Episódios do JUNHÃO: ‘MARMITEX “DA HORA”’

CEIÇA

Quarenta e seis anos de idade. Está arrumada para ir ao salão de beleza dar uns retoques nos cabelos e fazer as unhas. A cabeça está cheia de bóbis encobertos por um lenço de cetim verde-musgo ornado com ramalhetes amarelos e flores lilases. O vestido é de tecido leve da cor azul-marinho com pequenas flores vermelhas e azuis-celestes. A roupa é amarrada acima da cintura por um largo cinto branco de napa sintética. Para completar a figura mal-amanhada, usa óculos escuros de tamanho muito grande que encobre quase toda a sua face magra e miúda. Por ter que ir se embelezar não terá tempo de preparar o almoço da família. Devido a esse fato encomendou duas marmitas a uma fornecedora de comidas moradora das proximidades.

Ceiça está contente porque irá aproveitar o tempo livre para saber de todos os babados que ocorrem na vizinhança durante a sua estada no salão. Apesar de sempre afirmar que não gosta de fofocas está curiosa para saber “quem largou quem”, “quem está com quem” e “quem está traindo quem” no bairro. Ela está ansiosa para saber das novidades, isso porque ao voltar para casa irá telefonar para as amigas fuxicando tudo que ouviu nas conversas. Consequentemente vai aumentar muita coisa nos seus boatos. Imagine se ela gostasse de mexericos… 

Quando está saindo do apartamento toda desengonçada, demonstra preocupação e avisa ao filho de que poderá demorar. Faz uma recomendação dizendo:

– Olhe Júnior, o rapaz que entrega as marmitas vai chegar em torno das doze horas. Fique atento ao horário. O dinheiro para o pagamento da comida está em cima da mesa. A vasilha com a minha comida você coloca dentro do forno do fogão.

Continua dando as ordens falando:

– Quando chegar eu esquento no forno de micro-ondas. Espero que a comida seja boa conforme a mulher prometeu. Se não estiver deliciosa ela vai se haver comigo. Deixe estar!

E despede-se alegre:

– Fique estudando pra ficar mais inteligente do que você já é. Vou chegar morrendo de fome. “Tichau”, meu filhinho!

JUNHÃO

Vinte e seis anos de idade. Aparenta indiferença com a despedida dela, mas, quando Ceiça sai do apartamento ele fica quieto ouvindo o barulho da porta do apartamento sendo trancada pelo lado de fora e depois o ruído do elevador descendo. Ao sentir-se seguro, joga no chão os livros com os quais simulava estudar. Corre para o quarto e liga o som a toda altura.

Ouvindo as músicas que são do seu gosto musical ele fica parecendo um doido. Começa a pular em cima da cama desarrumando tudo, depois fica saltitando no chão do quarto e se sacodindo com trejeitos. Mostra-se um verdadeiro irresponsável, demonstrando ser um bagunceiro e sem limites.

MEIO DIA – HORA DE RECEBER O ALMOÇO

Enquanto o Junhão se diverte, o marmiteiro chega e ele não percebe por causa do enorme barulho do som. O homem fica sem paciência e aperta com vigor a campainha do apartamento por diversas vezes. Quando já está quase desistindo de fazer a entrega por não ter sido atendido, Junhão finalmente consegue ouvir a zoada da campainha e vai correndo para receber a encomenda. Ao abrir a porta, confere os pacotes e o valor da nota. Como é oportunista, pechincha para ver se sobra algum troco para ele. Não conseguindo o seu intento, fica enraivado, “fecha a cara” e paga a encomenda com o dinheiro que a mãe deixou.

O entregador de marmitas vai embora contrariado devido à demora que atrasou todo o seu serviço de entregas. Como se não bastasse o tempo que ele perdeu tocando a campainha, ainda teve de aguardar o pagamento porque Junhão ficou barganhando por muito tempo para tentar abaixar o preço da comida.

Estando sozinho, Junhão coloca as quentinhas sobre a mesa e retira as tampas de papelão das embalagens de alumínio. Depois ele encosta o nariz perto das marmitas e aspira o cheiro da comida de cada um dos pratos. Com um largo sorriso dá a sua impressão gustativa:

Hum!… Que delícia!… O xinxim de galinha com caruru de quiabos e arroz branco está com um aspecto excelente e cheiroso. Dá até para sentir o gosto do camarão seco e do gengibre. E a galinha caipira ao molho pardo com feijão-de-corda, então, nem se fala… Veio completa com o coração, os pés, fígado, moela, sobrecu, moela, oveira, além de ser cozinhada com o sangue, que dá gosto só de ver.

