Cinco anos após reunir pela primeira vez uma centena de lideranças femininas, Forbes retoma a seleção que percorre diferentes regiões, atividades e espaços de decisão do agro brasileiro.
E m 2021, a Forbes Brasil lançou a primeira “Lista Forbes As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, uma iniciativa inédita em dimensão na comunicação do agronegócio brasileiro. Em vez de selecionar 10 ou 15 nomes, como ocorre nas demais listas da publicação, a escolha foi reunir 100 mulheres de diferentes regiões, gerações e atividades, reconhecendo que o poder feminino no setor não estava concentrado em um único grupo de lideranças. A Forbes retorna à seleção original, em sua segunda edição cinco anos depois, para celebrar o Dia Internacional da Mulher Rural, neste 15 de outubro, incorporando ao levantamento uma compreensão ampliada sobre o significado de poder, influência e impacto.
A escolha de 100 nomes dá espaço para olhar além das posições de maior visibilidade, incluindo produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais. Desde a primeira edição, a proposta foi identificar mulheres com responsabilidade sobre negócios, recursos,
pessoas e decisões, mas também aquelas cuja atuação modifica práticas produtivas, desenvolve tecnologias e mobiliza diferentes setores da economia rural nem sempre sob holofotes.
Nos quatro anos seguintes à primeira edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, a Forbes passou a investigar dimensões específicas dessa participação. Em 2022, apresentou os 50 Grupos de Mulheres do Agro Brasil, destacando o associativismo e as redes de apoio. Em 2023, a seleção das 100 Mulheres Doutoras do Agro voltou-se à ciência e à pesquisa aplicada à produção agropecuária na academia e nas empresas do setor. Em 2024, a lista das 50 Mulheres que Levam o Agro do Brasil para o Mundo acompanhou brasileiras em posições internacionais, enquanto a edição de 2025 apresentou Mulheres da Geração Z, com trajetórias ligadas à sucessão familiar, ao empreendedorismo e às tecnologias digitais.
Esse percurso de cinco anos também contribuiu para uma distinção que orienta a curadoria de 2026. Poder, impacto e influência são conceitos relacionados, mas não equivalentes. O poder está associado à capacidade de decidir sobre recursos, pessoas, investimentos, estratégias, produção e mercados. O impacto corresponde às consequências dessa atuação na adoção de uma tecnologia, na expansão de uma atividade econômica, na abertura de mercados ou na transformação de uma cadeia produtiva.
Já a influência está relacionada à capacidade de mobilizar, orientar e levar outras pessoas a agir. Não depende necessariamente da exposição pública ou da audiência nas redes sociais. Uma pesquisadora pode desenvolver uma tecnologia utilizada em milhões de hectares sem ocupar uma posição executiva. Uma liderança de cooperativa pode modificar as condições de produção e comercialização de centenas de famílias sem ser conhecida fora de sua região. Na segunda edição da “Lista Forbes As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, essas três vertentes estão na escolha dos nomes. Os nomes das mulheres que constam a seguir são apresentados em ordem alfabética, exceto para os dois primeiros, de Nina Plöger, atual presidente do Forbes Mulher Agro (FMA), e Helen Jacintho, sua primeira presidente, participando do processo de construção do grupo que nasceu justamente a partir da lista de 2021.
Zene Vieira, presidente da cooperativa Copirecê (BA)

Em março de 2024, a engenheira agrônoma Zene Vieira se tornou a primeira mulher a presidir a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), no semiárido baiano, em 54 anos de
história. Chegou ao cargo após comandar a assistência técnica da cooperativa, onde ajudou a garantir em 2021 a certificação de milho não transgênico do Instituto Biodinâmico (IBD) para o Flocão Puro Milho, que permite rastrear o grão do plantio à venda e pagar preço justo ao agricultor familiar.
A cooperativa, que tem cerca de 600 produtores, é um exemplo de agricultura familiar que avança. Na presidência, Zene conduziu a sua expansão. Em 2026, a Copirecê inaugurou com o governo da
Bahia uma nova agroindústria com o triplo da capacidade de processamento, apresentada como uma das maiores plantas de derivados de milho da agricultura familiar do país. Já foram lançados o macarrão de milho e o milho de pipoca, com esses produtos em 12 estados disputando espaço nas prateleiras com as grandes marcas.
Fonte: forbes.com.br