Setor de energia eólica procura por mão de obra qualificada no interior da BA

Setor deve empregar mais de 73 mil baianos nos próximos anos 

A Bahia é uma das grandes potências do setor e, no número de parques eólicos construídos, perde apenas para o Rio Grande do Norte. São 265 em terras baianas e 379 no território potiguar, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na Bahia, os parques eólicos estão instalados em cidades de médio e pequeno porte, em sua maioria na região do semiárido, onde antes da chegada dos aerogeradores para produzir eletricidade, o comércio local e a agricultura ditavam a economia. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), no primeiro trimestre deste ano, haviam 186 usinas eólicas em construção ou projetadas com potencial de empregar cerca de 73 mil baianos nos próximos anos. 

Em Umburanas, são três usinas em funcionamento: Campo Largo, Pedra Pinta e Aroeira. As construções dos espaços e a manutenção deles empregaram profissionais por um período determinado, como pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas industriais, motoristas e eletricistas; e absorveram de forma permanente aqueles de formação superior, como engenheiros, administradores e biólogos; além dos de com formação técnica, como os técnicos em meteorologia e eletrotécnica.

Segundo dados da Indeed, plataforma de empregos, foram anunciados nos últimos 30 dias na Bahia vagas para técnico de manutenção de turbinas eólicas (R$4.171), técnico de qualidade (R$ 2.932,00), técnico de segurança no trabalho (R$ 3.938,14), supervisor de manutenção (R$ 5.407,00) e inspetor de qualidade (R$ 2.099,00). As vagas foram para cidades como Morro do Chapéu, Caetité, Brumado, Sento Sé, Xique-xique e Camaçari. Os salários são com base em uma estimativa feita pelo site de vagas e recrutamento Glassdoor e não correspondem aos anúncios. 

Crescimento

A indústria de energia eólica tem crescido nos últimos dez anos e, à medida que as turbinas são fincadas no chão, novos profissionais são capacitados para suprir a demanda por mão de obra qualificada e não criar um gargalo no setor, como avalia Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). A área conta, por exemplo, com as capacitações profissionais oferecidas pelo Sistema S, como o Senai-Cimatec.

“A indústria de energia eólica gera muito emprego, a cada 1 megawatts que nós instalamos são 11 unidades de mão de obra. Como nos últimos três anos nós aumentamos muito as instalações de parques, em 2022, foram instalados 4 gigawatts de energia eólica no Brasil, considerando que a cada 1 giga são 11 mil postos de trabalho, nós estamos falando de 44 mil postos de trabalho ocupados. Isso também significa, em termos de investimento, R$ 22 bilhões”, disse Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

Fonte-Trechos: *CorreiodaBahia

http://jornalcorreiodosertao.com.br

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