Carlos Karoá escreve: ‘INVENTOR DE BRINQUEDOS’

Pouca gente se lembra, mas havia em Barra do Mendes, minha cidadezinha de curiosas aventuras, um marceneiro dos mais talentosos, chamado Sr. Sérgio. Discreto, pouco dele se ouvia falar. Morava no início da rua do São Bento, parte de cima da cidade, local proibido para a garotada da rua de baixo. Seu Sérgio fez uma geringonça que até hoje, eu só tive notícias que existiu lá na minha cidade. A coisa era uma mesa de almoço e jantar, dotada de um dispositivo que fazia o centro girar. O local onde se descansava os pratos era fixo, mas as tigelas com as iguarias, podiam passear de um lado pro outro. Bastava um toque com a mão e voilá, o arroz tava chegando. Sendo assim, não se ouvia aquela velha frase, ” passe a tigela de feijão por favor”,

Quem fez está encomenda, foi o comerciante Valdete Figueiredo, também de mente fértil e criativa.

É importante esclarecer, que a carpintaria difere da marcenaria. A primeira é voltada para projetos industriais, de considerável envergadura. A segunda, a marcenaria, é voltada para projetos domésticos e detalhistas, que era o caso do nosso inventor.

Valdete Figueiredo foi um grande comerciante em Barra do Mendes e merece citação histórica. A engenhoca gustativa, por algum tempo foi alvo de romaria dos curiosos de plantão. Os filhos do dono, deveriam ser consultados, para esclarecer por onde anda, a tal mesa rotativa.

Carlos Karoá, amante de música e cinema, também tem paixão pelo universo das letras. Em 1970, deixou Morro do Chapéu com destino a Salvador, como fazia todo jovem interiorano daquela época. Hoje aposentado, retorna à nossa cidade em busca de uma vida mais tranquila. Gosta de escrever crônicas e pequenos contos, sejam eles verdadeiros ou não.

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