Ainda se referindo às quentinhas, completa:

– A mulher mandou também um molho “lambão” de pimenta malagueta e de cheiro. Ela é caprichosa, pois colocou cubos de tomate maduro, rodelas de cebola branca, coentro, cebolinha, fatias de alho, gotas de azeite de oliva extra virgem e o caldo do molho é de sumo de maracujá para ficar delicioso.

Entusiasmado com as marmitas, diz:

– Essa comida é divina; um manjar dos deuses. Vou me fartar de tanto comer.

A seguir pisca o olho e sorri esfregando as mãos de contentamento. Senta-se à mesa e inicia a árdua tarefa de almoçar as comidas deliciosas. Durante a comilança se esquece de que as marmitas eram para duas pessoas. Com gana, ele come as duas quentinhas e fica com a barriga empanturrada. Só depois que termina o almoço é que se lembra de que havia esquecido de separar a comida que era para a sua mãe e tem um sobressalto. Exclama temeroso:

– Pô! Esqueci da coroa e acabei comendo o almoço que estava na marmita dela!… “Me arrombei” nessa!… E agora, o que faço?! Também não mandei a comida ser muito gostosa… Vou falar com Ceiça pra encomendar a comida deliciosa dessa mulher para a gente comer todos os dias.

Depois fala culpando a mãe pelo seu erro:

– Ela deveria estar aqui na hora que a comida chegou. Não fica em casa porque é uma verdadeira “mede rua”. Agora que se arrombe de fome.

CEIÇA

Enquanto na sua casa o Junhão faz o que quer, ela está exultante em meio à fofocaria no salão. Ouve tudo que falam com atenção para memorizar os assuntos. Mas, como imagina que as amigas devem fuxicar sobre a criação errada que ela dá ao filho, aproveita para se justificar sobre o porquê de não conseguir ter controle sobre o filho. Provavelmente esse recado que irá dar às amigas servirá para mais um motivo de risos e fofocas, mas ela não se importa. Lamentosa diz:

– Muita gente fala que eu crio o Júnior sem limites. Mas isso é porque o “pobrezinho” desde pequeno sente a falta do pai que vive viajando. Quando ele era criança eu vi o coitado chorando várias vezes e dizendo: papai… papai… Dava dó de ver o “bichinho” saudoso.  

Depois se recompõe e fala:

– Por isso eu tento compensar a falta do pai satisfazendo todos os gostos do meu filho. Infelizmente o trabalho de Alcebíades é viajando para prover a família e ele fica muito ausente.

E conclui raivosa dando um recado direto:

– Mas tem umas enxeridas que ficam dando opinião no que não é da conta. E não adianta falarem porque não dou importância a gente que se intromete onde não deve.

JUNHÃO

No momento em que Ceiça está no salão se sentindo poderosa, ele está preocupado com o que poderá lhe ocorrer. Pensa um pouco e diz eufórico:

– Já sei!… Pra tudo tem solução!… Vou ter que dar um jeito para corrigir esse problema sem que ela perceba. A coroa é aloprada que nem vai desconfiar de nada.

Astucioso, põe em prática o que imaginou para evitar problemas futuros: coloca os restos do seu lauto almoço numa única embalagem de marmitex. Depois lacra cuidadosamente a embalagem com a tampa de papelão aluminizado. A seguir coloca no forno do fogão a marmita com as sobras que será o almoço destinado à mãe. O serviço fica perfeito e ele joga no lixo a outra embalagem vazia.  

Certo da impunidade ele fica tranquilo. De vez em quando sorri satisfeito com a articulação do seu trambique. Como já está na hora da mãe chegar, ele desliga o aparelho de som e coloca os livros em cima da mesa para simular que está estudando. Senta-se e, enquanto espera, luta para não dormir em cima dos cadernos depois do almoço regado a muitas cervejas. Mesmo estando sonolento e grogue consegue ouvir o barulho do elevador subindo. Pouco tempo depois ele ouve o ruído da chave abrindo a porta do apartamento. Dissimulado, quando a mãe entra na sala ele finge estar cansado de tanto estudar. Aparentando estar exausto, comenta demonstrando contrariedade:

– Você é uma torturadora; já não aguento mais de tanto estudar. Nem deu tempo de almoçar direito. A sua marmita está no forno do fogão, como pediu.

CEIÇA

Volta contente do salão se gabando da sua lindeza, apesar de sua aparência continuar feia. Sem saber do ocorrido sobre a comida ela fala com alegria:

– Pra ficar bonita a gente sofre!… O salão “tava” lotado… Demorei mais tempo do que o previsto, porque as peruas ficaram fazendo fofoca e atrapalharam o serviço das funcionárias. Apesar de detestar fuxicaria da vida alheia, tive que ficar ouvindo as baboseiras delas. As sujeitas não paravam de fazer comentários maldosos. Quanta gente vadia! “Arre égua!” …

A seguir diz esperançosa:

– Mas, infelizmente, o sofrimento faz parte da nossa vida. Assim como sofri para ficar linda e maravilhosa, você também está sofrendo com os estudos para ser um homem bem-sucedido na vida.

