Pedro Honorato escreve: DESORGANIZAÇÃO PODE COMPROMETER SUCESSO NA VACINAÇÃO DE COVID-19.

O Ministério da Saúde mostra evidencia de que não prioriza a vacinação contra a COVID-19. Há constante evidência na ausência de uma estratégia federal minimamente detalhada para efetivar uma campanha de vacinação como estamos acostumados a ver no Brasil. Há erros gritantes de planejamento, se já não basta falta de equipamentos de proteção individual, respiradores e kits de testes, agora a morosidade em adquirir a vacina para atender a todos brasileiros.

Problemas como a aquisição de seringas para a vacinação, com risco de descompasso no cronograma de fornecimento e falta de clareza da quantidade de material que pode ser necessária para abastecer estados e municípios.

Outros pontos que merecem ser observados são o atraso na entrega de máscaras e a existência de respiradores parados nos depósitos do Ministério da Saúde, enquanto pessoas morrem em escala de guerra no Amazonas e São Paulo, por exemplo, mas observamos que o risco é para todos os estados da federação.

O ministério apresentou uma lista confusa com critérios não muito relevantes para o sucesso da campanha:

Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas;

Pessoas com deficiência institucionalizadas;

Povos indígenas vivendo em terras indígenas;

Trabalhadores de saúde;

Pessoas de 80 anos ou mais;

Indivíduos com comorbidades (doenças que favorecem o agravamento da Covid-19);

Pessoas com deficiência permanente grave;

Pessoas em situação de rua;

População privada de liberdade;

Funcionários do sistema ferroviário;

Trabalhadores de transporte aéreo;

Trabalhadores de transporte aquaviário;

Caminhoneiros;

Trabalhadores portuários;

Trabalhadores industriais;

 

A pergunta é: quando estas categorias podem ser vacinadas? Pois, o número de vacinas contratadas é muito inferior a estas categorias alistadas. Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 apresentado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, não informa data de início para imunizações.

O Ministério da Saúde precisa afirmar não apenas sobre a segurança e eficácia da vacina, precisa comunicar-se melhor com o povo para apresentar soluções diferentes, não apresentar leite condensado à imprensa.

Dessa forma acreditamos que o governo se comporta sem compromisso com a saúde pública, muito menos com a vida da população brasileira,

Esquecem-se que o Brasil é um dos países com o maior número de infectados, um dos que possuem o maior número de mortos e os mais de dez milhões salvos não foram salvos, foram infectados pela irresponsabilidade de governo que não combateu a pandemia com eficiência.

Pedro Honorato

Profissional de saúde

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: