com o título de “O Cigano Violeiro”.

As situações hilárias e as malandragens do Junhão vão continuar, porém em outro estilo. A ficção certamente irá agradar os leitores na medida que a narração do conto avançar para terminar com um final fantástico.

 

SINOPSE

O título do conto é fictício e narra uma estória fantasiosa, onde um sujeito bem-falante disfarçado de cigano visita fazendeiros ingênuos para vender belíssimos cavalos. Muito convincente e astucioso, consegue despertar neles a ganância para ficarem ávidos em comprar os animais.

O enredo é iniciado em uma zona rural do sertão baiano e relata a vida simples de quem mora na roça e também sobre as superstições existentes nas comunidades do interior. A estória narra o desespero dos compradores ao perceberem que foram ludibriados pelo esperto mercador de cavalos, que sumiu depois de receber todo o dinheiro que eles tinham guardado em casa.

O final do conto é surpreendente, quando descobrem que nada poderão fazer diante de forças ocultas para recuperar o dinheiro perdido. Estão amargurados porque caíram na lábia do hábil vendedor e ficou apenas a lição de que devem desconfiar de conversa-fiada que oferece grandes vantagens.

 

O autor

 

Capítulo 3

A VISITA INESPERADA

Em um determinado dia, quando seu Gastão volta da roça ao meio-dia para almoçar, fica surpreso ao encontrar o terreiro na frente da casa repleto de bonitos cavalos. No meio da tropa ele vê um vistoso cavaleiro e não imagina que o sujeito é o capeta disfarçado de cigano que veio visita-lo. Por estar admirando a beleza dos animais ele não tinha como perceber que aquele fulano elegante era o diabo em pessoa que havia chegado para aplicar um golpe em suas finanças. Sem desconfiar de nada seu Gastão fica maravilhado ao ver o terreiro da sua fazenda cheio de belos cavalos ariscos. Ele fica por longos minutos sonhando que talvez o seu sonhado cavalo de nome Ypisilone poderia estar no meio daquela tropa. Depois de algum tempo seu Gastão se aproxima e cumprimenta o visitante que está montado em um lindo corcel negro de crinas longas. O garanhão é tão preto que parece azulado e tem os arreios bordados com fios de ouro e as ferraduras do animal são de prata.

Ele não tem como perceber que aquele sujeito é o tinhoso disfarçado em um sorridente cigano, porque sempre soube que o Satanás era um sujeito feio, com mau gênio, de chifres e patas bifurcadas. Enquanto que aquele um homem na sua frente é alegre, bem-apessoado, requintado no vestir, além de ostentar grossas pulseiras, correntes, relógio e anéis, tudo de ouro maciço.

Na sua retina psicológica ele acredita que o rico e ilustre cidadão está de passagem e parou na sua casa para pedir água a fim de matar a sede dos cavalos. Seu Gastão está abismado com tanta ostentação e fica orgulhoso porque a sua fazenda foi escolhida para dar água àqueles belíssimos animais.

Enquanto seu Gastão pensa, o cavalo preto do cigano mostra-se bravio e impaciente revolvendo a terra com uma pata dianteira. A seguir, sempre muito agitado, sopra forte com as ventas, relincha e bufa com ruídos, enquanto dá coices a esmo no ar. Depois empina e dá alguns passos parecendo querer andar apoiado apenas nas duas patas traseiras. Apesar de toda a movimentação do animal, o cigano continua montado no lombo do cavalo sem demonstrar qualquer desequilíbrio. Seu Gastão fica abismado com as estripulias do garanhão e a excelente habilidade do cavaleiro em se manter firme sobre a sela.

Para ele é um espetáculo parecendo arte de circo, apesar de nunca ter assistido um espetáculo circense. Depois do cavalo fazer muita presepada, o cigano antes de desapear, pega uma viola que traz consigo e dedilha o instrumento, enquanto cantarola uma modinha cigana. O sujeito se acha o máximo na cantoria e seu Gastão fica encantado ao ver um rico artista no terreiro da sua casa. Após concluir a canção melosa, o diabo disfarçado de cigano passa a perna esquerda por cima do cabeçote da sela e, num gesto rápido, desmonta do animal pulando para o chão abraçado ao instrumento musical. Sorridente o sujeito se apresenta:

– Olá gajão! O meu nome é Malaquias, o cigano violeiro!

