Maria Gabriella escreve: ‘VIOLÊNCIA BOA EXISTE?’

Essa semana li um texto onde dizia a diferença entre a violência ruim e a violência boa. Se tratava de resposta à uma mãe, esta pedia ajuda para o filho que estava sofrendo bullying na escola. Afirmava o texto: somente a boa violência é capaz de frear a má violência. Explicitava o ato e dizia – confronto físico é a última etapa e ali, tinha que revidar sim.

A priori, acredito que precisamos entender o significado da palavra, principalmente para compreender a ideia central de existir uma violência boa. Segundo o dicionário, o termo violência significa empregar força física, psicológica, moral, para obter algo de alguém. Na cultura grego-romana, violência significava desviar o curso natural das coisas por meio de uma força externa.

Portanto acredito, o que definirá se uma violência é boa ou má, é o objetivo e o resultado final dela, o porquê que a violência foi utilizada. No caso do bullying: enquanto a violência ruim foi o emprego de força, potência, agilidade para ferir um garoto ou subtrair algo seu. A violência boa, seria aquela que virá para frear a conduta do agressor. Também irá ferir alguém, mas o objetivo aqui é a autodefesa e proteção.

Vou além, a violência boa é aquela que tem um limite no seu uso. No momento em que ela freia o ataque, a ação cessa. Em outras situações, que não o bullying, ocorre da mesma maneira. A polícia, por exemplo, usa da violência para frear uma ação violenta ruim, ou deveria. Mas assim que ela contém o ato violento primeiro, entrega para que a justiça aja da melhor forma. 

Maria Gabriella Barbosa Carneiro Araújo Silva 

Acadêmica em Direito 

Tecnóloga em Gestão de Processos Gerenciais 

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