Episódios do Junhão apresenta: ‘FAZ UM PIX!’

O Junhão é insuperável nas suas maracutaias que sempre envolvem a mãe super protetora que finge não perceber as artimanhas praticadas pelo filho. Mas, no final ele sempre arranja um jeito de se safar das situações esdrúxulas que pratica. Será que dessa vez o malandro vai escapar incólume?

CEIÇA

Quarenta e um anos de idade. Pela manhã está ocupada com a lida diária: lavar roupas, passar a ferro, fazer a faxina e cozinhar. Entretida nas suas obrigações, não vê o tempo passar, quando, de repente, lembra-se de que o filho ainda não tinha acordado. Impulsiva, começa a esbravejar:

                – “Népussivel” uma merda dessa!!!… Quem o Juninho pensa que é?!!!… Que é filho de algum milionário?!

E continua rabujando:

                – O sujeito não dá “um prego numa barra de sabão” e “leva a vida na flauta” pensando que tudo é “um mar de rosas”. Ah, sujeito!…

A seguir ela põe-se a cismar sobre a vida do filho, enquanto coça o queixo com o dedo indicador. Depois, fala demonstrando desconfiança:

                – Tem alguma coisa de errada nesse “reino da Dinamarca”. Esse menino nunca mais pediu dinheiro e ainda “mim” dá uns trocados, mesmo sem eu pedir.

Depois faz conjetura:

                – Será que o Juninho virou bandido, meu Deus?!…

Mas logo tira o pensamento maldoso da cabeça:

                – Isso, não!!!… Jamais o meu filhinho vai se envolver em coisas erradas, porque eu dou a ele uma esmerada formação moral.

Ainda suspeitando de que há algo de errado na conduta dele, afirma convicta:

                – Mas ainda vou descobrir qual é a maracutaia que esse elemento está armando.

JUNHÃO

Vinte e um anos de idade. Após se levantar da cama vai para o banheiro e, ao passar pela cozinha, diz sorridente:

                – Bom dia, querida mãezinha! Se estiver precisando de grana é só falar comigo, ouviu?

CEIÇA

Fica intrigada com tamanha gentileza e a fartura de dinheiro. Assim que ele entra no banheiro, ela comenta consigo:

                – Será que o meu filho virou um ladrão? Isso, não!… “Mim” acode Jesus e tira esses pensamentos ruins do meu juízo!

Depois de muito pensar, fala com convicção:

                – Eu, Ceiça, não gosto de deixar passar nada “em branco” debaixo do meu nariz. Quando ele sair do banho vou “tirar a prova dos nove”. Vou jogar um “verde pra colher maduro”. Se ele estiver no erro, vai “cair feito um patinho”.

Quando o filho sai do banheiro, imediatamente ela o interpela:

                – “Peraí” mocinho!… Estou querendo que você “mim” dê cinco mil pra comprar roupas e dar uma recauchutada no salão de beleza, pode ser ou está difícil?

E fica aguardando esperançosa o filho informar que não teria condições de atender ao pedido dela.

JUNHÃO

Ia para o quarto com a toalha envolta na cintura, mas ao ouvir o pedido da mãe, imediatamente para e responde solícito:

                – Só quer essa merreca?! Se precisar de mais dinheiro é só pedir. Vou falar com um coligado para fazer a transferência para a sua conta bancária agora.

A seguir informa com soberba:

                – Planejo viajar para o Oriente Médio com uma gata para dar um “rolê” nos Emirados Árabes. Preciso tirar umas férias para descansar, porque estou enfadado devido a tantos problemas aqui.

