Pedro Honorato e o AUMENTO DA FOME NO BRASIL E NO MUNDO, UMA DAS CONSEQUÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID-19

A pandemia da COVID-19 representa uma ameaça à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades mais vulneráveis do Brasil e do mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres que fala sobre o tema antes de emitir um documento sobre a situação alimentar no mundo.

As medidas contra a doença e a recessão global emergente podem perturbar o funcionamento dos sistemas alimentares, com consequências potencialmente terríveis. Sem uma ação imediata, corremos o risco de assistir a uma emergência alimentar global com impactos em longo prazo em centenas de milhões de crianças e adultos.

Neste ano de 2021, cerca de 49 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema devido à crise da COVID-19. Isso porque com o fim do auxilio emergencial que possibilita pelo menos o alimento básico para as a pessoas pobres não haverá precedente para a crise em 2021. O número de pessoas expostas a uma grave insegurança alimentar e nutricional vai crescer rapidamente, segundo a organização das nações unidas para alimentação e a agricultura – FAO.

Com a queda brusca do Produto Interno Bruto – PIB, mais de 500 mil crianças podem ficar mau alimentadas ou desnutridas no Brasil. Mesmo em países com abundância de alimentos, há riscos de interrupções na cadeia de abastecimento alimentar. Alguns podem até argumentar que muitos já vivem em uma crise alimentar, mesmo antes da pandemia, sendo que centenas de milhões de pessoas lutavam contra a fome e a desnutrição há décadas.

No mundo há alimentos mais do que suficientes para abastecer a população de 7,8 bilhões de pessoas. No entanto, a má distribuição de renda faz com que mais de 820 milhões de pessoas passam fome no mundo, aqui no brasil cerca de 20 milhões de pessoas não terão o que comer nos próximos meses, segundo a mesma fonte. Ao mesmo tempo, a FAO argumenta que esses desafios não param por aqui, do outro lado da moeda o sobrepeso e a obesidade continuam aumentando em todas as regiões consequência da pandemia, desde as classes mais favorecidas principalmente entre crianças em idade escolar e adultos que ficaram ociosos ou trabalham em home office, de qualquer forma são problemas graves que desequilibram a vida das pessoas.

Pedro Honorato

Profissional de saúde

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