Um misto de justiça com frustração foi o resultado da última sessão do Júri Popular deste mês de agosto, no fórum Clériston Andrade, em Morro do Chapéu – BA.
Os autos ou processo foram apartados e somente um dos irmãos foi julgado: José Gomes da Silva, absolvido por entendimento de que não foi o autor das facadas que tiraram a vida das vítimas.
Como o outro réu: Gessivaldo Gomes da Silva – foragido, em momento algum foi localizado, formalmente ainda não teve ciência do processo e assim, a qualquer momento, nos próximos 20 anos se for localizado, terá o julgamento dele.
Em contato com o LRN, familiares de Claudionor Alves de Almeida, até se manifestaram justiçados. Já, a família do menor – à época: Airton Souza Santos, não fez contato.
O fato lamentável se deu na noite de 17 de outubro de 2004, portanto, muito próximo dos 21 anos se completarem, após uma briga generalizada, iniciada na boate de João Paulo, no centro da cidade de Cafarnaum – BA, saíram do ambiente da confusão e foram até a casa de José, onde Gessivaldo encontrou a faca e utilizando-se da mesma, desferiu os golpes fatais às duas vítimas.
Nesta terça (05), o caso de tentativa de homicídio que se deu aos 21 de junho de 2017, num bar do povoado de Rosa Benta, interior de Morro do Chapéu – BA, quando Douglas Pereira Brito, à época com 27 anos, após desentendimento com Josemar de Souza Oliveira, por conta ter sido atrapalhado em uma jogada de sinuca, saindo do bar e buscando uma faca com a qual desferiu dois golpes, fugindo em seguida, ficando a vítima prostrada e recebendo socorro dos demais presentes, sobrevivendo à investida. Foragido, o réu Douglas Pereira Brito foi condenado inicialmente a 24 anos e 6 meses de prisão, porém, por ser réu primário e não ter se consumado o homicídio, reduziu-se a pena para 12 anos e 3 meses, quando for encontrado.
A quarta feira (06), ficou marcada como a data da condenação de João Galberto de Novais, pelo assassinato da então companheira Eliene Maciel Araújo, crime cometido aos 25 de fevereiro de 2007, portanto, 18 anos atrás, sob o argumento de traição com o irmão Adão Rosa de Jesus, deferindo golpes de faca na região do pescoço e costas, fato ocorrido no povoado de Suvela de Mulungu do Morro – BA. Ao final, por não se ter à época, a qualificação de crime de feminicídio, o condenado por homicídio simples a 18 anos de prisão e já saiu do fórum para a prisão.