Política e corona vírus não se combinam. Morro do Chapéu na contra-mão

Mais agressiva que o Corona vírus, a política se movimenta em Morro do Chapéu.

No momento em que todos os esforços estão concentrados em tentar barrar o avanço dos casos de corona vírus no país, o mundo da política, no qual é tomado o conjunto de decisões que definem a vida da população, ganhou ainda mais peso. Por um motivo simples: as eleições desse ano que podem ser históricas devido a pandemia, as orientações e determinações das diferentes esferas do poder público podem tanto fazer o Brasil trilhar o caminho do Japão, que vem conseguindo frear o avanço da doença, como sentenciá-lo ao da Itália, onde as mortes se multiplicam em velocidade recorde.

Digo isso por observar tantas aglomerações em reuniões simplesmente para definirem em cada partido os concorrentes ao cargo de vereadores e prefeito podem se filiar para disputar um cargo, tira-se a efervescência daqueles e daquelas que afirmam defenderem o sistema único de saúde, o SUS, mas compõem as fileiras das grandes reuniões em meio aos conchavos e afagos esperançosos, esquecem-se do zelo antes mantido pelo velho e sofrido SUS. Parecem afirmar: “Que se dane o corona e o povo, eu quaro é me eleger”!

Assim, afirmam que ao chegar lá, políticos de diferentes campos admitem que vão enfrentar desafios inéditos, que é difícil ultrapassar o choque inicial, que vão tomar decisões impactantes e que agora toda a prioridade tem um nome: saúde.

Na prática, isso implica mudanças que vão muito além das mobilizações sucessivas para definir como atacar a doença, muitos candidatos que se dizem protetores do SUS sem nenhuma formação vão prometer até a cura do Corona Vírus (Covid – 19) para os munícipes, mas, nada de efetivo poderão fazer. A economia dos municípios está em declínio, as grandes ações serão por via de auxílios emergenciais para matar a fome dos mais carentes, um prato cheio para políticos que a décadas se aproveitam dessa farsa para se elegerem.

Mas não importam aqueles candidatos bonzinhos que vão prometer resolver todos os seus problemas, todos o farão agora, mas você os conhece bem, muitos deles estão dentro de hospitais, postos de saúde, dentro da prefeitura ocupando cargos de “confianças” ou desconfianças do governo municipal. Será que lá não tiveram a chance de fazer o mínimo por essa gente tão sofrida, periférica e interiorana de nosso município que há décadas não tem esgotamento, saúde com o mínimo de qualidade, escolas próximas da suas casas, água potável e trabalho digno que lhes possibilite pelo menos uma alimentação básica?

Tenho Dito

Pedro Honorato

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