
Capa do livro – Pintura digital – autoria de Joswilton Lima
ÂNGELA
O dia oito de dezembro é feriado municipal em Salvador para prestar homenagem à Padroeira Excelsa da cidade e os habitantes aproveitam a data comemorativa para promoverem uma grande festa popular. O tempo amanhece quente, sem chuvas e o sol surge forte no horizonte indicando que o dia será propício para os festejos que são realizados no entorno da Basílica de Nossa Senhora Conceição da Praia, situada na Cidade Baixa.
A tradicional festa religiosa é muito antiga e nessa data toda a área nas proximidades da igreja fica lotada de turistas e habitantes da cidade ansiosos em terem um lazer festivo nas imediações da igreja. Muitas pessoas assistem à missa e depois vão embora, enquanto outras chegam no local a fim de participarem apenas da festa pagã que dura até o final da noite nas barracas instaladas na rua. No dia do feriado as pessoas que estão participando do festejo ficam animadas dançando ao som de pequenos grupos musicais, além de beberem cervejas e comerem tira-gostos, produtos vendidos pelos comerciantes que participam das festas populares.
As inúmeras barracas para a venda de bebidas alcoólicas têm mesas e cadeiras colocadas em toda a área disponibilizada para o festejo, favorecendo que o amplo local da festa seja um ambiente muito agradável. Em alguns lugares no meio da multidão ecoam sons de berimbaus, atabaques, pandeiros, agogôs e reco-recos nas rodas de capoeira angola. No espetáculo, ao som dos instrumentos musicais e cantigas, capoeiristas gingam na luta que parece uma dança com malícia, onde simulam movimentos de ataque e defesa conforme o ritmo da música.
Também em outros locais da festa tem grupos que tocam músicas de samba de roda originária do Recôncavo Baiano para animar os participantes da festa, que dançam e aproveitam o ritmo afro para sapatear demonstrando uma grande alegria. A parte baixa do Elevador Lacerda é localizada perto da igreja, por isso durante o dia inteiro os ascensores transportam centenas de pessoas que vão participar do festejo.
No ano de 1975 um rapaz do interior da Bahia, de nome Dermeval tinha vinte anos e resolveu viajar para a capital em busca de melhores condições de vida. Ao chegar na cidade, logo conseguiu um emprego para exercer a função de chefe do setor técnico em uma empresa do setor privado. A seguir alugou um pequeno apartamento no Bairro do Barbalho, onde passou a residir.
Recém-chegado na capital ele ficou contente com os comentários dos colegas de trabalho que elogiavam as excelentes festas de largo que são realizadas em Salvador, nas quais um grande número de lindas moças circula saracoteando e disponíveis para um namoro. Dermeval estando empolgado com as informações, no dia do feriado acorda bem-disposto para aproveitar o dia curtindo na Festa da Conceição da Praia. A sua maior intenção durante o passeio é arranjar uma namorada para casar a fim de aplacar a solidão que sente em casa, quando retorna do trabalho à noite.
Depois do banho rapidamente se arruma vestindo uma bermuda branca, tênis da mesma cor e uma camiseta regata amarela, porque soube que no sincretismo religioso a santa padroeira da festa é denominada de Oxum, orixá do candomblé que adora o amarelo-ouro.
Mesmo não tendo nenhuma religião ele acredita que assim estará bem-vestido e assemelhado aos soteropolitanos no festejo. A seguir sai de casa e embarca em um ônibus com destino à Praça Municipal onde irá descer no Elevador Lacerda e assim chegar na Cidade Baixa, onde é o local da festa. Depois de uma breve viagem no ascensor ele chega na área da festa e fica admirado com o grande número de pessoas alegres que estão se divertindo.
Na hora fica animado e vai se sentar na cadeira de uma mesa que estava vazia em uma barraca situada perto de um grupo musical que estava tocando samba de roda. Devidamente instalado, pede uma garrafa de cerveja e começa a bebericar, enquanto aprecia a movimentação das pessoas.
