Maria Gabriella escreve: ‘MERO DESVIO DE FINALIDADE’

Estamos a mais de um ano e meio vivendo um cenário mundial de pandemia, não é mais novidade para ninguém. Neste panorama vimos comércio abrir, fechar, abrir e fechar de novo, abrir parcialmente, fechar totalmente… uma coisa é certa e inegável: estão lutando para se manterem – ainda que em circunstâncias difíceis.

Durante o momento de crise, seja ela qual for, é preciso que entendamos: para aqueles que ainda não tem estabilidade, é como tentar estar em equilíbrio numa corda bamba que acabou de subir pela primeira vez, o tempo inteiro. Mas apesar disso, não há espaço para sermos românticos e inocentes. Na crise, há grandes possibilidades de ganhos e crescimentos. Esse é o jogo e a crise pandêmica está rolando.

Mas agora vamos a uma história para entenderem onde quero chegar: estamos numa pandemia e todos os comerciantes do segmento x estão fechados. Porém um está aberto. Mas tudo bem, porque ele é do ramo y; decreto novo fecha segmentos x e y; Só que, o comercio que antes era y, agora diz ser z; agindo de acordo com o que os decretos estabelecem para os comércios z, nunca houve nenhum questionamento sobre nada e até então está tudo ótimo. Porém, um dia começa uma votação para o melhor comércio do segmento x na cidade e ele está concorrendo.

Apesar de não ter visto nenhum estímulo de fato do comerciante para que os clientes participassem da votação, foi visto compartilhamento de post nos stories de Instagram e não houve nenhum pronunciamento da empresa falando que não se encaixam naquela categoria da competição, isso é antiético e tem consequências jurídicas.  

A dificuldade que foi enfrentada pelos comerciantes durante todo o período pandêmico, não foi por todos. Houveram comércios que, desde o início da pandemia, não sofreram da mesma forma, por diversos motivos. Alguns por que tinham estabilidade (o que não quer dizer que não sofreram, só não como os demais), outros, porquê utilizaram de estratégias de vendas e marketing que tiveram sucesso, teve quem usou de delivery, parcerias… e teve quem usou de “expertise”.

Maria Gabriella Barbosa Carneiro Araújo Silva 

Acadêmica em Direito 

Tecnóloga em Gestão de Processos Gerenciais 

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