E completa:

– Só sinto não ter podido fazer uma gostosa comida caseira para o meu gênio dos estudos. Eu tenho muito orgulho quando vejo você aplicado nos estudos!…

JUNHÃO

Faz uma expressão de quem está surpreso com a informação da mãe, porém continua calado. Com referência às fofocas ocorridas no salão, ele sabe perfeitamente que a mãe é quem deve ter provocado a onda de boatos no ambiente e agora chega se fazendo de inocente.

CEIÇA

Esquecendo-se de que a sua ida ao salão era também para saber das fofocas, critica as colegas de mexericos:

– Deus que me livre!… Que povo fuxiqueiro!… Nunca vi gostar tanto da vida alheia… Tomara que meu nome não ande em “bocas de Matilde”, depois que saí de lá do salão. Mas o que importa é que agora estou linda e com uma “fome de leão”!

JUNHÃO

Esbugalha os olhos e fica estático ao ouvir a mãe dizer que está faminta. Apesar disso ele tem esperança de ouvi-la confirmar de que já havia almoçado e sugere perguntando:

– Nesse horário você já deve ter comido um rango bem gostoso naquele restaurante porreta que fica em frente ao salão de beleza, certo?! Você deve ter se esbaldado de tanto comer…

CEIÇA

De repente Ceiça cerra as sobrancelhas, olha para o filho e exclama com raiva:

– Você acha que rica?!! Que o meu dinheiro é capim?! Ou que sou trouxa?!… Se gastei dinheiro pagando a marmita, porque eu iria comer em outro lugar?! Portanto vim pra comer tudo a que tiver direito, porque paguei caro!…

JUNHÃO

Abaixa a cabeça como se um enorme arrependimento pesasse sobre ele. Ou medo, talvez…

CEIÇA

A seguir se lembra da vontade de aplacar a sua fome e pergunta:

– Por falar nisso, as marmitas vieram? Você já almoçou? A mulher garantiu que a comida dela era de excelente qualidade. Pelo jeito ela é muito gabola. Ninguém no mundo tem um tempero mais gostoso do que o meu! Ainda não nasceu quem cozinha igual a mim.

JUNHÃO

Responde rápido e arrisca um pequeno elogio:

– Já almocei. Achei que a mulher cozinha bem…

CEIÇA

Quando ele fala que a comida é boa o apetite dela fica aguçado. Agoniada de fome vai imediatamente buscar a comida no forno do fogão e esquenta no micro-ondas. Depois coloca a marmita sobre a mesa. Ansiosa, abre o marmitex doida para se alimentar. Nesse momento ela esbugalha os olhos e fica envolta em chamas. Enraivada, dá um grito estridente:

– Mas, que desgraceira é essa?!…

Ao olhar com mais atenção a comida, exclama raivosa:

– Essa coisa está parecendo que é resto de comida!… E a fulana ainda cobrou uma fortuna por essa merda!

Está muito nervosa porque percebe que foi enganada. Enérgica, reclama:

– E você vem com essa conversa mole de que a mulher cozinha bem!… Então quer dizer que você acha que a minha comida é ruim, seu “indiota”?!… Essa porcaria é lá comida boa aonde, ordinário?!

Muito enfezada, vocifera:

– Vou levar essa porcaria da marmita lá na delegacia de polícia pra denunciar essa falsária! Ela vai ser enquadrada como criminosa por fazer propaganda enganosa! A gananciosa cobra caro e empurra essa bagaceira pra gente comer! Você comeu e achou boa porque é uma criança inocente.

Depois aponta o dedo indicador para a marmita e exclama espumando de raiva:

– Olhe “práqui”, isso é comida?!… Os ossos das coxas da galinha foram mastigados na parte mais mole! Dá até pra ver baba nos farelos! Isso é lá coisa pra ser vendida?!… Vou aplicar nela lei de defesa do consumidor! Vou arrombar com essa falsificadora de comida! A fulana é uma ladrona das ovelhas de Cristo.

E afirma raivosa:

– Onde já se viu vender uma imundice dessa?! A miserável não pode dar nenhuma desculpa, porque recebi a marmitex lacrada. Além dos ossos esmagados, tem de pele roída, tudo sujo de farinha, grãos de arroz e resto de uma gosma escorregadia de quiabo…

Ainda contrariada, reclama:

– Hoje em dia estão falsificando tudo. Onde já se viu uma esculhambação dessa?!… A sujeita é uma bandida disfarçada de “marmiteira”.

Ainda revoltada com a situação e em tempo de enlouquecer de ódio, ela critica a vendedora da marmita dizendo:

– Que mulherzinha pirata, essa safada!… Ah, fulana fuleira!… Esse povo mente muito pra poder vender qualquer coisa!

