Episódios do Junhão apresentam: ‘Analice’

A família não para de crescer.

 

Analice – e-book – Em uma viagem para a capital, o personagem fica deslumbrado ao conhecer o grande amor da sua vida. Ficam apaixonados nesse primeiro encontro e fazem planos para o futuro, porém ele não sabe que o final será surpreendente. Será que o planejamento de ambos é coincidente?

 

Capa do livro – Pintura Surrealista pintada com tinta acrílica.

NOTICIAS-MORRO-LRN-JUNHÃO-ANALICE-Certidão-Registro-Biblioteca-Nacional

Ilustrações e pinturas: Joswilton Lima

 

Agora, é hora de conhecer Analice. Boa leitura:

 

Luís Otávio herdou dos pais falecidos uma fazenda de cacau na localidade de Mutum, zona rural do município de Itabuna. Por ser filho único teve de ocupar o lugar do pai nas tarefas da propriedade aos dezessete anos e para isso foi necessário abandonar os estudos antes de concluir o curso colegial. A partir de então começou um longo período de muito trabalho na lavoura, apesar da sua labuta não esqueceu da sua vida pessoal e sempre manteve o desejo de encontrar uma companheira para conviver com ele na fazenda.

Na sua opinião para arranjar uma noiva era necessário estar bem estabilizado financeiramente para que o casamento tenha uma cerimônia pomposa com a presença de toda a família dos nubentes e de muitos convidados. Trabalhando com afinco, depois de dez anos já tinha guardado um bom dinheiro com os lucros das sacas de cacau que eram vendidas nos armazéns corretores da cidade.

Os amigos que eram colegas dele na época do curso colegial e que prosseguiram com os estudos na capital, ao saírem de férias da faculdade voltavam para rever os parentes em Itabuna. Ao se encontrarem com ele, durante as conversas sempre contavam maravilhas da boa-vida que tinham na capital, principalmente sobre a fartura de lindas garotas que desfilavam na metrópole.

No ano de 1974 ele percebe que já está no patamar financeiro planejado com o dinheiro guardado devido ao seu labor e para concretizar o sonho de arranjar uma namorada decide ir na cidade para comprar um automóvel que será utilizado em uma viagem de férias para poder descansar por uns tempos do exaustivo trabalho na roça. Depois de visitar algumas lojas de veículos em Itabuna, optou em comprar um automóvel do modelo Variant, que na década de 1970 estava na moda. Satisfeito com a compra, ao chegar na fazenda arruma a bagagem para realizar a viagem de lazer que pretende fazer no dia seguinte.

Entusiasmado com as informações dos ex-colegas sobre o grande número de mulheres bonitas na capital ele decide que irá passear em Salvador para tentar conhecer a garota dos seus sonhos. Ele sabe das dificuldades que terá irá enfrentar, porque uma moça que reside na cidade grande poderá não aceitar ir morar na roça para enfrentar a labuta diária.

Nas noites solitárias ele aproveitava o tempo para ler livros de muitos escritores e para não desistir da ideia de conseguir uma namorada na capital se lembra do poeta e pensador libanês Kalil Gibran que escreveu “O otimista vê a rosa e não seus espinhos; o pessimista se detém diante dos espinhos, esquecido da rosa”. Com o estímulo literário ele fica esperançoso em arranjar uma linda mulher e resolve partir rumo ao seu sonho. Durante a longa viagem fica imaginando quão bela será a musa que irá ser conquistada por ele.

O trajeto é vencido sem que Luís Otávio se queixe da distância, porque durante a viagem fica visualizando mentalmente o tipo físico do amor da sua vida que irá encontrar e já está apaixonado pela moça antes mesmo de conhece-la. Ao chegar em Salvador no meio da tarde, enquanto procura o endereço do hotel onde fez a reserva para se hospedar, observa que a cidade durante o dia tem um grande movimento nas ruas de pessoas e automóveis.

Ao chegar no hotel toma banho e se deita na cama para descansar um pouco pensando no grande amor que irá encontrar à noite, porém o cansaço da viagem faz com que adormeça. Às dezoito horas acorda assustado por imaginar que o horário já estava avançado e iria dificultar a sua procura. Apressado corre para tomar outro banho com urgência, porém demora mais do que o necessário porque deseja estar bem limpo para o encontro que certamente terá. Algo lhe diz que a sua amada já deverá estar na rua aguardando por ele.

