A violência contra a mulher retratada na arte que salva vidas ! TEATRO VIRTUAL ABORDA TEMÁTICA

Antes mesmo do novo coronavírus, a Pandemia que mais matava e continua matando as mulheres é o Feminicídio. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que de 2018 para 2019 houve um aumento de 32% no número de casos deste tipo de crime. Por causa do confinamento, os dados do ano passado podem estar subestimados, mas houve um aumento de 2% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019. Um cenário de guerra vivido por mulheres no Brasil e que o vírus letal intensificou.

A Mostra Caravana Teatro Itinerante Virtual através de suas peças teatrais e autorais denuncia com as artes cênicas a violência contra a mulher. Os espetáculos teatrais foram apresentados ao Vivo no canal do Youtube da Caravana Teatro Itinerante e estão disponíveis para a população durante todo mês de Março. O objetivo é contribuir para que a temática sobre a violência de gênero seja debatida nas famílias, nos templos religiosos, no Judiciário e em todos os espaços que se combata o feminicídio, discursos de ódio e misóginos. Uma maneira de evidenciar para debater aqueles comportamentos e discursos que sempre coloca a mulher como um ser humano inferior, subestimada a sua capacidade intelectual e de raciocínio e seus valores. “Abordar essa temática faz parte de um compromisso social que a Caravana trás em seus trabalhos, tanto para seus artistas quanto para o público, compromisso  educar, de transformar realidades, de inspirar antes mesmo de ser arte”, afirma a coordenadora do projeto Helen Carregosa.

A Mostra Caravana Teatro Itinerante Virtual, que acontece há 13 anos, composta por artistas do interior do estado, de Salvador e Sergipe leva arte, cultura e garante sorrisos por onde passa. Além dessa animação, também leva reflexões para as casas de milhares de brasileiros que estão confinados na Pandemia.

As apresentações artísticas abordaram também outros temas que promovem a reflexão da sociedade como: responsabilidade social, a violência contra a mulher, a natureza e a pandemia.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

📌Confira as sinopses das peças que podem ser assistidas no Youtube Caravana Teatro Itinerante:

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Peça: Dois lados
Grupo Teatral Mistuarte – Seabra/BA
Sinopse: Entre ficar ou sair, se prender (ser prendida) ou se libertar, o que escolher? O espetáculo “Dois Lados” apresenta uma mulher em seu debate interno, durante umrelacionamento em que sofre violência psicológica e física. A tomada de decisão, ou a falta dela, pode significar perdas, rupturas, e esquecimento do eu. As diferentes visões e sentimentos da personagem são divididos em vários personagens, em que todos estes, tentam de alguma forma trazer clareza para a sequência de vida da personagem. Porém, quando se enxerga, às vezes pode ser tarde demais. O exercício do olhar para dentro é o que permeia a trama.

Peça: Vou falar…
Grupo Teatral: Grupo Teatral Bom’nartes.

Sinopse:  O texto e cena abordam a violência com que as mulheres são tratadas e isso faz parecer que é algo natural, apresenta diversas formas de agressões as quais as mulheres são submetidas rotineiramente, e expressa o cansaço, a revolta, o desejo de falar, denunciar, de se fazer ouvir pelos direitos que elas têm e não são reconhecidos.

Peça: Atirem a primeira flor
Grupo Teatral: do Grupo Teatral Retalhos de Vida
A narrativa “Atirem a primeira flor” é um relato sobre alguns tipos de violência contra a mulher vividas por um grupo de amigas. Acontece em três cenários. No primeiro a imagem retratada por umas das personagens por uns dos atos de violência. No segundo, um reencontro comemorativo, depois de

muitos anos distantes. E por meio dele depoimentos até então desconhecidos. E no desenrolar um diálogo que gera descobertas, verdades e inquietações. E no terceiro, o inesperado: realidade nua e crua vivenciada por muitas mulheres. Atirem então a primeira flor.
 
 
 
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