CEIÇA

Está abismada ao ouvir o filho falar com tamanha naturalidade sobre o montante de dinheiro que está movimentando. Mesmo estando de boca aberta, não sabe o que dizer; apenas balbucia:

                – “Embaixo desse angu tem carne”!…

Assim que o filho se retira para ir se arrumar no quarto, ela continua cismada acerca da riqueza dele adquirida em pouco tempo. Desconfiada da rápida ascensão financeira dele, inicia o raciocínio falando:

                – Tenho certeza de que o Juninho não está praticando assaltos, porque ele fica em casa o dia inteiro e não está saindo nem de noite pra ir fazer farra. Estou encabulada com isso…

Todavia, as dúvidas persistem e ela fica meditando para tentar descobrir alguma treita do filho. Por mais que se esforce não consegue imaginar a origem dos rendimentos dele. Desolada, comenta sobre o seu infortúnio:

                – Não sei a quem da família o Júnior puxou. Tanto a minha vida, quanto à do pai dele é “um livro aberto” e não fazemos nada de errado. Mas ele é ao contrário, quando venho a saber de algo sobre ele é pela boca dos outros. O Júnior só faz as coisas no sigilo “embaixo de sete capas”. Não sei mais o que fazer, meu Deus!

JUNHÃO

Enquanto a mãe lamenta, ele volta para a sala já arrumado e perfumado. Empolgado, diz sorridente:

                – Preciso ir na repartição federal para tirar passaporte; o meu e o de minha “ficante” Jaciany, uma mulatinha arrumada, moradora do Alto de Santa Cruz, no complexo Nordeste de Amaralina.

E sai do apartamento muito apressado, antes que a mãe resolva opinar sobre a viagem que pretende fazer. Para evitar que ela o siga reclamando, evita aguardar a vinda do elevador e desce correndo pela escadaria de incêndio do edifício.

CEIÇA

Ficando sozinha na sala, continua cismada com a extravagância financeira do filho. Só lhe resta lamuriar:

                – Esse menino está esbanjando muito dinheiro à toa pra levar “gatas e cachorras” pra viajar, enquanto eu, que faço “de um tudo” por ele, fico isolada aqui em casa. Já percebi que só sirvo para ser a empregada doméstica dele.

E conclui demonstrando mágoa:

                – Só Jesus na causa pra lidar com esse menino… Nunca vi uma criatura tão ingrata igual a essa.

Mas, antes que se recupere da frustração de estar sendo desprezada pelo filho ao não ser convidada para viajar, o telefone toca e ela atende raivosa:

                – Diga aí Luêdi, agora estou muito ocupada! Mas fale logo o que você quer!

 Antes que a amiga pronuncie alguma coisa ela diz com estupidez:

                – Eu vi a foto que você enviou no zap. Quero saber quem foi a “miséra” que botou a minha foto ao lado da foto de uma velha toda entubada na UTI de um hospital!

Muito irritada, antes ouvir a resposta, ela ameaça a amiga:

                – Se foi você quem fez aquela presepada com a minha foto, vai se haver comigo, sujeita!…

A amiga diz alguma coisa e Ceiça fica embrutecida respondendo aos gritos:

                – Claro que eu estou bem de saúde, graças a Deus!!!

Ao ser informada sobre o real motivo do telefonema, ela esbraveja:

                – Não “mim” diga mais nada, porque estou a ponto de estourar de tanta raiva! Quer dizer que a foto da minha cara, junto com uma velha hospitalizada, está correndo o mundo pela internet, nas tais de redes sociais?!

Após tomar fôlego, continua falando exaltada:

                – E que as tais postagens é para pedir doações de muito dinheiro através de um tal de Pix, num banco digital para que eu realize uma cirurgia delicada? E que eu estou com o “pé na cova” e se não conseguir o dinheiro da operação vou morrer?!

Ainda estando muito nervosa, vocifera:

                – Eu sou muito forte e não tenho doença nenhuma, graças ao meu Bom Deus! Mas, se esse fosse o caso, o meu marido é um homem trabalhador e pode muito bem bancar as minhas necessidades. Além do mais, problemas de saúde é obrigação do governo, porque pagamos impostos.

Depois continua:

                – Para quem é honesto, eu acho uma humilhação ficar pedindo esmola.

E conclui:

                – Isso que fizeram comigo deve ser trambique dos tais bandidos digitais, está me entendendo?!…

Mesmo acabrunhada por ter dado a notícia, a amiga aproveita a deixa e faz uma sugestão que deixa Ceiça mais irritada ainda:

                – Eu lá conheço o diabo de nenhum “ráki”, criatura!!!… – Talvez a amiga quisesse sugerir por jeito que poderia haver um hacker por perto dela.

