Pedro Honorato escreve: ‘O Crescimento da covid-19 em Morro do Chapéu, preocupante!’

A dinâmica de uma pandemia varia a depender do comportamento da população atingida; o advento das eleições municipais contribuiu sistematicamente para o aumento de casos de covid-19, não podemos negar.

O perfil de contaminação da doença é de pessoas jovens, porém a gravidade é que 66% dos óbitos foram de pessoas acima de 60 anos, isso é preocupante, pois a parte mais frágil da sociedade morrense está em jogo, talvez até pense que foram apenas quatro pessoas mas, a perda de uma vida já é lamentável, quantas virão!???

Com o retorno cada vez mais intenso dos indivíduos com idade mais jovem aos seus postos de trabalho, escolas ou universidades, é necessário o emprego de esforços para conscientizá-los da sua responsabilidade na transmissão do vírus para outros indivíduos, especialmente aqueles mais vulneráveis.

Além disso, há fatores de risco para doença grave e morte na população jovem, que precisam ser cada vez mais divulgados e estudados. Estes fatores de risco deverão ser assunto para que pessoas mais jovens se preocupem mais com as suas próprias vidas.

Além dessa preocupação, temos ainda muita subnotificação da COVID-19, isso é natural quando o indivíduo é assintomático, para todos os fins ele não está doente, mas passa o vírus para seus contatos físicos, esses dados podem chegar a 30% dos casos.

Outra preocupação é quando o doente assintomático é um profissional de saúde, um feirante, legistas e muitos outras funções que atende pessoas, segundo a organização mundial de saúde OMS essas pessoas contaminam muito mais pessoas do que o paciente sintomático.

Apesar do aumento da disponibilidade de testes para indivíduos no grupo jovem, estes parecem confirmar que o uso de medidas preventivas, como uso de máscara e distanciamento social, são muito menos observadas pelos jovens do que pelos idosos. mais de 25 milhões de testes estão vencendo em depósitos do mistério da saúde, porque não coloca à disposição dos municípios? Estes vencerão agora no final de novembro.

É óbvio que o vírus não declarou guerra aos humanos.

A humanidade já passou por vários surtos epidêmicos e se adaptou a todos eles. Os gregos e os persas foram os primeiros a observar que os convalescentes de pragas não adoeciam de novo e podiam cuidar dos doentes. Daí surgiu o conceito de imunidade. No caso do Sars-CoV-2, o vírus achou, por acaso, novos nichos ecológicos para se multiplicar. O vírus pulou dos morcegos para animais silvestres que, ao chegaram ao mercado de Wuhan, infectaram os homens. Assim, o mundo globalizado tornou-se um meio extraordinário de propagação do vírus. Cuide-se, previna-se, pois você não sabe qual o grau de imunidade para a covid-19 você porta em seu organismo.

 

Pedro Honorato 

Profissional de saúde

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