Mourão critica desrespeito às medidas restritivas e diz que decisões de governadores são “paliativas”

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta segunda-feira (1/3) que a “única saída” para a pandemia de Covid-19 é vacinar toda a população. Para ele, todas as outras medidas, inclusive as que visam diminuir a circulação de pessoas, são paliativas.

“A saída é a gente conseguir ir vacinando todos e consequentemente nós teremos condições de ter uma vida normal”, disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto, após ser questionado sobre medidas de fechamento de comércio tomadas por alguns governadores.

Na ocasião, Mourão ainda criticou o comportamento das pessoas, que mesmo com lockdown e medidas restritivas decretadas, não as respeitam.

“Agora, tem uma parcela da nossa população que não consegue e não aguenta ficar dentro de casa. Tem a turma jovem que vai pra festa, aí fica todo mundo aglomerado na festa e depois encontra o pai e a mãe, o avô e a avó, transmite alguma coisa porque o mais novo, na maioria das vezes, não tem sintoma, mas continua transmitindo. São problemas que cada gestor tem que impedir que determinado tipo de atividade ocorra”, disse o general.

Contrapondo a fala de Mourão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o isolamento social na sexta-feira (26/2) em uma cerimônia no Ceará. “O povo não consegue mais ficar dentro de casa. O povo quer trabalhar. Esses que fecham tudo e destroem empregos, estão na contramão do que o povo quer. Não me critiquem. Vá para o meio do povo mesmo depois das eleições”, disse o presidente.

Por conta do aumento de casos confirmados da Covid-19, pelo menos 12 governadores declararam restrições de circulação de pessoas nos estados, principalmente no horário noturno, além do fechamento de estabelecimentos comerciais e até lockdown parcial ou total.

Na Bahia, o governador Rui Costa (PT), o prefeito da capital, Bruno Reis (DEM) e o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro, chegaram a um acordo no sentido de prorrogar as medidas restritivas por mais 48h, a contar do dia 1º de março.

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