 E finda a conversa sentenciando a mulher:

– Mas ela vai “mim” pagar por esse embuste. Por causa desse roubo vou condenar ela à prisão perpétua. Só não vou pedir a pena de morte porque eu sou uma pessoa muito boa, senão ela ia ver…

JUNHÃO

Coça a cabeça e fica embaraçado diante da situação. Está com os olhos arregalados, porque pressente que a mãe poderá descobrir a sua fraude. Aparentando estar calmo, fala com timidez tentando tapear a mãe:

– Não foi isso que eu quis dizer, minha “mainha” … Só falei que gostei da comida. Como eu estava com muita fome e atribulado com os estudos, não percebi que a comida dela era tão ruim… Então comi a minha marmita e guardei a sua…

Ainda no intuito de bajular a mãe para iludi-la, diz:

– Você tem razão em falar que a comida é ruim, porque o seu gosto é mais apurado do que o meu… A minha coroa é uma excelente cozinheira; a melhor do mundo! Sempre disse isso a todo mundo da galera.

CEIÇA

Ceiça franze a testa, cerra as sobrancelhas, põe a mão no queixo e fica raciocinando sobre o que o filho falou. Está cismada e fica calada enquanto conclui que houve astúcia dele. Após analisar o bolodório que ele falou, de repente, tem um instante de lucidez e vê que o Junhão está com treita. Logo percebe que o filho tem algo a ver com o logro da comida. Depois de concluir que houve artimanha do filho, ela fica enfurecida e rebate aos gritos:

– Guardou a minha comida zorra nenhuma, pilantra!… Isso aqui é xepa!… A marmita só tem osso de galinha sem a carne!… Os ossos estão lisos parecendo que foram triturados no dente e chupados para extrair o caldo!… Não sobrou mais nada pra mim! Você não poupou nem os pés das galinhas; roeu tudo. Você é quem é o verdadeiro falsário!

A seguir afirma furiosa:

– Eu bispei tudo na hora que vi as suas feições de assombro. Isso é coisa que se faça com a própria mãe, Júnior?!!!… Você é um sonso que comeu toda a comida e largou os restos pra mim, seu desnaturado!…

JUNHÃO

Sentindo que finalmente foi pego no flagrante, fica estatelado. Temeroso com o que poderá lhe acontecer, sai de fininho. Vai para o quarto e tranca a porta. Deita-se na cama, arrota alto enquanto alisa a barriga cheia. Está com ares de satisfação pelo que fez e dá um sorriso maroto. Fazendo a sesta, pouco tempo depois cochila e começa a roncar.

CEIÇA

Desde o momento que percebeu o trambique do filho ela fica conformada com a situação e comenta:

– Agora se eu quiser comer, vou ter que ir na cozinha fazer uma gororoba rápida para almoçar. Irei fazer um arroz ao alho e óleo e uma farofa de ovo. Infelizmente o meu cabelo que está tão cheiroso vai ficar fedendo ao óleo da fritura. Não adiantou gastar tanto dinheiro com os produtos no salão. Ah, Juninho trabalhoso!…

E resmunga enraivada:

– Enquanto eu estou passando fome o malandro está na cama roncando de bucho cheio. Isso é lá marca de filho?!…

A seguir lamenta:

– Eu não sei mais o que fazer pra botar juízo na cabeça desse menino. Não sei a quem ele saiu desse jeito… Com certeza puxou ao pai.

Depois diz chorosa:

– Mas filho é assim mesmo… A gente cria com todo carinho, tirando da boca pra dar a eles. Quando crescem, ao invés de retribuir o nosso amor, as “miséras” vivem tirando da nossa boca com voracidade.

Recorda de um ditado que a mãe dela sempre falava:

– Minha mãe sempre dizia: “desde que filhos temos nunca mais barriga enchemos”. Olhe aí o exemplo do Juninho… A cada dia eu fico mais murcha e ele mais gordo. O sujeito já está parecendo um leitão baé.

E conclui com fervor religioso:

– Só Jesus na causa…

Autor: Joswilton Lima    

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos E.U.A, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha. Possui o site www.joswiltonlima.com onde tem uma mostra de algumas de suas pinturas em diferentes técnicas e estilos, sendo visualizado por inúmeros países.

Em determinada época lecionou pintura em seu atelier no bairro de Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho (primitivistas e naif’s), em Salvador.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos tendo lançado um e-book com o título “Enigmas da Escuridão”, com abordagem espiritualista, tendo obtido a nota máxima de 5 estrelas de leitores do site www.amazon.com.br Outros contos e romances estão sendo escritos.

Concomitante às atividades artísticas sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos, tendo se aposentado recentemente na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde trabalhou por muitos anos na Fiscalização.

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