Seu Gastão fica admirando aquele menestrel muito bem-vestido que usa botas de salto com detalhes em prata. Sempre sorridente, o indivíduo informa que apesar de ser violeiro é um mercador dos melhores cavalos do mundo. O cigano, apesar de aparentar ser gago fala sem parar, talvez por achar que possui uma bela dicção. Altivo, bate forte no próprio peito com a palma da mão e diz orgulhoso que dentre os seus clientes haviam reis, príncipes e nobres das arábias.

Informa a seu Gastão que só faz negócios com gente muito importante, por isso ele corre o mundo buscando vender os seus belos cavalos. Ao ouvir isso, o fazendeiro fica lisonjeado por ter sido incluído no rol das pessoas importantes a receber a visita de um rico vendedor de animais. Estando muito abismado ele não sabe se fica admirando a prosa sobre a riqueza do cigano ou os belíssimos cavalos de raça pura, imaginando que o seu desejado Ypisilone poderá estar ali no meio daquela tropa. A seguir se detém olhando um lindo alazão que poderia ser o cavalo do seu sonho, isso se ele tivesse dinheiro suficiente para efetuar a compra do animal.

No entanto, seu Gastão fica a cismar como pode um sujeito que gagueja conseguir cantarolar normal sem hesitação na voz, mesmo tocando viola sem desafinar e montado no lombo de um cavalo indócil. Apesar desse problema na dicção o cigano é eloquente e bom de conversa, enfim um sujeito gentil. Percebendo que seu Gastão está empolgado com a prosa, apesar de perceber que ele não entende direito o gaguejar que é a entonação característica das comunidades ciganas, o Malaquias continua charlando sem parar.

O cigano tem um proseado envolvente e gaba-se dizendo que conversava de igual para igual com os nobres do mundo inteiro, principalmente quando ia lá nos Emirados Árabes vender os seus maravilhosos garanhões para os reis, emires e príncipes para compor o plantel dos haras deles. Seu Gastão está fascinado com as estórias de Malaquias, apesar de nunca ter ouvido falar nos tais reinos citados. Muito orgulhoso e cheio de si, o cigano continua falando que desfrutava da intimidade dos palácios por onde andou e sempre foi muito respeitado.

Após a conversa-fiada, o Malaquias encara seu Gastão e dá um largo sorriso cínico, aparentando demonstrar muita satisfação. Nesse momento, ele arreganha a boca e deixa exposta uma dentição perfeita, folheada à ouro que emite um brilho dourado e indescritível, a ponto de ofuscá-lo. A claridade hipnotiza seu Gastão deixando-o arrebatado a ponto de desejar possuir ardentemente um belo animal daqueles. Logo, o esperto Malaquias percebe o anseio do fazendeiro que não tira os olhos dos cavalos.

Manhoso e articulado, o cigano lança uma cartada para induzir seu Gastão a comprar os seus garanhões. Enquanto fala sobre os atributos dos animais, foi se achegando faceiro, sempre sorrindo com os dentes de ouro à mostra, emitindo um forte brilho para encandear o coitado. Na realidade, nesse momento Malaquias continua hipnotizando seu Gastão para que fique sob o seu poder mental e, estando subjugado, irá comprar os cavalos. Percebendo que está dominando a situação, o cigano pergunta incisivo:

– Gostou dos meus animais, gajão?!… Todos estão à venda por uma bagatela!

Nesse momento seu Gastão está aparvalhado, porque sabe que não tem condições financeiras para comprar um daqueles animais, quanto mais a tropa inteira. Ele está consciente de que não tem a fortuna dos reis e dos príncipes clientes do cigano. Apenas balbucia demonstrando indecisão:

– Eu gostaria, mas são muito caros e não tenho dinheiro…

O cigano Malaquias finge não ouvir e continua falando com determinação:

– Não se preocupe com o preço. Como simpatizei com vosmecê, vou vender bem barato a tropa toda. Porém, só não vendo o cavalo preto porque é o meu parceiro nessa minha vida de comerciante; sem esse cavalo eu não sou ninguém.

A seguir justifica o seu apego ao cavalo:

– Não tem dinheiro no mundo que compre o danado. Inclusive o rei Adnoel Assis, da Arábia Saudita, ofertou o peso desse cavalo em ouro e pedras preciosas e eu recusei vender o meu bichinho. Está vendo aí, como ele é valioso?

Nesse momento ao ouvir o que o cigano falou, seu Gastão esmorece ao perceber que o seu sonho em possuir o belo cavalo Ypisilone ruiu por terra. Entristecido, apenas olha para os animais sem nenhuma aspiração. Fica desanimado porque sabe que jamais terá condições de ter quinhentos quilos de ouro e pedras preciosas para pagar por um cavalo.