Depois de estar enxuto veste a melhor roupa que trouxe na bagagem e após estar arrumado, olha-se diversas vezes no espelho para verificar se está bem-vestido. Sentindo que está bem-apessoado, esparge no corpo e na roupa gotículas do spray de um perfume francês, com cheirosa fragrância amadeirada que certamente ficará fixada na memória afetiva da amada que pretende conquistar.

Ansioso em ter um encontro amoroso ele sai para passear nas ruas da cidade. Já são vinte horas e Luís Otávio transita com calma observando tudo como se fosse o soberano da capital. Durante o passeio nota que a noite com temperatura amena está agradável, devido a uma garoa que está caindo. Satisfeito por estar sentindo o frescor da cidade, o carro desliza suavemente sobre o asfalto levemente molhado.

Percorrendo a esmo pelas ruas logo chega na Praça 2 de Julho, conhecida como Praça do Campo Grande, e vê uma linda garota caminhando devagar na calçada sem se importar com os chuviscos. Ele fica impressionado com a beleza da moça que veste uma blusinha sem mangas de cor azul-celeste e uma minissaia da mesma tonalidade. Luís Otávio fica entusiasmado com a formosura do corpo bem delineado dela que tem a cintura fina, coxas grossas, ancas largas e anda com um delicioso menear nos quadris. Devido a esses predicados imediatamente ele deseja namorar com aquela mulher, porque tem justamente o tipo físico da companheira que pretende para viver com ele na fazenda.

No trajeto ele perde tempo observando a moça e nota que o automóvel já está bem adiante em relação a ela e reduz a velocidade para oferecer carona, porém não consegue parar porque os motoristas dos carros que estão atrás começam a buzinar com insistência. Então resolve acelerar o veículo no intuito de dar uma volta rápida no quarteirão e no retorno espera conseguir reencontrá-la. Mesmo percorrendo em velocidade ele tem medo que a moça nesse tempo tenha entrado em algum edifício e ele não irá encontra-la mais nunca.

Ao retornar para a rua onde ela estava, fica contente ao vê-la caminhando e seu coração dispara pulsando forte porque o esforço em reencontrar a garota foi recompensado. Ansioso em ter a companhia dela imediatamente encosta o carro no meio-fio para oferecer carona àquela beldade.

Para sua surpresa ela aceita o convite com um sorriso tímido e entra no veículo. Nesse momento Luís Otávio fica acanhado por ter uma bela mulher ao seu lado e pergunta com timidez:

– A senhorita deseja ser levada para onde?

A moça responde com a voz sensual:

– Estou andando sem rumo; apenas estava passeando. Pode me levar para onde está indo, isso se você quiser a minha companhia.

Com o desejo dela em permanecer ao seu lado, ele quase desfalece ao perceber o tom de insinuação na resposta. Imediatamente a sua cabeça começa a imaginar a gloriosa noite de amor que terá e sente-se vitorioso por essa conquista num curto espaço de tempo. Luís Otávio fica encorajado por ela ter concordado em permanecer na sua companhia e faz um convite sem demonstrar as más intenções:

– Vamos para um barzinho perto do hotel onde estou hospedado. Lá poderemos conversar com tranquilidade.

A moça não faz nenhuma objeção e ele segue em direção ao bar. O intuito dele após beberem é conduzir a moça ao seu quarto para namorarem à vontade até o dia seguinte. Ele percebe que a moça é passiva e será fácil seduzi-la, quando estiverem bebericando.

Ao chegarem no bar sentam-se nas cadeiras de uma mesa na área externa. O garçom chega para servi-los e Luís Otávio pergunta a ela o que deseja beber e ouve uma resposta rude:

– Não bebo, porque detesto bebida alcoólica.

Nesse momento ele percebe que a paquera irá ser difícil, porque a bebida iria facilitar a conversa. Ele fica meio sem jeito e informa a sua vontade perguntando a ela:

– Vou beber um conhaque, umas cervejas e pedir um suco de frutas para você, aceita?

A mulher responde num tom seco:

– Não, muito obrigada.

