Neste bate papo conseguimos reunir três nações indígenas: Payayá. Pankararu e Tupinambá, respectivamente representadas por Kota, Maria e Herbert que, apresentam o livro Indígenas, Circulando a Palavra para toda a região e que você pode conhecer melhor:

Esta coletânea reúne textos selecionados de três escritores indígenas enraizados na Bahia:Kota Payayá; Maria Pankararu e Herbert Tupinambá.
Neste livro temos dois textos inéditos; os outros aqui reunidos foram originalmente publicados em duas obras, lancados ao final de 2024 pela Escola Livre Abya Yala; “11.645 Indígenas e Diversidade para Paz” e “Cosmovisões de Amor”.
Para quem quiser conhecer mais sobre as culturas indigenas e sua diversidade, recomendamos a prateleira da Thydêwá http://thydewa.org, onde gratuitamente para download tem mais de 30 obras, e com mais de 300 autores indigenas, entre escritores, ilustradores e fotógrafos.
Recomendamos também um canal no YouTube que tem várias playlists temáticas, com mais de 500 vídeos.

Sobre os autores e seus povos
PAYAYÁ – Grupo étnico da família linguística Kariri (tronco Macro-Jê), presente na Chapada Diamantina (Bahia), nos municípios de Utinga, Morro do Chapéu, Miguel Calmon, Jacobina, Saúde, Várzea Nova e Cristianópolis (Sergipe). Identidade e força espiritual ligadas à Yapira, cabeceira do Rio, árvore sagrada e matriarca Yayá Gameleira.
A luta pelo território intensificou-se em 2008 com a criação do Movimento Associativismo Indígena Payayá (MAIP). Em 2019, o governo estadual cedeu 45 hectares; em 6 de novembro de 2025, no 7º ATL Bahia, doou à FUNAI essa terra para a RESERVA INDÍGENA PAYAYÁ — reconhecimento do Território Indígena Payayá, resultado da luta orientada pelo Cacique Juvenal Payayá.
Kota Payayá (Marilene Pereira de Jesus). Nasci no Maxixe e cresci no Barro Vermelho, dois povoados do município de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina (BA). Meu bisavô José Botafogo do povo indígena Payayá foi expulso do seu território no Riachão do Rio Utinga em 1913, junto com a esposa e filhos, entre eles meu Avô Damião, pai do meu pai, Dete. Sou Mãe de Frida, Raul e Zion Raoni, esposa de João. Professora de História e poeta. @kotapayayaoficial
PANKARARU – O povo vive em muitas comunidades, em muitos estados: Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sao Paulo… O tronco localiza-se no alto sertão pernambucano, nos municípios de Tacaratu, Petrolândia e Jatobá, com uma população estimada em 9.000 indivíduos. Suas práticas culturais são mantidas fortemente e se expressam nos rituais do Menino do Rancho e Corrida do Imbu, além de outros elementos significativos de sua ancestralidade étnica.
Maria Pankararu – Maria das Dores de Oliveira possui Graduação em História e em Pedagogia; Mestrado e Doutorado em Letras e Linguística. Foi bolsista da Ford Foundation. Professora Substituta da Universidade Federal de Alagoas. Possui vários artigos publicados relacionados à sua pesquisa com a língua Ofayé. Atuou como Conselheira da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. É professora aposentada da Fundação Nacional do Índio. Sócia da ONG Thydêwá, com a qual participa de projetos e publica artigos sobre cultura e educação. maria.pankararu@gmail.com
TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA – O povo indígena vive na região da Mata Atlântica, no sul da Bahia, em um território que abrange uma rica diversidade natural e cultural. Localizado nos municipios de Ilhéus, Una e Buerarema, seu território vai desde a costa marítima de Olivença até as Serra das Trempes e Serra do Padeiro. Essa terra sagrada é essencial para a preservação de seus conhecimentos ancestrais, práticas culturais e modos de vida tradicionais, profundamente conectados com a natureza e o ecossistema da Mata Atlântica. Os Tupinambá lutam pela proteção e recuperação de suas terras, preservando suas tradições, histórias e saberes, transmitidos de geração em geração.
Herbert Tupinambá, estudante de Licenciatura Intercultural Indígena na UFBA, LGBTQIAP+, coordenador de juventude, artesão, educador e bartender. Promovo a cultura indígena e os valores da minha comunidade, sendo uma liderança jovem comprometida com a inclusão e o fortalecimento das novas gerações. Gosto de poemas, pinturas, grafismo indígena e medicina originária indígena, expressando minha conexão com a ancestralidade por meio da arte e do saber tradicional. @herbert_tupinamba