No seu íntimo ele deseja conhecer uma linda garota para que possam curtir juntos um dia maravilhoso e talvez firmarem um namoro para terem um futuro esplendoroso. Durante algum tempo, enquanto não surge o seu esperado amor, ele observa as pessoas sambarem e fica admirado com o molejo dos casais durante a dança.
Nascido e criado no interior do estado não imaginava que as festas na capital eram tão animadas e garante que a partir de então não irá perder nenhum festejo realizado na cidade. O tempo vai passando e Dermeval fica admirando as moças que passam meneando os quadris perto da mesa onde ele está.
Percebe que os colegas falaram a verdade sobre o grande número de garotas na festa e continua atento para ver se consegue encontrar alguma que se interesse por ele. Tempos depois fica agoniado porque a sua paquera está sendo infrutífera, pois as moças não se interessam pelas piscadelas de seus olhares. Embora esteja triste com a situação ele não desiste da intenção em encontrar o seu amor.
De repente ele olha para uma mesa próxima e vê uma mulher linda, esbelta, de pele muito branca, cabelos loiros, usando um vestido longo, elegante, de tecido fino da cor amarela e calçando scarpins brancos, de salto alto. Quando os seus olhares se cruzam, ela sorri para ele.

A visão que Dermeval tem da mulher. Detalhe de uma tela a óleo pintada por Joswilton Lima.
Entusiasmado com o sorriso da bela mulher, Dermeval fica contente e corresponde prontamente com outro sorriso e percebe que havia surgido uma simpatia entre eles. A sua surpresa é maior quando a moça sorridente levanta o braço e faz um sinal com a mão chamando-o para sentar na mesa dela.
Ao receber o convite a sua alegria é tanta que o coração pulsa forte e quase lhe falta ar para respirar. Imediatamente ele atende ao pedido e se dirige para onde está a bela mulher. Ao chegar junto àquele monumento de beleza ele fica sem entender o motivo do lado esquerdo do corpo ficar arrepiado e as suas pernas tremerem de modo involuntário.
Na hora pensa que é emoção e tem vontade de fugir da festa, mas logo se encoraja e momentos depois a cumprimenta com gentileza. A moça percebe que ele está tímido por causa da abordagem dela e solicita que sente na cadeira para poderem conversar.
Animado com o convite se senta e pede ao garçom que traga uma cerveja para ambos. A seguir, quando começam a bebericar ele se apresenta:
– O meu nome é Dermeval Antunes e vim recentemente do interior do estado. É a primeira vez que venho em uma festa de largo aqui na capital e estou adorando.
Entusiasmado por estar na companhia de uma linda mulher, faz uma pergunta:
– Gostaria de saber qual é o seu nome, diga-me por favor…
Com a voz meiga ela responde com uma certa malícia no olhar:
– O meu nome é Ângela Sarnento Covas.

Fisionomia real do casal. Cores das roupas alteradas digitalmente do quadro original pintado por Joswilton Lima.
Ao concluir a fala, ela passa a ponta da língua com suavidade sobre os lábios carnudos pintados com um batom vermelho carmim. Dermeval fica contente ao ver a insinuação e percebe que finalmente encontrou a garota dos seus sonhos. Sabe que esse encontro na festa irá lhe render um casamento no futuro. Para continuar a conversa ele pergunta:
– Eu estou admirado com a animação das pessoas aqui e imagino que você frequenta todas as festas de largo em Salvador, não é?
A moça demonstrando timidez, responde:
– Essa é a primeira vez que venho em uma festa popular. Acredito que o destino tramou para que eu viesse aqui só para conhecer você.
Dermeval quase desfalece com a declaração de carinho e aproxima o seu rosto ao dela na intenção de beijá-la com afeto. Nesse momento a moça faz um gesto brusco recusando a aproximação afirmando que não quer carícias em público. Ao ser rejeitado ele pergunta:
– Você não aceita o meu beijo por quê? Sei que é uma bela mulher, mas será que eu sou tão feio que não posso desfrutar de bons momentos ao seu lado?
