A história não se repete desta vez

Infelizmente, uma nova página está sendo escrita de forma lamentável na educação de Morro do Chapéu…

A História aponta nossa cidade como berço educacional quando, a exemplo de Ponte Nova, hoje a cidade de Wagner, ao sul da terra do disco voador, por aqui, surgiu o Colégio Nossa Senhora da Graça, ocupando o espaço construído para o Grupo Escolar Coronel Dias Coelho, à época, na praça Flaviano Guimarães, levando-o para onde até hoje tem sede à rua ACM, ao lado do pelotão PM.

O tempo passa e chega o Colégio Estadual Teotônio Marques Dourado Filho, seguido, anos depois, pelo Colégio Estadual Jubilino Cunegundes – hoje CETEP.

A expectativa agora é para a conclusão do colégio de tempo integral que, assim como as escolas acima citadas, também poderá abarcar a demanda da cidade, do interior do município e das cidades vizinhas, sempre bebendo nesta fonte educacional, terra de professores e professoras históricas (os), a exemplo de Judith Arlego, Pe. Juca, Manoel Pedro, Rui Alves, Édila Costa, Tia Lilia, Marilúcia Gomes, Elizabeth Vasconcelos Gama, Maria Sena, Leide Rocha (falecida recentemente), entre tantas e tantos que honraram sua profissão e fizeram valer a tradição educacional e por consequência, cultural da nossa terra de tantos artistas…

Certamente, estes nomes de mil novecentos e bolinha, se quer são conhecidos daquelas e daqueles que chegam à nossa cidade para oferecer seus serviços, muito menos dos que vêm e já chegam prestando desserviço, especialmente na área da educação, de tantas glórias.

Absolutamente nada contra a quem chega, até por plagiar Judith Arlego, em nosso hino, quando enfatiza: ” Povo ordeiro, bom e HOSPITALEIRO’.

De tão hospitaleiro que, às vezes, assiste a desmandos e abusos de autoridade de forma educada mas, tudo tem limite, as manifestações são legítimas, pacíficas e necessárias para alertar que o que está em jogo, pode não ser EDUCAÇÂO, até porque, com esta área não se joga e é exatamente aí que A HSITÓRIA NÃO SE REPETE, pois, outrora, assistimos a professoras e professores em manifestação na câmara municipal, na porta da prefeitura, nas jornadas pedagógicas, nas emissoras de rádio, conforme era conveniente pra algumas, assim como assistimos a elaboração e aprovação de plano de carreira para os profissionais da educação que precisa ser aprimorado e ampliado para todo o setor público municipal.

A educação moderna prima agra pela contínua formação do profissional da área, somando-se aos seus conhecimentos, a interação com a saúde, sobretudo quando entram nas turmas ditas regulares, alunos com características especiais que requerem educação especial, investimento especial, em grande volume e de forma apartidária, como vem acontecendo desde foi implantada em Morro do Chapéu esta condição de atendimento às famílias de alunos especiais ou com outras nomenclaturas modernas e com necessidade de investimento cada vez maior mas, com a qualidade que levou mais uma vez a nossa cidade a ter reconhecimento e tornar-se referência neste modelo educacional.

Ao invés disso, assistimos a situações que causam problemas psicológicos aos docentes, constrangimentos e o pior, a prerrogativa de que a lei está personificada, quando esta deve ser impessoal e aplicada em seus termos, para todos indistintamente, especialmente para quem não RESPEITA NINGUÉM, não dialoga e impõe sua vontade própria, ainda acrescentando que precisa economizar com a educação.

‘Se a educação lhe parece cara, não queira saber o preço da ignorância’.

LRN

7 comentários em “A história não se repete desta vez”

  1. Eliene Pereira Mendes

    Parabéns pela reportagem! De fato, ainda não visto na educação da nossa cidade, tamanho descaso. Participamos de governos da situação e da oposição, travamos brigas em defesa de uma educação de qualidade, porém nunca, profissionais, alunos e pais foram tão maltratados e desrespeitados, como estão sendo agora, nessa atual gestão. Lamentável, o desmonte da nossa educação.

  2. Claudiana Batista

    Infelizmente este fato vai entrar para a história de nossa cidade! Bom seria se pudéssemos com apenas uma borracha apagar, mas não é possível, pois cada professor vai levar consigo um pouco desse desamor, falta de empatia e desrespeito dessa gestão. Eu fico me perguntando porque o ex. Prefeito colocou um presente para o futuro? Hoje temos esse presente maldito ! Espero que muito em breve possa ser apenas passado!

  3. Adriana de Mari

    Deixo aqui minha indignação com os últimos acontecimentos quanto a educação morrense.
    Contém comigo sou Professora Adriana Pereira Rocha bisneta do querido Honório Pereira fundador de um órgão ímpar no Morro. Nosso querido jornal Correio do Sertão o qual fui funcionária e “aluna” com muito orgulho. Me respeite sou Professor (s)! “Não mexa com uma formiga quando vc não conhece a força de um formigueiro “.

    1. Patrícia Figueredo

      Esse texto muito representa a todos nós morresens, Educadores ou não que repudiamos toda forma de retrocesso e abuso de poder exercido por quem não nós conhece ou não quer nos conhecer!
      Somos de fato como já citado: ordeiro, bom e hospitaleiro… com quem assim quer que sejamos!

  4. A sociedade trabalhista

    Com tantos descasos na cidade tanto na saúde, educação essa prefeita está já pensando em reeleição. Por cima de tudo acha que pode comprar a população de jovens com várias festinhas . O povo precisa de saúde, educação e segurança e festas ela faça na casa dela pra seus vereadores fanfarrão

  5. Maria das Graças Gabriel de Oliveira

    Indignação, repúdio a toda forma de opressão!! Jamais, nunca nossa voz se calará! A luta por direitos, liberdade ainda deve ser o nosso lema!
    Convoco todos, todas e todxs para juntos derrubar o autoritarismo que só serve para escravizar mentes!!

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