Muito nervosa ela esbraveja:

                – Eu já lhe disse que gozo de excelente saúde, que não sei quem é esse peste de “ráki”, de Pix e muito menos quem é o tal de banco digital; portanto não tenho nada a ver com essa armação.

Com muita raiva, complementa:

                – E lhe digo mais: não sou e nem sei quem é aquela mulher hospitalizada, ouviu bem?!!!…

Preocupada com a trama perigosa em que Ceiça está envolvida, a amiga dá um conselho e ela fica atormentada:

                – Quer dizer que vou ter de ficar muito tempo escondida dentro de casa, porque as pessoas lesadas que fizeram as doações vão querer “mim” linchar se eu estiver circulando pela cidade cheia de saúde?!!!

Irritada com os fatos relatados, diz com amargura:

                – Não sei por que acontece essas coisas comigo? Quer dizer que agora estou em prisão domiciliar, sem direito a usar tornozeleira eletrônica. Isso é uma maldade que fizeram comigo… 

A amiga diz algo que não agrada, e ela, desconfiada da inocência da interlocutora sobre o fato, despede-se com brutalidade:

                – Já que você diz que não sabe de nada…, então vamos encerrar essa prosa ruim demorada. Passar bem, amada!

Após bater o telefone na cara da amiga, senta-se no sofá para meditar sobre a notícia desagradável que recebeu. Está assombrada com a informação de que poderá ser agredida se sair de casa. Agastada, seu semblante demonstra profunda tristeza com os pensamentos que fluem da sua mente. Está sem ânimo para ir preparar o almoço e põe-se a pensar quem poderia ter praticado essa crueldade consigo a ponto de colocar a sua vida em perigo. Fala choramingando:

                – Eu não entendo nada de internet e nem sabia que existia esse tal de banco digital. Por mais que eu pense, não consigo imaginar quem foi o satanás que saiu dos quintos dos infernos para infernizar a minha vida.

De repente ela arregala os olhos, a cabeça começa a fumaçar, coça o queixo e pergunta-se:

                – Será que o sujeito é ele?!…  Por que ele fez uma merda dessa comigo?!… Na fofoca, Luêdi insinuou que o tal elemento poderia estar perto de mim…

Presumindo sobre quem seria o malfeitor, fortalece-se dizendo:

– Será que ele é tão malicioso desse jeito a ponto de prejudicar a própria mãe?!… Eu não acredito, mas vou investigar, porque Jesus vai “mim” mostrar quem é o fulano fraudulento.

A seguir, acreditando ter encontrado uma solução para o problema, ameaça afirmando:

                – Se eu conseguir a comprovação de que realmente o Júnior está envolvido nessa fraude, vou levar ele pra se consultar com a “dôtora” Leôncia, a psicóloga infantil que cuidou dele quando era criança.  

A seguir se ajoelha no chão e começa a orar a fim de obter ajuda celestial para descobrir a verdade.

JUNHÃO

Depois de muito tempo ele chega alegre no apartamento exibindo o importante documento que lhe permitirá viajar para outros países. Porém, ao ver a mãe ajoelhada, fica enfezado e dá-lhe um esporro com império:

                – “Peraí”, rapaz!… Pare de rezar e vá botar a minha comida, porque estou morrendo de fome. Não viu que eu estava na “correria”?!

Como é ignorado pela mãe e não sendo atendido, ele explode de raiva:

                – Essa invocação sua com a religião está indo de mal a pior. E isso está lhe deixando amalucada, porque está se esquecendo de cumprir com as suas obrigações domésticas.

E continua fazendo observações:

                – Já passou de quatro horas da tarde e não estou sentindo aquele cheiro de comida gostosa vindo da cozinha.

Como se isso não bastasse, reclama:

– Cadê o mocotó com pirão e molho lambão que você prometeu fazer hoje? Aposto que nem as cervejas pra mim você foi comprar no mercado! Você está muito desleixada como dona de casa.