Sem perder as estribeiras, ele arrisca:

– Eu acredito que você, pelo menos, vai aceitar um tira-gosto que vou mandar fazer agora.

Novamente a mulher responde:

– Não quero comer e nem beber nada. Saí de casa hoje essa noite apenas para conversar a fim de espairecer as ideias.

Sem saber como proceder depois de tantas negativas, fica agoniado e acende um cigarro para aliviar a mente, mas na mesma hora ela proíbe de modo peremptório:

– Apague isso, porque tenho alergia a fumaça!

Luís Otávio imediatamente apaga o cigarro e começa a ficar cismado porque essa mulher não aceita nada e certamente não irá querer ser a sua esposa para ir morar em uma roça. Mesmo estando angustiado com a situação difícil que está enfrentando, resolve continuar proseando porque está ansiando tê-la em seus braços, nem que seja por apenas uma noite.

Pretendendo não perder a companhia da moça que deseja apenas um bate-papo, então ele resolve conversar longamente para relatar com entusiasmo que mora em uma fazenda no interior do estado e pretende arranjar uma namorada para se casar em breve. Durante a conversa ele percebe que a moça não vai aceitar o casamento, porque ela recusou de modo decisivo a ideia de ir morar em uma roça. Contudo, o desejo ardente de namorar não sai da sua mente, por isso continua falando.

No momento que estava relatando sobre o seu modo de viver, discretamente pousa a mão-boba para alisar as coxas lisas e macias da moça. Imediatamente ela fica com raiva e repele a atitude dele dizendo:

– Por favor, não faça isso! Não gosto que fiquem me tocando.

Luís Otávio já está invocado com tantas negativas da garota e agora ficou irritado com o não-me-toque dela. Apesar dos pesares, para facilitar a paquera ele pergunta o nome dela para tentar deixá-la mais calma. A seguir fica surpreso, quando inesperadamente ela responde de modo dengoso com a voz sensual:

– O meu nome é Analice, querido!

Ao ouvir a forma carinhosa com que ela o tratou, foi às nuvens e voltou de alegria, porque percebeu que nada estava perdido. Nesse momento ele esquece que já estava sentindo antipatia por ela e renova as suas esperanças em ter uma noite de amor. Para continuar a conversa Luís Otávio pergunta sobre a vida dela e ouve a resposta com a voz meiga e insinuante:

– Eu sou viúva, meu amor!

Ele fica espantado com o que ouve e exclama:

– Não é possível isso! Você é tão novinha!…

Analice fica lisonjeada e informa mais sobre a sua vida:

– Não parece, mas eu tenho vinte e cinco anos de idade. O meu esposo morreu três meses após o nosso casamento.

Luís Otávio fica consternado com o que tinha acontecido na vida da linda mulher e teme que o motivo da morte foi devido ao falecido não ter aguentado noites de muito namoro com ela. Estando assustado com a fogosidade dela, indaga:

– Qual foi a causa da morte do finado?

A moça responde:

– Acidente de carro, dois anos atrás. Ele fez uma grande farra e voltou embriagado para casa desenvolvendo uma velocidade excessiva, perdeu a direção e se chocou contra um muro. Morreu na hora esmagado nas ferragens do automóvel.

Antes que Luís Otávio faça algum comentário pesaroso sobre o assunto ela continua narrando a sua história:

– Desde então moro com meus pais que são muito rígidos e controladores, não permitindo que eu saia da linha traçada por eles. Por isso quando eu saio de casa tenho que voltar obrigatoriamente antes da meia-noite.

Depois de um suspiro profundo, ela continua:

– Por isso eu peço que você me leve para casa antes desse horário, para que eu não tenha problemas quando chegar.

Luís Otávio está ouvindo calado e Analice continua falando:

– Eu quase não saio de casa, mas hoje tive um pressentimento que iria encontrar alguém especial e vim dar umas voltas na rua.

Novamente ele se lembra do pensador Kalil Gibran que escreveu “Descobri os segredos do mar, meditando sobre a gota de orvalho” e acredita que durante a conversa irá descobrir os segredos dessa bela mulher.

Parecendo uma matraca, a moça não para de falar:

– Estou percebendo que você está desejando algo a mais, porém hoje é impossível, apesar de achar você uma pessoa adorável. Vamos apenas conversar para nos conhecermos melhor até o horário de eu ir embora.

