Pedro Honorato escreve: Porque Juliana Araújo foi eleita?

Neste ano de 2020, as eleições em Morro do Chapéu assim como em todo brasil, foram inéditas não só pelo resultado mas, pelas características da pandemia de COVID – 19, não possibilitando a participação de muitos que costumam estar presentes nos movimentos de campanhas políticas, porém, estes aconteceram em proporções bem menores. Disputaram a eleição as candidatas: Antônia Souto (Patriota), Juliana Araújo (PL) que iniciou a sua jornada a prefeitura do Morro logo após a posse como vice-prefeita em 2016, pelas desavenças com o atual prefeito Léo Dourado que a levaram ao êxito, pois, esta percorreu todo um caminho que lhe favoreceu vencer as eleições conhecendo cada povoado e distrito do município, convencendo os eleitores que seria a solução para alcançarem outra realidade administrativa em detrimento dos problemas da administração atual.  Pró Sheila candidata do partido dos trabalhadores (PT) vereadora não seguiu o mesmo caminho e se lançou candidata pouco depois do início deste ano.   O Dr. Cláudio (PSL), carregou um peso enorme da gestão atual bem como de estar ladeado aos veteranos da política do município.

Assim, desde o início da campanha a candidata Juliana Araújo já aparecia nas pesquisas como favorita ao pleito, as análises se concretizaram com a captação de  48,44% dos votos válidos, um total de 9.173 votos, onde esta consagrou-se a vencedora em um pleito inédito por eleger a primeira mulher ao cargo de prefeita do município de Morro do Chapéu com 111 anos de emancipação política e uma população de cerca de 35,5 habitantes, um pouco mais de 25.000 mil eleitores; em segundo lugar, ficou o candidato Dr. Claudio (PSL), com 37,17%, seguido pela Pró Sheila (PT), 13,99%, e Antônia Souto (Patriota), 0,39%.

Para quem acompanhou de perto, não houveram surpresas, nem na majoritária e muito menos na proporcional, pois, nas conversas aleatórias pelas ruas da cidade, costumávamos ouvir que os eleitores não votariam em veteranos do parlamento morrense, com poucas exceções como no caso do campeão de votos, o vereador de segundo mandato Denílson dono de um grande reduto no norte do município. As demais cadeiras são frutos de uma eleição carregada de muito sentimento de “renovação” e populismo, teremos uma câmara de pouca capacidade oratória, muitos desses, mas, tomara que de muitas propostas.

A grande angústia fica por conta das entidades sindicais que tiveram o desempenho pífio, em um dos casos não conseguindo eleger nenhuma representante, embora tivesse a captação de mais de um mil votos, o que deve ser repensado doravante.

Pedro Honorato

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