Troca de árvores nativas por palmeiras pode aumentar calor em Palmas

O arquiteto e urbanista Tom Reis alerta sobre os possíveis impactos negativos dessa mudança no paisagismo urbano da capital

A substituição de árvores nativas por palmeiras azuis (Bismarckia nobilis) nos canteiros de Palmas preocupou o morador Tom Reis, que também é arquiteto urbanista formado pela Universidade Federal do Tocantins, com pós-graduação em paisagismo, e alertou nas redes sociais para os possíveis impactos negativos dessa mudança no paisagismo urbano da capital.

Influência no calor

Segundo o arquiteto, a troca das espécies pode trazer prejuízos ambientais, especialmente em uma cidade conhecida por suas altas temperaturas, que frequentemente alcançam os 40°C. Ele explica que as palmeiras azuis oferecem menos retenção de umidade, absorvem menos poluentes, comprometem o conforto térmico, reduzem a biodiversidade e alteram o ecossistema local.

 

“Desde a gestão passada, já havia percebido o aumento do plantio de palmeiras azuis nos canteiros da cidade, o que já despertava uma preocupação pela nossa realidade térmica e também pelas problemáticas de absorção de água nos períodos chuvosos. Agora, nesta nova gestão, houve a substituição de árvores nativas por palmeiras azuis, o que pode trazer vários prejuízos”, destacou.

Alternativas

O profissional defende a priorização de árvores nativas, como ipês, oitis, paus-brasil e jacarandás, espécies adaptadas ao clima local, capazes de oferecer sombra, umidade e benefícios ambientais à cidade. Apesar de reconhecer o valor estético das palmeiras azuis, ele acredita que seu uso deve ser combinado com espécies que forneçam sombra e vantagens ecológicas.

 

Em uma de suas postagens, ele questiona a Prefeitura sobre a escolha das palmeiras como substitutas das árvores nativas e ressalta a importância de um planejamento urbano que considere tanto a estética quanto a funcionalidade ambiental.

“O ideal é combinar a estética moderna das palmeiras com árvores de grande porte, que realmente cumpram a função de oferecer sombra e equilíbrio térmico. A palmeira azul sozinha não é suficiente para atender às demandas climáticas da cidade”, pontuou.

O Jornal Opção Tocantins entrou em contato com a gestão e aguarda um posicionamento até o momento de publicação desta matéria.

Fonte: tocantins.jornalopcao.com.br

Compartilhe

SIGA-NOS

PUBLICIDADE

MORRO DO CHAPÉU

plugins premium WordPress