Para não deixar Luís Otávio triste com a vontade frustrada, ela fala com a voz dengosa:

– Não fique preocupado, meu amor. Hoje não dá, mas em breve estaremos juntos e teremos a eternidade para você realizar todos os seus desejos.

Luís Otávio ao ouvir a moça falar sobre eternidade fica preocupado, mas imagina que ela tenha se expressado mal. Conclui que talvez ela tenha se referido ao termo até que a morte os separe, que o padre diz quando termina o casamento. Durante a conversa havia dito que pretendia se casar com ela, por isso acredita que a intenção da moça é a de que pretende repensar sobre o assunto de casar e ir morar com ele na fazenda. Tem certeza que Analice já está completamente apaixonada, por isso falou daquele modo impensado para desejar um amor eterno com ele.

Ele está contente com a companhia da linda mulher e lembra da frase do livro O Pequeno Príncipe “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” do autor francês Antoine de Saint-Exupéry. A conversa agradável continua dentro dos conformes estabelecidos por ela, quando de repente a moça fica agitada e diz:

– Leve-me rápido para casa, porque já está perto de meia-noite!

Mesmo estando contrariado com a interrupção do namoro que iria iniciar, Luís Otávio atende à solicitação e paga a conta do que havia consumido. Ele está alegre porque Analice não é igual a mulheres exploradoras que ele conhecia que aproveitavam a oportunidade para darem muitas despesas extras nos bares.

No interior, quando chamava uma garota para irem em um bar a sujeita levava várias amigas e o baque financeiro era grande para ele, porque as fulanas queriam comer e beber tudo que encontravam pela frente. Todas eram oportunistas que chegavam no bar parecendo uma praga de gafanhotos que acabam o plantio de uma roça ou camelos que bebem um volume enorme de água, porque as sujeitas sabiam que depois iriam atravessar um deserto de privações em casa.

Satisfeito com o procedimento econômico da amada Analice, eles saem rápido do bar e embarcam no veículo. Ele fica cismado com o fato da moça saber do horário exato sem ter relógio e não havia perguntado as horas em nenhum momento. Durante o trajeto ela vai informando qual a direção ele deve tomar para chegarem no endereço onde reside. Depois de muito circularem, chegam em uma rua e ela ordena que pare o carro.

Imediatamente ele atende ao pedido e pergunta olhando para a casa que está próxima de onde parou o carro:

– É ali que você mora?

Na mesma hora ela responde:

– Não. É na outra rua, mas não quero que meus pais me vejam chegando acompanhada de um homem.

Enquanto ela abre a porta para sair do veículo, ele pergunta:

– Diga o endereço para que amanhã eu fique por perto para lhe dar carona.

Analice já está fora do carro e curva o corpo junto da janela e diz:

– Não posso, mas para provar que vou ao seu encontro me dê os seus documentos que lhe devolvo amanhã. Pode confiar em mim.

Luís Otávio está ansioso em reencontrar Analice e entrega todos os seus documentos pessoais para ela assumir o compromisso de revê-lo no dia seguinte. A seguir imagina que a moça mentiu ao dizer que era viúva, porque é provável que ela tenha um marido valente em casa. Angustiado em ter o encontro, pergunta:

– Onde você vai estar amanhã para que eu possa lhe encontrar?

A moça responde rápida demonstrando estar apressada:

– Eu vou lhe aguardar no mesmo horário e lugar do nosso encontro de hoje. Agora preciso ir correndo porque já vai dar meia-noite!

Analice sai andando ligeiro e logo dobra a esquina da rua. Luís Otávio fica cismado com tanto segredo daquela mulher e resolve investigar. Estando muito curioso ele resolve seguir a moça para ver se consegue desvendar o mistério da vida dela. A seguir acelera o carro com os faróis apagados para ver qual é a casa onde Analice vai entrar e assim descobrir o endereço dela.

Ele fica impressionado porque a moça anda com uma rapidez incrível, quase correndo, e ao invés dela se dirigir para uma das casas existentes na rua, entra apressada em um portão largo de um longo muro alto situado no lado oposto ao das casas. Nesse momento ele aumenta a aceleração do carro com a intenção de saber o motivo dela entrar em uma área totalmente escura. Fica desconfiado que a moça mentiu ao dizer que os pais estavam em casa aguardando e imagina que ela esteja indo para ter um encontro às ocultas com alguém.

