Nestlé demite 16 mil na Alemanha e na Hungria, mantendo investimentos de 7 bilhões de Reais no Brasil

Reorganização global busca simplificar processos e cortar custos corporativos, medida na qual a Nestlé fecha fábrica e demite em unidades menos competitivas. Foto: Divulgação 

Brasil segue caminho inverso e recebe investimento de R$ 7 bilhões Enquanto reduz operações no mercado europeu, a multinacional trata o Brasil como um de seus três principais mercados globais. O país recebe um ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos previstos entre 2025 e 2028 para modernização e ampliação de capacidade.

A presença da marca no país contempla 18 unidades fabris e 12 centros de distribuição, empregando mais de 30 mil pessoas. Entre os aportes recentes no mercado brasileiro, destacam-se: Vargeão (SC): inauguração de uma nova fábrica em março de 2026, com investimento de R$ 2,5 bilhões voltado à produção de alimentos úmidos para pets e foco em exportação. Vila Velha (ES): ampliação de linhas de chocolates e bombons das marcas Caribe e Serenata de Amor. Araras (SP): aporte de R$ 1 bilhão para modernizar a extração e produção de café solúvel. Montes Claros e Ituiutaba (MG): expansão das linhas de Nescafé Dolce Gusto e produtos de nutrição infantil, incluindo linhas de Ninho, Nestogeno e Nestonutri. http://bandab.com.br

Uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo iniciou uma ampla redução de custos que envolve 16 mil postos de trabalho e o encerramento de fábricas. A Nestlé, dona de marcas como Nescau, KitKat, Nescafé, Maggi e Purina, pretende concluir a maior parte da reorganização até o fim de 2027.

O plano prevê a eliminação de aproximadamente 12 mil cargos administrativos e profissionais em diferentes países. Outros 4 mil postos serão reduzidos, principalmente nas áreas de fabricação e cadeia de suprimentos. Juntos, os cortes representam cerca de 5,8% do quadro mundial da companhia na época do anúncio. Ao mesmo tempo, a empresa decidiu encerrar operações em unidades industriais consideradas menos competitivas — duas fábricas já foram afetadas entre 2025 e 2026: uma na Alemanha, onde a produção já terminou, e outra na Hungria, que deixará de fabricar chocolates até dezembro deste ano.

O cenário é diferente no Brasil. Enquanto reduz sua estrutura em determinados mercados, a Nestlé anunciou R$ 7 bilhões em investimentos no país até 2028, inaugurou uma fábrica de R$ 2,5 bilhões e amplia outras unidades brasileiras.

A redução do quadro mundial foi anunciada em outubro de 2025 pelo CEO Philipp Navratil. Segundo a empresa, cerca de 16 mil posições devem desaparecer ao longo de dois anos: 12 mil em áreas administrativas e profissionais, distribuídas por diferentes funções e países, e 4 mil vinculadas a programas de produtividade nas áreas de fabricação e cadeia de suprimentos. A companhia pretende simplificar processos, ampliar o uso de serviços compartilhados e a automação, e reduzir estruturas duplicadas.

Com as medidas, a Nestlé elevou a meta de economia do programa Fuel for Growth para 3 bilhões de francos suíços até o fim de 2027. Ao anunciar os cortes, o novo presidente-executivo deixou claro que pretendia acelerar as mudanças no grupo, que enfrentava pressão para recuperar crescimento, melhorar margens e entregar resultados mais fortes aos investidores, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

A Nestlé decidiu fechar a fábrica de Neuss, perto de Düsseldorf. A unidade empregava cerca de 145 trabalhadores e fabricava óleo, maionese e mostarda da marca Thomy. A companhia justificou a decisão com o aumento dos custos, a maior sensibilidade dos consumidores aos preços, a queda nos volumes produzidos e a capacidade industrial ociosa. O encerramento ocorreu em 2026.

A produção terminou definitivamente em 9 de junho, quando a unidade fabricou seu último produto. Em seguida, começou a desmontagem dos equipamentos industriais. A fábrica produzia naquele endereço havia mais de um século. Parte das atividades foi transferida para outras unidades.

A maior parte da fabricação de tubos de maionese e mostarda passou para a fábrica de Lüdinghausen, também na Alemanha. A Nestlé anunciou investimento de aproximadamente € 13 milhões nessa unidade e criou 30 postos destinados aos funcionários afetados pelo encerramento de Neuss.

Fonte: oantagonico.net.br

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