Maria Gabriella escreve: ‘O IMPACTO NAS RELAÇÕES CAUSADO PELA DIFICULDADE DA COMUNICAÇÃO’

O debate entre ideias conflitantes está cada dia mais difícil e impactando as relações. Acontece que estamos num momento onde, na maioria das vezes, os discursos estão desrespeitosos e com falhas na comunicação. Além disso, há uma necessidade de ganhar a discussão. É como se toda e qualquer conversa, seja sobre qual assunto for, é semelhante a um octógono com o juiz sinalizando para começar a luta.

            Quando emitimos uma mensagem há sempre um emissor, um receptor e um conteúdo. Desde criança é visto isso na disciplina de língua portuguesa e parece ser necessário que vejamos novamente como construir uma narrativa eficaz, que emita exatamente o que há para se dizer, sem deixar pontas soltas, sem permitir várias interpretações, sem machucar o outro, sem interrupções.

            Antes de qualquer coisa, em todo e qualquer diálogo, há sempre oportunidade de conhecimento e acolhimento. Isso ocorre por meio de observação que vai além da escuta. Há a regra do espelho, só fale com o outro, semelhante, como falaria com você – na dúvida, o tom de voz faz a diferença; Silêncio diz muito. Quando perceber que ficou uma ponta solta, é valido perguntar o que o outro entendeu. Ao final, jamais fique onde não te cabe, finalize o diálogo de forma clara sem peso na consciência.            

É importante que a mensagem numa conversa seja clara, sucinta, objetiva, sem medo e sem rodeios. Não é possível seguirmos para um mundo melhor se as nossas comunicações continuarem falhas e violentas como estão. Mesmo em ideias extremamente opostas, o dialogo é necessário. Não se trata de que nele, se chegue em um consenso, ou alguém ganhe. Trata se de não perder uma ou mais relações por não poder haver discussões sobre diversos assuntos.

Maria Gabriella Barbosa Carneiro Araújo Silva 

Acadêmica em Direito 

Tecnóloga em Gestão de Processos Gerenciais 

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