A garota alisa a sua mão de modo meigo, enquanto justifica a atitude que tomou:
– Não é nada disso, meu querido! Acho você um rapaz bonito, mas tem pouco tempo que o meu esposo e meus filhos morreram em um acidente aéreo. Não quero que me vejam quebrando o luto.
Depois ela complementa:
– Fique tranquilo, porque depois da festa vamos para a minha casa e prometo que você terá uma noite inesquecível.
Satisfeito com a promessa da amada, Dermeval resolve aquietar a sua volúpia e passa a conversar de forma amena sobre banalidades da vida de ambos, logo depois convida a moça para dançarem, mas ela recusa de modo peremptório afirmando que não é apropriado na condição de viuvez dela.
Depois de receber tanta rejeição porque a garota é cheia de pudor, começa a desconfiar que Ângela não irá cumprir a promessa de que ele terá uma noite inesquecível. Logo depois desfaz o pensamento ao ter a sua mão acariciada pela moça e isso renasce a esperança de tê-la em seus braços, quando não estiverem em público.
E assim passam o dia animados na farra bebendo e conversando. Onze horas da noite Ângela o convida para que a acompanhe até a sua casa, onde irá cumprir o que prometeu. A seguir ela pede a Dermeval para pagar toda a conta das despesas e justifica dizendo que na pressa em sair de casa pegou a bolsa errada, onde guarda somente cédulas de dinheiro sem valor porque são muito antigas. Demonstrando que está envergonhada, alega que colecionar é um dos Hobbies que tem. Dermeval quita a dívida e saem da barraca caminhando como se fossem amigos.
Depois de andarem um pouco, dobram a esquina para chegarem na rua que é paralela ao largo do festejo e ele fica surpreso ao ver um chofer particular aguardando a patroa. O funcionário é um senhor alto, grisalho, branco, nariz grande, adunco e está uniformizado com paletó preto, camisa social da cor azul-celeste, gravata borboleta lilás, luvas brancas e para completar o traje usa um quepe.
Assim que chegam junto da limusine o motorista abre a porta para que eles embarquem no veículo. Dermeval fica acanhado ao ver a riqueza da mulher e julga que foi uma má ideia querer namorar com uma moça tão rica. Por isso ele fica envergonhado porque é um rapaz pobre e sabe que devido a isso o namoro não irá durar muito tempo.
Assim que o carro parte em velocidade ele fica tranquilo, porque Ângela deita a cabeça em seu ombro e carinhosamente coloca a mão em seu braço. Nesse momento ele percebe que o seu pensamento estava errado e tem certeza de que encontrou o seu grande amor.
Depois de algum tempo trafegando pelas ruas da cidade o automóvel diminui a rapidez e entra devagar por um enorme portão situado no meio de um muro muito alto. O terreno é imenso e a claridade da lua cheia permite a Dermeval ver um grande jardim florido muito bem cuidado, inclusive com Antúrios que simbolizam hospitalidade, felicidade e amor.

Antúrios – pintura digital – autoria de Joswilton Lima
Dentro da área o carro continua prosseguindo devagar por uma rua estreita que tem um calçamento de paralelepípedos e pouco depois o automóvel estaciona na frente de uma mansão. O motorista abre a porta demonstrando respeito para eles saltarem do carro.
A seguir o casal entra no palacete e ela imediatamente tranca a porta. Dentro da casa a moça fica descalça e o manda sentar no enorme sofá forrado de veludo verde, enquanto informa que vai na cozinha buscar a bebida. Quando ela sai Dermeval fica observando a residência da namorada e está abismado com a suntuosidade do ambiente imenso que é iluminado por um gigantesco lustre de cristal que pende no centro da sala. Ainda curioso com a requintada residência ele vê que a decoração possui móveis requintados fabricados com madeira de lei.