A mãe permanece quieta, na mesma posição meditativa. Ao percebê-la inerte, ele passa levemente a ponta do dedo por sobre um móvel da sala e, ao notar um pouco de poeira, mostra a ela e aproveita para esculachar a mãe:

                – Está vendo aí que estou com razão?!… Olha aqui essa sujeira! Tudo isso é por causa dessa maluquice sua! E eu, como fico?!… Desse jeito vou morrer de fome!

CEIÇA

Encerra as orações e fica em pé. Está sisuda e olha para o filho com firmeza. Depois inquire:

                – Onde você está arranjando tanto dinheiro pra estar gastando a torto e a direito?… Diga logo antes que eu lhe coloque num “pau de arara” para obrigar você a confessar o malfeito.

JUNHÃO

Fica pálido, mas logo se recompõe e, fingindo-se inocente, pergunta:

                – Que violência é essa, coroa?! Por que está perguntando sobre isso agora? Na hora que pediu o dinheiro estava sorridente e não falou nada. E agora vem com essa “onda” errada pra cima de mim. Rapaz…, você é tão falsa que parece um facão de vinte polegadas cortando dentro d’água.

Dissimulado e demonstrando convicção, fala com frieza:

                – O dinheiro que estou movimentando é de uns empréstimos que tomei de pessoas amigas que se compadeceram da situação de menosprezo em que vivo aqui dentro desta casa.

E fala simulando tristeza:

                – Na vida eu só tenho os amigos que me amparam…

CEIÇA

Esbugalha os olhos e vocifera:

                – Isso é conversa-fiada, mentiroso!!!… Quem é o doido que vai emprestar dinheiro a um desempregado preguiçoso?

Agoniada com a situação inusitada que está vivendo, fala rápido a ponto de faltar-lhe o fôlego para inquirir o filho:

                – Quem você pensa que é “no jogo do bicho” pra ficar “mim” dando esporro? E “pegue a visão”, porque enquanto eu não esclarecer essa tramóia, pra mim você é um “pombo sujo”!

 JUNHÃO

Percebendo que está sendo encurralado, finge inocência e diz com a voz firme:

                – O que é que está acontecendo pra você estar agindo desse jeito? Abra logo “o jogo”, porque não sou adivinho para embarcar nas suas doidices.

A seguir fala muito nervoso demonstrando revolta:

                – Tenho certeza de que é outra fofoca das suas amigas que não têm o que fazer, a não ser ficarem inventando coisas sobre mim.

Com a pressão que está recebendo da mãe, o juízo fica ardendo e ele confessa sem querer:

                – Eu fiz uma brincadeira com você e coloquei na internet. Não imaginei que ia ter essa repercussão toda.   

CEIÇA

Ao ouvi-lo confessar, fica tristonha e pergunta:

                – Você vai devolver o dinheiro das esmolas que recebeu indevidamente? A minha amiga Luêdi afirmou que o golpe rendeu quase um milhão.

JUNHÃO

Ao ouvir a mãe citar o valor do montante arrecadado, fica descorado, arregala os olhos e murmura com tristeza:

                – Rapaz…, hoje em dia não se pode confiar em ninguém.

Após um momento de reflexão segue cabisbaixo para o quarto. Depois de algum tempo retorna tristonho para a sala. Havia dado alguns telefonemas para amigos e ficou ressentido com a péssima notícia que lhe informaram. Muito acanhado e aparentando estar envergonhado, dirige-se à mãe relatando o que houve:

                – Fiz uns telefonemas e descobri que fui roubado. Os “parças” não consideram ninguém.

CEIÇA

Ao ouvir a declaração, ela intervém e pergunta:

                – Vá com urgência na polícia e dê parte dos meliantes! Imagine uma merda dessa?! Com certeza os vagabundos se aproveitaram da sua inocência!

JUNHÃO

Ao ouvir a mãe falar em polícia, imediatamente ele rebate com veemência e faz uma mea-culpa:

                – Você está louca?!!!… Se eu for na delegacia com certeza vou ser preso, porque eles vão descobrir que eu sou o mentor de tudo.

Encurralado pelas circunstâncias da conversa, resolve confessar a sua participação:

                – Na realidade eu montei um esquema para descolar uma grana fácil. O irmão de Jaciany disse que tinha uns amigos que poderiam me ajudar através das contas de Pix deles em bancos digitais.

