Pedro Honorato escreve: ‘Vacina contra COVID-19: todas as expectativas para 20 de janeiro, o Dia D.’

Na última quinta dia 14 o ministro da saúde Eduardo Pazuello se reuniu com a Frente Nacional dos Prefeitos, na reunião, apresentou a previsão de iniciar a vacinação no próximo dia 20. Nesta primeira fase serão vacinadas os idosos de 75 a 79 anos, sendo este um total de 1,7% da população brasileira que seria aproximadamente 3,6 milhões de pessoas nesta primeira etapa. Somando-se esse número os profissionais de saúde, somente da linha de frente teríamos mais de 2,1 milhões de pessoas a serem vacinadas apenas nesta primeira etapa, ainda será necessário que se multiplique isso por dois, assim, precisamos de 11,4 milhões de doses somando-se isso ao nível de perdas que seria no mínimo de 5%.

A previsão de doses para janeiro é de apenas 8 milhões de doses, isso é insuficiente para o publico definido tomar a primeira dose. Para a segunda dose em fevereiro estão asseguradas 30 milhões de doses e em abril 80 milhões.

Aqui na Bahia, nesta primeira levada teremos aproximadamente 350 mil idoso e em Morro do chapéu, segundo o último censo do IBGE temos 470 pessoas de 75 – 79 e cerca de 75 mil profissionais de saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais. O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que representa 13% da população do país. (IBGE 2018). Portanto, necessita-se de um numero bem maior de doses de inicio para atender a todo esse público. O ministro da saúde é da linha de frente do exército brasileiro na área de logística, mas, porém, não tem usado a suas habilidades para digerir o processo de vacinação contra o novo coronavírus.

Muitas pessoas estão se apegando a mitos que somente atrapalham a vacinação e fortalece a pandemia. Ao contrário e em termos técnicos, o objetivo desta vacinação é garantir a equivalência quanto à resposta da imunogenicidade, ou seja, a habilidade de ativar resposta ou reação que cause imunidade, tais como o desenvolvimento de anticorpos específico.

Cientistas estão correndo contra o tempo para investigar se uma nova variante de coronavírus identificada no Reino Unido e já encontrada em Manaus aqui no Brasil se espalha com mais facilidade entre as crianças. Caso essa hipótese seja confirmada, ela poderia explicar “grande parte” do aumento da transmissão associada a essa mutação do vírus. Isso porque, segundo o governo britânico, essa variante pode ser de 50% a 70% mais transmissível que outras versões do vírus.

Será que está todo esforço para se produzir uma vacina estará caindo por terra? Até agora, não há nenhuma evidência que comprove essa possibilidade nem de que a doença tenha ficado mais grave. Há indícios de que ela se espalhe mais entre crianças, mas não há nada que aponte que essa nova forma do vírus tenha se tornado uma grande ameaça para a saúde das crianças e demais humanos.

 

Pedro Honorato

Profissionais de saúde

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