Dermeval está tímido, porque nunca havia entrado em uma casa tão grã-fina e pouco depois para de ficar admirando a riqueza, porque Ângela volta sorridente com uma garrafa de uísque e dois copos. Após se sentar ao lado dele, coloca a bebida nos copos e diz entusiasmada:
– Este uísque é de excelente qualidade! Era a bebida preferida de meu marido! Agora vamos brindar para comemorar o nosso encontro!
Dermeval não gosta da ideia de beber o uísque do finado, porém Ângela o convida com suavidade para brindarem fazendo o tim-tim em comemoração ao início do namoro. Não podendo recusar o gentil pedido ele faz a saudação e bebe a dose de uma vez. Ao sentir o sabor delicioso do uísque fica muito satisfeito porque nunca havia provado a bebida de um ricaço.
No interior onde morava, nos finais de semana bebia apenas cachaça e só quando tinha algum dinheiro sobrando bebia cerveja. Ele está contente porque vai ter uma noite inesquecível prometida por uma linda mulher da alta sociedade e pede a segunda dose da bebida, no que é prontamente atendido por ela.
É meia-noite quando ele dá o primeiro gole na segunda dose e sente um desconforto como se estivesse ficado desnorteado e imediatamente desmaia na poltrona. Passa a noite inteira totalmente desfalecido e só acorda quando é dia. Ao abrir os olhos percebe que ainda está tonto devido à ressaca da bebida alcoólica e nota que está sozinho em um lugar silencioso e estranho. Ele não entende o porquê de estar ali e de Ângela ter sumido, após ter feito muitas juras de amor no dia anterior. Abandonado, fica intrigado sobre o motivo dela não ter ficado bêbada em nenhum momento durante o tempo em que ficaram juntos bebendo.
Assustado com o fato, imediatamente se levanta e fica em pé para verificar melhor a situação e observa que o local é totalmente diferente da mansão onde passou parte da noite com Ângela antes de desfalecer. Está desconfiado porque, ao invés da limpeza que tinha visto na mansão, o lugar é cheio de teias de aranhas indicando que o lugar está inabitado por longo tempo e não entende o motivo de ter acordado em uma casa velha. No momento fica revoltado quando se lembra que estava encantado pela moça e não percebeu que a promessa dela era ilusória.
Angustiado para ir embora rapidamente vai para a saída, mas ao contrário da enorme porta de jacarandá por onde entrou, no lugar dela tem um portão de grade enferrujada que é trancada por uma corrente grossa com um cadeado grande. Impedido de sair, Dermeval fica tristonho vendo as horas passarem devagar.
Dermeval está amargurado segurando as grades pensando em uma forma de sair dali, porém quando é perto de meio-dia ele fica esperançoso quando ouve vozes femininas próximas de onde está e imagina que Ângela esteja vindo para busca-lo. Nesse momento ele fica desiludido ao ver apenas três senhoras idosas que andam devagar conduzindo um vaso de flores. Agoniado para ser socorrido ele grita a plenos pulmões:
– Socorro!!! Venham aqui para me salvar!!!…
Dermeval não entende o motivo das mulheres que antes eram vagarosas, ao ouvirem a sua voz ficarem assombradas, jogam o vaso de flores no chão e correm gritando apavoradas para longe de onde estavam caminhando. Desolado com o motivo de não ter sido atendido, ele fica imaginando que poderá passar o resto da sua vida aprisionado ali.

Tela pintada com tinta acrílica por Joswilton Lima
Depois de algum tempo desconsolado ele fica alegre ao ver um homem que havia sido alertado pelas mulheres se aproximar com cautela para perto de onde está enclausurado. A certa distância dele o sujeito para e fica observando com curiosidade para entender o motivo de estar vendo alguém naquele lugar. Novamente Dermeval fica animado e grita para ser socorrido balançando os braços para ser notado e não entende o motivo do homem ter ficado aterrorizado e com muito medo foge em desabalada carreira.
