Já havia um tempo bom desde que recebemos a sugestão de Téo Sedex para trazermos a este espaço, o amigo Zailton Silvestre, para um bate papo que contasse, além da sua trajetória, um pouco do livro que ele escreveu mas, não foi o responsável pela impressão. Trata-se de ‘ A vida em tom de Crônica’, um compilado feito de forma secreta, como presente de aniversário nos 70 anos de Zailton, por iniciativa da família. Acompanhe:

A seguir, o texto em homenagem aos 70 anos do nosso convidado de hoje: Zailton SIlvestre
Homenagem aos 70 anos de Zailton
Senhoras e senhores,
Hoje é um dia especial. Um dia em que o tempo nos convida a olhar para trás, reconhecer uma trajetória admirável e, principalmente, celebrar a vida de um homem que é exemplo de coragem, dedicação e amor.
Era outubro de 1954 quando Manoel Silvestre e Altina Clautides chegaram à pacata Vila de Várzea Nova, trazendo consigo esperança, trabalho e o desejo de construir um futuro. Ele, comerciante. Ela, uma promissora profissional da costura. Com eles, o primogênito Zaqueu e, no ventre, o menino que nasceria em 6 de junho do ano seguinte e receberia o nome de Zailton.
Zailton cresceu envolto pelo carinho dos pais e da comunidade. De 1955 a 1960, viveu os primeiros anos da infância até iniciar sua jornada escolar na Escola Paroquial de Várzea Nova, sob os ensinamentos da saudosa professora Raulina Pimentel. Ali aprendeu a ler, escrever, sonhar… Concluiu o primário em 1966. Mas, nesse mesmo caminho, enfrentou uma dor imensa e precoce: a perda de sua querida mãe, em 1962. Um golpe que o marcou profundamente, mas que também moldou seu caráter.
No final de 1966, iniciou os estudos no Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro, em Jacobina, onde cursou o ginásio e o científico até 1974. Já aos 14 anos, ingressou no mercado de trabalho como auxiliar de escritório na firma Gildásio Oliveira & Cia., no Posto Esso, onde trabalhou até o fim daquele ciclo formativo.
Depois de servir ao Exército Brasileiro, em Jacobina, decidiu partir em busca de novos horizontes. Seu destino: a cidade do Rio de Janeiro. Uma terra grande, cheia de desafios, mas que representava, naquele tempo, esperança e oportunidade.
No Rio, Zailton viveu por 22 anos. Trabalhou com afinco em duas grandes empresas — DARROW S/A e FICAP S/A — e não deixou de estudar: formou-se em Administração, dando um importante passo em sua vida profissional.
Foi também no Rio que o amor encontrou morada definitiva. Ao lado de Norma Lúcia, com quem oficializou o namoro, o noivado e o casamento, construiu uma linda família. Dessa união, abençoada por Deus, vieram os filhos Diogo e Rafael — tesouros de suas vidas.
Em 1995, já com a missão cumprida na cidade grande e o coração voltado às raízes, decidiu retornar à Bahia. Morou em Salvador, depois voltou a Jacobina, e por fim reencontrou sua origem em Várzea Nova, onde retomou laços familiares, amizades antigas e passou a contribuir com a comunidade local — não só como profissional, mas como cidadão engajado.
Hoje, ao celebrar seus 70 anos, não há como não se emocionar diante de uma vida tão plena. Uma vida que soube honrar o passado, construir o presente e inspirar o futuro. Zailton é exemplo de superação, de trabalho honesto, de amor à família e de fé inabalável. Um homem cuja história não cabe em linhas, mas se perpetua nos gestos, nos sorrisos e nas sementes que ele plantou ao longo do caminho.