Por instantes fica pensativo:

“Imagine o valor da fortuna que ele vai querer por essa tropa”

Ao notar o semblante triste de seu Gastão, o cigano o deixa animado quando diz:

– Não fique avexado, gajão! Eu falei que só não vendo o cavalo preto. Os outros cavalos são muito bonitos e de excelente linhagem. Tenho certeza de que o coronel tem o dinheiro guardado em casa para comprar todos os garanhões.

Procurando vencer a resistência do fazendeiro, Malaquias continua falando:

– Estou vendendo a tropa por uma ninharia, porque no momento estou muito apertado e preciso de dinheiro para ter capital de giro. Se não fosse por isso, não iria vender os meus animais por um preço quase de graça.

Vendo que seu Gastão ainda está reticente, o cigano completa:

– Quando eu disser o preço da tropa de cavalos, o gajão vai ver que é uma pechincha!

Por um momento seu Gastão recobra o raciocínio e pensa com desconfiança:

“Tem alguma treta na conversa-fiada desse cabra. Sempre soube que ciganos enganam os incautos vendendo burros velhos, docas e cheios de defeitos. E agora aparece esse Malaquias com animais maravilhosos querendo me vender barato…”

Enquanto seu Gastão está pensativo, o cigano aparentando estar acanhado, confessa que já ganhou muito dinheiro, mas está passando por dificuldades financeiras, porque foi avalista de outros ciganos que não pagaram os empréstimos bancários. A seguir seu Gastão fica mais desconfiado ainda e faz beiço com os lábios, enquanto murmura para si:

– Hum…, sempre soube que eles exercem a agiotagem e nunca ouvi falar que cigano andasse necessitado, precisando tomar dinheiro emprestado…

O Malaquias percebe a indecisão de seu Gastão e começa a seduzi-lo com astúcia para que ele compre os animais. Ao vê-lo hesitante, o esperto cigano faz o jogo do comércio ameaçando desistir de lhe vender os animais. A seguir ameaça ir vender a tropa a algum vizinho dele para deixa-lo arrependido por não ter efetuado a compra dos animais. Isso mexeu com o orgulho do fazendeiro que pensa:

“Se o meu vizinho de propriedade, o Manéo, comprar os cavalos vai ficar debochando da minha cara por possuir belos cavalos só para provocar inveja em mim.”

No momento em que estão em conversação comercial, o corcel negro fica fogoso batendo as patas dianteiras no chão do terreiro, parecendo querer apressar a negociação. Embora esteja entusiasmado com a beleza dos animais, seu Gastão continua reticente, porque não quer gastar as suas economias que estão guardadas para comprar sementes e insumos destinados ao plantio da roça que irá colher na futura safra. Mas, o sagaz cigano nota a vontade dele em possuir os cavalos e fica fustigando o juízo do fazendeiro mostrando-lhe as inúmeras vantagens para que ele aceite efetuar a excelente compra.

O tinhoso é esperto e não faz nada para perder. O cigano diz a seu Gastão que os animais são como dinheiro vivo e que poderá facilmente vende-los na hora que quiser. Malaquias argumenta que ele irá ganhar muito dinheiro, bastando apenas levar os cavalos para serem comercializados na feira livre do povoado. Demonstrando empolgação, afirma que os compradores irão pagar pelos animais mais do que o dobro do dinheiro que ele irá despender na compra.

O cigano aproveita a indecisão de seu Gastão e enrola a conversa falando sobre as vantagens que ele teria em possuir uma tropa igual àquela que só reis e príncipes possuíam. Seduz o pobre coitado dizendo que ele se tornará alvo da admiração dos fazendeiros de toda a região e que ele irá fazer ótimos negócios com a revenda dos animais. Finalmente seu Gastão fica convencido das pretensas vantagens ditas pelo cigano, embora ainda continue reticencioso acerca da compra. Mas o cigano Malaquias lança a tacada final perguntando com petulância:

E aí, gajão?!… Compre logo os animais! Quanto é que o coronel tem nas algibeiras? A depender da grana a gente fecha o negócio agora, porque eu tenho pressa.

E conclui simulando estar zangado:

– Vá lá dentro da casa e traga o alforje com o dinheiro! Se continuar nesse chove-não-molha, eu vou embora para vender o plantel aos seus vizinhos que vão ficar orgulhosos em possuir essa tropa de excelentes cavalos.