Ele fica desconfiado qual seria a causa de as pessoas estarem correndo dele ao ouvirem os seus pedidos de socorro e também sobre o motivo de Ângela não ter voltado para busca-lo. Mesmo estando triste ele volta a ter esperança de que existe a possibilidade de ser libertado. Tempos depois de tristeza e monotonia, chegam dois policiais fardados andando devagar com as armas em punho apontadas em sua direção. Ao chegarem perto, ele fala:
– Eu sou um cidadão de bem. Ontem fiz uma farra com uma namorada que arranjei na Festa da Conceição da Praia e ela me trouxe para a mansão dela. Depois que tomei uma dose de uísque, apaguei na hora. Ao acordar pela manhã percebi que estava trancado aqui.
Os policiais se entreolham desconfiados da estória inacreditável e um deles pergunta:
– O senhor acredita que esse lugar onde está é realmente uma mansão?
Dermeval pensou que eles tinham vindo para libertá-lo e embora tenha ficado chateado com a pergunta ele responde:
– Claro que não! Eu estava desmaiado e não sei como ocorreu a transformação de uma bela casa em um casebre abandonado.
O outro policial lhe pergunta a fim de esclarecer a situação inusitada:
– Por acaso o senhor sabe o nome completo da mulher que lhe trouxe?
Imediatamente Dermeval responde:
– Ângela Sarnento Covas; uma linda mulher.
Nesse momento os policiais ficam assombrados quando ouvem a informação, mas estão convencidos de que ele poderá estar falando a verdade. A seguir informam:
– As pessoas nos chamaram porque estavam com medo do senhor. Não se preocupe que vamos providenciar um alicate tesoura para cortar o cadeado a fim de libertá-lo.
Dermeval diz aos policiais que ele e a namorada passaram juntos o dia todo bebendo e estava tudo normal, porém tudo se transformou quando ela o trouxe para a mansão e deu-lhe a dose de uísque. Informa que ao terminar de beber, imediatamente perdeu os sentidos e não sabe o motivo dela ter sumido. Ao ser libertado ele sai e fica sem querer acreditar que o lugar, onde na noite anterior era um lindo jardim florido, havia se transformado em um local descuidado e cheio de mato.
A maior surpresa que deixou ele assombrado foi quando o policial lhe mostra uma placa de bronze colocada acima da entrada do mausoléu, onde acordou. Nela estava escrito o nome: Ângela Sarnento Covas, nascida em 1923 e falecida no ano de 1955, aos trinta e dois anos de idade, vítima de acidente aéreo com a família.
No momento em que Dermeval leu o epitáfio na lápide do jazigo, de imediato reconhece Ângela na foto afixada na parede do monumento e fica em estado de choque. Está aterrorizado com o fato de ter dormido em um cemitério sobre a campa de uma de uma sepultura, que no dia anterior era um requintado e confortável sofá com forro de veludo da cor verde.
Ele está apavorado ao se lembrar que havia farreado e foi acariciado por uma linda mulher que na realidade era a visagem da alma penada de Ângela, que havia morrido mais de vinte anos atrás junto com a família.
Estarrecido com a situação esdrúxula que vivenciou, nesse momento ele sente uma forte dor aguda no peito e cai inerte no chão. Os policiais ao vê-lo sem sentidos ficam aflitos e chamam os socorristas que ao chegarem constatam que nada poderiam fazer.
Com certeza Ângela vai continuar frequentando as festas de largo no intuito de levar almas para o além-mundo, porque esse é o verdadeiro hobby dela. O choque com a realidade foi tão brutal que Dermeval não suportou e teve uma morte fulminante.
Autor: Joswilton Lima
Resumo da biografia do autor

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos EUA, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.
Em determinada época pretérita, lecionou pintura em seu atelier no Bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho, entidade de artistas primitivistas que produziam obras no estilo Naif.
Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos e já lançou vários livros. Na literatura dois estilos se destacam em suas obras e praticamente são interligadas: a ficção com estórias de finais surpreendentes e a crônica, onde o autor aborda situações da atualidade de modo crítico, satírico e hilariante. Concomitante com as atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos.