
O fato lamentável questionado moralmente nas redes sociais veio à tona após uma jovem influencer morrense, hoje residente fora do Brasil, postar um vídeo no qual relata ter recebido da irmã uma propaganda eleitoral distribuída durante um culto realizado antes do domingo do primeiro turno, com os números dos candidatos aos diversos cargos já anotados – a famosa cola ou pesca eleitoral, para o voto no dia seguinte.
Até aí, nada de anormal, pois o ambiente é fechado, privado, não há previsão legal sobre o fato mas, o questionamento se faz em relação ao uso do altar ou palco ou púlpito da igreja para tanto, além da distribuição nos demais espaços do templo e na saída do culto.
A jovem evangélica questiona o fato de ao invés de estarem pregando a palavra e mostrarem o Evangelho do Cristo, o espaço de pregação foi usado para pedir votos,

A situação nos faz recorrer á passagem bíblica, na qual Jesus Cristo expulsa e recrimina os vendilhões do templo, citada pelos quatro evangelistas:
- Mateus 21:12-13: Jesus entra no Templo de Jerusalém, derruba as mesas dos cambistas e afirma que fizeram da casa de oração um covil de ladrões. [1, 2]
- Marcos 11:15-17: Descreve a ação enérgica de Jesus e a proibição de que carregassem mercadorias pelo templo. [1]
- Lucas 19:45-46: Relata que Jesus entrou no templo e começou a expulsar os que vendiam, reforçando o propósito de oração do local.
- João 2:13-17: Mostra o episódio no início do ministério de Jesus, mencionando que ele fez um chicote de cordas para expulsar os vendedores de ovelhas e bois.
LRN traz o fato, apenas para sua reflexão, pois, infelizmente, a religião, neste caso, permitiu-se dominar pela política partidária e fez de palanque para candidatos o lugar do eleito: Jesus Cristo.
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