Apesar de estar sendo pressionado, seu Gastão ainda está indeciso em gastar o dinheiro que irá proporcionar a futura safra para ter fartura na fazenda. No seu íntimo ele gostaria de consultar dona Jovelina para que tomassem juntos a importante decisão. Contudo, sente-se acuado, porque o cigano Malaquias demonstra a todo instante que não tem tempo disponível para continuar aguardando a sua decisão e esse fato deixa o fazendeiro agoniado.

O capeta já havia conseguido despertar a ambição nele que está empolgado em possuir os belos cavalos e, no momento, fica esquecido do plantio que terá de fazer. A lábia do demo provoca nele a usura de ganhar muito dinheiro fácil sem precisar trabalhar na terra. Estando cheio de cobiça, imagina que irá ficar rico com a revenda dos animais. Antes ele sonhava em ter apenas um cavalo e agora está tendo a possibilidade de comprar uma tropa de belíssimos cavalos.

Com a demora dele em decidir sobre a compra, o cigano Malaquias está impaciente e ordena:

– Traga logo o dinheiro, gajão! Estou apressado porque preciso ir vender outra tropa acolá. O senhor é um homem de muita sorte, porque vai ser o feliz proprietário dos melhores cavalos da região!

Depois Malaquias para de falar, cruza os braços e fica aguardando seu Gastão que entrou rápido em casa para buscar o dinheiro e nem teve tempo de consultar a esposa sobre o negócio. Pouco depois ele volta esbaforido com um pacote nas mãos e entrega ao cigano que, a seguir, conta a importância sempre lambendo as pontas dos dedos para umedecer as cédulas a fim de facilitar o manuseio do dinheiro mofado que estava guardado por muito tempo embaixo do colchão. Após conferir o montante, arregala os olhos e sorri satisfeito mostrando o esplendor da sua dentição de ouro. A seguir se despede contente e vai embora.

Além do Junhão e de O Cigano Violeiro, o autor presenta outras obras:

 

Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Ângela – e-book – O personagem tem uma grande alegria ao encontrar o amor da sua vida em uma festa, porém fica decepcionado no final surpreendente. Será que a desilusão dele foi um engano?

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Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Anita – e-book – A estória narra a felicidade do personagem ao reencontrar a sua paixão da época de adolescência, mas o final é surpreendente. Será que a partir de então eles irão ficar juntos?

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NOTICIAS-MORRO-LRN-JUNHÃO-ANITA-Certidão-Registro-Biblioteca-Nacional
Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

 

Analice – e-book – Em uma viagem para a capital, o personagem fica deslumbrado ao conhecer o grande amor da sua vida. Ficam apaixonados nesse primeiro encontro e fazem planos para o futuro, porém ele não sabe que o final será surpreendente. Será que o planejamento de ambos é coincidente?

 

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Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

 

Resumo da biografia do autor

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos EUA, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

Em determinada época pretérita, lecionou pintura em seu atelier no Bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho, entidade de artistas primitivistas que produziam obras no estilo Naif.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos e já lançou vários livros. Na literatura dois estilos se destacam em suas obras e praticamente são interligadas: a ficção com estórias de finais surpreendentes e a crônica, onde o autor aborda situações da atualidade de modo crítico, satírico e hilariante. Concomitante com as atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos.

 

O Cigano Violeiro – e-book e livro impresso – A ficção relata a ingenuidade dos sertanejos que aprenderam na infância sobre as superstições nos lugarejos. Devido à essa credulidade, os personagens foram enganados por malandros astuciosos. O final inesperado é surpreendente.

 

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NOTICIAS-MORRO-LRN-JUNHÃO-CIGANO-Certidão-Registro-Biblioteca-Nacional
Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Autor: Joswilton Lima

Resumo da biografia do autor:

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos E.U.A, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

Em determinada época, lecionou pintura em seu atelier no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho (primitivistas e naif’s), em Salvador.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos tendo lançado um e-book com o título “Enigmas da Escuridão”, com abordagem espiritualista, tendo obtido a nota máxima de 5 estrelas de leitores do site www.amazon.com.br Outros contos e romances também estão sendo escritos.

Concomitante às atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos e, por último, se aposentou na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde trabalhou por muitos anos na Fiscalização.

Agora tem o prazer de apresentar aos leitores do site www.leoricardonoticias.com.br o seriado de crônicas intituladas Episódios do Junhão, com as quais espera que tenham uma leitura agradável e de reflexão.

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