Pesquisa de historiador revela que ex-presidente do Brasil residiu em Campo Formoso às escondidas

O historiador José Carlos Martins descobriu através de pesquisa que o ex-presidente da República Federativa do Brasil, João Fernandes Campos Café Filho, natural de Natal (RN), residiu durante quatro meses do ano de 1927 no município de Campo Formoso (BA), antes de assumir o cargo de chefe da nação.

Em entrevista ao Jornal 98 Notícias deste sábado (09), o historiador José Carlos revelou que Café Filho era advogado de formação, jornalista e sindicalista e fugiu de Natal (RN) para Campo Formoso (BA) após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a prisão de três meses por incitar em matéria jornalística em Pernambuco que os soldados desobedecessem seus superiores.

Café Filho assumiu o cargo de presidente entre agosto de 1954 e novembro de 1955, logo após o suicídio do companheiro de chapa, Getúlio Vargas.

Ainda de acordo com o historiador, em Campo Formoso, Café Filho usou o falso nome de Senílson Pessoa Cavalcante e foi orientado pelo amigo Pedro Dias Guimarães a ficar hospedado na residência do tio dele, o coletor federal Antônio Pereira Guimarães Filho.

Café Filho pretendia se aliar à coluna Prestes, mas foi preso por três dias por tropas paulistas que passaram em Campo Formoso. “Ele foi preso, só que deu sorte no período que ele ficou, a polícia não descobriu o verdadeiro nome dele. Ele continuou preso como Senílson, e como Antônio Guimarães Filho era muito influente, ele ficou pouco tempo preso aqui em Campo Formoso”, detalhou o historiador.

Ainda segundo o historiador José Carlos, a ideia de investigar a passagem de Café Filho começou no ano de 1972. “Um dia estava na biblioteca e lá sentado, e o Guimarães comentou: ‘uma coisa que em Campo Formoso ninguém sabe, residiu na casa do Catonhé um jovem que depois se tornou presidente da república’. Perguntei: quem foi, Guimarães?’. Ele pegou a xícara e tomou, Café Filho’. E só o ano passado me veio na mente o interesse em fazer esta pesquisa. Então, quem deu o caminho, a chame da descoberta de chegar este acontecimento foi o Antônio Guimarães, filho adotivo do de Antônio Pereira Guimarães [sic]”, comentou Martins.

Historiador José Carlos Martins. (Foto: Leandro Daniel)

Na entrevista, o historiador sugeriu também que o município fizesse homenagens ao ex-presidente Café Filho. “Esperamos que de alguma forma não passe despercebido esse fato histórico. Sugiro aos rotarianos, já que a casa onde ele morou foi onde hoje é o Rotary, que se coloque uma placa em homenagem a Café Filho. (…) Vai uma sugestão aos edis para que criem um projeto, esse projeto pode partir tanto do executivo, quanto do legislativo, para que seja dado o nome a uma avenida, rua, praça de Café Filho [sic]”, mencionou Martins.

 

 

 

 

 

Uma das fontes usadas na pesquisa pelo historiador José Carlos Martins foi o livro Café Filho do Sindicato ao Catete escrito pelo próprio presidente.

 

Redação do site da 98 FM

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