POD CAST LRN: Daniela Nátali, musicista de América Dourada

Com influência das variantes do samba na Bahia, música “Jacaré” nasceu durante a pandemia e celebra a vacina contra a covid19

Compositora e clarinetista, Daniela Nátali (@danielanatali.musica) acaba de lançar o seu primeiro single autoral “Jacaré”. A música instrumental nasceu na pandemia, a partir de uma pesquisa realizada junto com o maestro Letieres Leite sobre o samba da Bahia. Na obra, a artista mostra todo o seu talento interpretando quatro clarinetas e produzindo os arranjos da música, que conta ainda com a participação de Tito Oliveira na percussão. O single já está disponível nas plataformas digitais e foi lançado através do Selo Coliga Produções.

Natural de América Dourada, cidade do interior da Bahia, Daniela Nátali traz em“Jacaré” elementos do samba-afro, choro e samba-reggae, além de carregar influências das obras de João Gilberto e Batatinha. A música ficou entre as finalistas do XX Festival de Música Educadora FM na categoria música instrumental e em 3º lugar na categoria “música mais votada pelos ouvintes”. Agora, a obra será lançada e disponibilizada nas principais plataformas de áudio.

“A composição surge em um momento tenso, durante a pandemia, e foi inspirada quando alguém próximo recebeu a vacina. Através da música eu transmito um momento de celebração da esperança, mas também uma forte perspectiva política”, revela a musicista, que já integrou e contribuiu com diversos grupos de referência no cenário musical baiano, como o Rumpilezzinho, Orquestra Sonora Amaralina, Samba das Cumades, NEOJIBA, Orquestra Brasileira São Salvador, dentre outros.

Daniela Nátali busca um desenvolvimento plural como instrumentista, tendo em sua carreira estudado com grandes clarinetistas como Nailor Proveta, Joana Queiroz, Caetano Brasil e Luiz Rossi. A artista também entende que sua música é um portal de comunicação com as pessoas e sua linguagem é a  música instrumental. O sentimento de realização por lançar o primeiro trabalho autoral é celebrado.

“Quero que minha música comunique e as pessoas se identifiquem. Não é uma história contada por palavras, mas através de ritmos e melodias. Desejo trazer minha identidade para a música instrumental, apresentando uma forma livre de compor. É um caminho que já dei alguns passos, mas ainda precisa ser aberto e aprofundado”

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