Moradores alertam para o aumento de reprodução dos caramujos africanos em Jacobina e pedem providências

Conforme biólogo, a espécie do caramujo africano pode causar diversos danos ambientais e à saúde, caso não haja controle.

Os bichos começaram a se espalhar por diversas ruas e quintais | FOTO: Reprodução/Jacobina 24h |

A proliferação de caramujos africanos tem deixado os moradores de Jacobina, na Chapada Norte, preocupados. De uma hora para outra, os bichos começaram a se espalhar por diversas ruas e quintais dos imóveis e as pessoas estão com medo de contrair doenças. No bairro ‘Morada do Sol’, por exemplo, a dona de casa Maria Oliveira afirma que está preocupada com o número crescente de caramujos, que ficam concentrados principalmente nos terrenos baldios, onde o mato serve de abrigo.

“Estou muito nervosa, tenho medo de pegar uma doença contagiosa, esses bichos são perigosos, já vi uma reportagem na televisão sobre os riscos que eles representam para a população. A prefeitura precisar tomar providências, esses terrenos aqui não podem ficar assim, abandonados, cheio de mato, servido como foco de doenças”, desabafa a dona de casa em contato com o site Jacobina 24 Horas.

Os moradores do bairro ‘Caixa D´Água’ também estão assustados com a infestação. No local, muitos moradores estão utilizando sal para matar os caramujos. Segundo relatos de moradores, os caramujos também estão se proliferando nos bairros ‘Jacobina IV’, ‘Nova Amanhecer’ e ‘Grotinha’.

Conforme informações do biólogo e mestre em Diversidade Animal, Leandro Cerqueira, a espécie do caramujo africano (Achantina fulica) pode causar diversos danos ambientais e a saúde, caso não haja controle. “Apesar do molusco não ser venenoso, ele é hospedeiro intermediário de duas espécies parasitárias que causam meningite eosinofílica e angiostrogiliase abdominal”, ressalta Leandro.

Apesar da letalidade baixa, a meningite eosinofílica pode causar sintomas por meses e levar o paciente à cegueira. Já a angiostrongilíase abdominal é grave, com o risco de causar óbito por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal. “O ideal é que não seja manuseado e entrar em contato com o órgão responsável pela zoonoses do município. Mas em caso de contato com os caramujos africanos, basta lavar bem a área com água e sabão”, aponta a biólogo. Jornal da Chapada com informações do Jacobina 24h.

http://jornaldachapada.com.br

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