Antônio Dourado escreve: ‘A RUA DO VENTURA’

Recentemente tomamos conhecimento de ações visando remover o antigo calçamento da rua do Ventura, o que acredito constituir um equívoco.

Morro do Chapéu não teve, historicamente, o cuidado de preservar, no mínimo, a fachada de sua arquitetura. Existem poucos sítios em que isto acontece. Vejam os bons exemplos de Lençóis, Rio de Contas e Mucugê, todos os três relacionados com ciclos dos garimpos de ouro e diamante.

Morro do Chapéu devido a produção de carbonado já teve uma importância internacional, desde quando foi um elemento importante na abertura dos túneis nos Alpes Suíços, abertura de canais a exemplo do Canal do Panamá e a implantação de vários metrôs.

Na referida rua fica a casa de D. Anadir que aparece em primeiro plano no texto de Balili e de Rita Sodré. Nesse local funcionou a sede da Conesp, subsidiária da Sudene cujo responsável foi o Geólogo Benjamin Bley de Brito Neves, cidadão Morrense, nome de rua na sede do município e que também foi homenageado ao receber a comenda Padre Juca. Esse geólogo realizou mais de duzentas locações de poços e cerca de 50 perfurações para água subterrânea com êxito, contribuindo para a qualidade de vida das populações.

O argumento de que as pessoas têm dificuldade de andar na rua é discutível pois, como disse Octaviano, as pessoas devem andar nas calçadas, que em Morro do Chapéu apresentam total falta de padronização, quanto a largura, a altura e o acesso para veículos.

A situação atual das calçadas representam risco para pessoas da terceira idade e cadeirantes

Hoje há esse problema com Rua do Ventura. Amanhã poderemos ter a mesma situação com relação à rua Coronel Dias Coelho ou rua das Árvores. O Correio do Sertão, alguns anos atrás passou a contar quantos caminhões usam a rua das Árvores chegando, em um único dia, a contar 300 veículos. Fica claro que o problema não é o calçamento e sim os caminhões

O calçamento de pedras existente na rua do Ventura e na rua do Fogo representa uma época, não devemos esquecê-la e sim

mantê-la viva em benefício das novas gerações que devem ter conhecimento dos vários estágios de desenvolvimento do nosso município

A primeira referência sobre turismo em Morro do Chapéu está registrada no Correio do Sertão datado -de 07-10-1918.

A vila Amélia já se foi. O casarão de Dias Coelho  está sendo saqueado…….

Antonio José Dourado Rocha.

Geólogo

Cidadão /Morrense

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MORRO DO CHAPÉU