"Não podemos esperar 60 anos para mudar essa realidade."

Você deve ter acompanhado o caso do assédio cometido pelo José Mayer semana passada. No mesmo dia em que a mobilização das mulheres conseguiu dobrar os poderosos da Globo, o Plano Municipal de Educação (PME) – que define as metas e diretrizes da educação no Rio pelos próximos 10 anos – estava sendo discutido aqui na nossa Câmara dos Vereadores e o ódio, o preconceito e a discriminação foram os destaques por lá.
 
Infelizmente, um grupo de vereadores quer impedir a todo custo que as escolas do Rio discutam igualdade de gênero e que combatam o preconceito por causa de orientação sexual. O nível da proposta deles é tão sem noção que até pouco tempo atrás eles queriam tirar a expressão gênero alimentício do Plano, só porque tinha “gênero” escrito ali.
 
Nosso país é o 5º que mais mata mulheres e no qual elas ganham 30% a menos que os homens. Também é o que mais mata LGBTs e no qual 32% deles e delas sofreram ou sofrem discriminação na escola. José Mayer disse, em sua carta, que levou “60 anos” para aprender que não pode assediar as mulheres. Não podemos esperar 60 anos para mudar essa realidade.
 
O PME será votado esse mês e as emendas que acabam com a discussão de gênero e orientação sexual já têm o apoio de 22 vereadores. Eles ainda não são maioria, mas para impedir que esse retrocesso aconteça, precisamos mostrar nossa força mais uma vez: vamos lotar a caixa de emails dos parlamentares mostrando que somos milhares de pessoas a favor de escolas comprometidas com a igualdade e o combate a todas as formas de violência e discriminação.
Fonte: Igualdade na Escola

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.