E conta como iniciou o golpe:

                – Os vagabundos pediram que eu fornecesse as fotos e o nome de uma pessoa para dar credibilidade ao pedido de doações. Na hora não pensei duas vezes; enviei sua foto e o nome completo.

Demonstrando frustração continua a fala:

                – O acerto era para os “laranjas” receberem uma comissão de dez por cento do valor depositado, mas os miseráveis afanaram quase toda a grana e só repassaram uns trocados, em vista do valou total que você falou que foi doado.

Amargurado com a traição que sofreu dos conhecidos, conta o seu sofrimento:

– E o pior é que descobri agora que os malandros fugiram com todo o dinheiro. Deram o golpe e eu fiquei na “rua da amargura” sem dinheiro para viajar.

Demonstrando estar muito magoado, diz com a voz minguada:

                – Até a desgraçada da Jaciany que armou o contato, sumiu no mundo; evaporou; escafedeu-se; “virou gás” … A miserável se esqueceu até dos planos que fizemos juntos.

A seguir, ordena a mãe:

                – Se você quiser devolver o dinheiro às vítimas, que vá procurar os “malas”!

CEIÇA

Ao ouvir o deboche do filho fica revoltada e rebate:

                – Eu sou lá mulher pra ir atrás dos seus amigos maloqueiros que têm o vulgo de laranja?!

Resoluta, afirma perguntando:

                – Você está pensando que sou alguma abestalhada? Vá logo “descascar o abacaxi” da sua armação!

Depois diz um dichote para fazê-lo vir à razão:

                – “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”!

A seguir vai para o quarto muito enraivada para orar. Decepcionada com o fato ocorrido, irá tentar conseguir na religião uma solução para corrigir os desvios de conduta do filho. Vai clamar por um livramento para ele.

JUNHÃO

Estando sozinho, fica amuado e põe-se a pensar sobre a sua vida. Amargurado e desiludido, afirma:

                – Acabei de concluir que não existe amizade no meio da malandragem…

Depois volta a fazer considerações sobre a mãe e diz zangado:

                – Por falar em bandido, pense numa mulherzinha astuciosa é essa tal de Ceiça. A miserável fez um “cerca Lourenço” e, na “manha[J1] [J2] ”, conseguiu que eu confessasse tudo sem querer. Ela é o satanás de saia.

Ainda revoltado, afirma:

                – A sujeita é tão sagaz que agora está colocando codinome nas amigas fuxiqueiras da gangue dela. Nunca ouvi falar nesse nome, mas ainda vou descobrir se essa tal de Luêdi é Rosa ou Mari. Ela inventou esse nome pra me “tirar de tempo”, pensando que sou besta.

Depois do golpe fracassado, só lhe resta lamentar:

                – A gente não pode nem sonhar. Que vida ingrata essa a minha!…

Autor: Joswilton Lima


Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos E.U.A, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha. Possui o site www.joswiltonlima.com onde tem uma mostra de algumas de suas pinturas em diferentes técnicas e estilos, sendo visualizado por inúmeros países.

Em determinada época lecionou pintura em seu atelier no bairro de Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho (primitivistas e naif’s), em Salvador.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos tendo lançado um e-book com o título “Enigmas da Escuridão”, com abordagem espiritualista, tendo obtido a nota máxima de 5 estrelas de leitores do site www.amazon.com.br Outros contos e romances estão sendo escritos.

Concomitante às atividades artísticas sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos, tendo se aposentado recentemente na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde trabalhou por muitos anos na Fiscalização.

1 comentário em “Episódios do Junhão apresenta: ‘FAZ UM PIX!’”

  1. O episódio de hoje foi muito engraçado. Adorei!
    Parabéns ao escritor por escrever o conto com excelência que ao fazermos à leitura, à gente acaba lembrando que existem muitos Junhãos pelo Brasil à fora. Seja o vizinho ao lado ,um amigo , um irmão,parentes e outros.
    Sou leitora assídua e agradeço ao escritor que escreve tão bem à vida de uma família de classe média . Obrigada.

    Jussara Nunes.

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