Muito surpreso com a atitude estranha da moça ele aumenta a velocidade do carro e ao passar rápido na frente do enorme portão, fica assustado ao vê-la sumindo na escuridão dentro do terreno, onde não existe nenhuma residência naquele lugar sinistro. Imediatamente fica apavorado com todos os pelos do corpo arrepiados e, mesmo com o carro em alta velocidade consegue ler a placa no alto do portão informando que ali é o Cemitério Eternidade.

Fica assustado sem querer acreditar que a mulher pela qual se apaixonou e que ela havia prometido viver junto com ele, seria na realidade uma alma penada do outro mundo. Estando assombrado e com muito medo ele não percebe que continua acelerando o carro ao máximo da velocidade para fugir daquele local fantasmagórico.

Aterrorizado com o que está vivenciando dirige olhando para trás a fim de verificar se estava sendo seguido pela visagem de Analice. A rua é sem saída e finda quando o muro do cemitério dobra em ângulo reto. Por estar desenvolvendo alta velocidade sem olhar para a frente rapidamente o automóvel colide com o muro do cemitério no final da rua e se espatifa todo.

Os socorristas chegam pouco tempo depois e nada puderam fazer, porque ele já estava morto e preso nas ferragens do carro. Um paramédico comenta que não sabe o motivo de haver tantos acidentes com vítimas fatais, que ocorrem sempre à meia-noite naquele mesmo muro do cemitério. Lembra-se de que dois anos atrás houve o primeiro acidente naquele lugar quando um casal jovem faleceu. Afirma que na época ficou penalizado com o estado que ficou o corpo de uma mocinha muito linda.

Afirma que depois desse primeiro acidente fatal ocorreram muitas colisões com frequência e não sabe o motivo de motoristas solitários desenvolverem uma velocidade muito grande em uma rua estreita que não tem saída. Ele diz que no mês em curso é a quinta vez que a equipe chega só para atestar o óbito do motorista. Afirma que está impressionado porque apenas o casal acidentado portava documentos e nenhum dos outros motoristas falecidos estavam com a posse dos documentos pessoais e nem dos veículos.

Nas noites da cidade Analice provavelmente vai continuar caminhando nas ruas disponível para novos amores. Devido à beleza facial e aos atributos físicos da moça não vai faltar pretendentes que busquem a sua companhia sem imaginarem que perto da meia-noite Analice em cada passeio dela irá levar um para morrer no acidente fatídico.

Autor: Joswilton Lima

Resumo da biografia do autor:

 

Joswilton Lima é natural de Ilhéus-Ba, mas é domiciliado há mais de vinte anos em Morro do Chapéu. Tem formação em Ciências Econômicas, mas sempre foi voltado para as artes desde a infância quando começou a pintar as primeiras telas e a fazer os seus primeiros escritos. Como artista plástico participou de salões onde foi premiado com medalhas de ouro e também de inúmeras exposições coletivas nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Possui obras que fazem parte do acervo de colecionadores particulares e entidades tanto no Brasil, quanto em países do exterior, a exemplo dos E.U.A, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha.

Em determinada época, lecionou pintura em seu atelier no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, e foi membro de comissões julgadoras em concursos de pintura. Nesse período exerceu a função de Diretor na Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico do Pelourinho (primitivistas e naif’s), em Salvador.

Como escritor também foi premiado em diversos concursos de contos tendo lançado um e-book com o título “Enigmas da Escuridão”, com abordagem espiritualista, tendo obtido a nota máxima de 5 estrelas de leitores do site www.amazon.com.br Outros contos e romances também estão sendo escritos.

Concomitante às atividades artísticas, sempre exerceu funções laboriosas em diversos setores produtivos e, por último, se aposentou na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, onde trabalhou por muitos anos na Fiscalização.

Agora tem o prazer de apresentar aos leitores do site www.leoricardonoticias.com.br o seriado de crônicas intituladas Episódios do Junhão, com as quais espera que tenham uma leitura agradável e de reflexão.

 

 

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