Mesmo após negociações, Argentina dá calote superior a R$ 63 milhões na Casa da Moeda do Brasil

Argentina não paga as duas primeiras parcelas de dívida milionária, rompe acordo e gera tensão financeira e diplomática com a Casa da Moeda do Brasil

A Argentina deixou de pagar duas parcelas de uma dívida de R$ 63,6 milhões com a Casa da Moeda do Brasil, descumprindo um acordo firmado entre as estatais em dezembro do ano passado.

A falta de pagamento abre um grande impasse financeiro e também diplomático entre os países.

Acordo descumprido com a Casa da Moeda do Brasil

O entendimento firmado entre a Casa de Moneda da Argentina e a Casa da Moeda do Brasil previa o pagamento parcelado de R$ 63,6 milhões, referentes a alguns contratos de impressão de cédulas realizados entre 2021 e 2023.

As duas primeiras parcelas, com vencimento em junho e julho, não foram pagas. Até o momento, não há explicações formais da Casa de Moneda nem do governo argentino sobre o assunto.

presidente da argentina ao lado de pré-candidato brasileiro à presidência, responsável pela casa da moeda do brasilSituação pressiona relações bilaterais entre os dois países. Foto: Reprodução/ND Mais

A Casa da Moeda do Brasil também não detalhou as medidas que pretende adotar para receber os valores.

Impacto direto no caixa e nos investimentos

O valor superior a R$ 63 milhões é relevante para a estrutura da Casa da Moeda do Brasil, que planeja o seu fluxo financeiro com base em contratos firmes.

A falta de entrada desses recursos obriga algumas revisões internas, que podem afetar uma série investimentos, modernização de equipamentos e até contratos com fornecedores de insumos.

O caso acontece num momento sensível das relações entre Brasil e Argentina, que buscam fortalecer a integração econômica.

javier milei com o povo da argentinaEpisódio ganha repercussão no cenário econômico regional. Foto: Wikipedia/Reprodução/ND Mais

Próximos passos e possível judicialização

O acordo segue válido, mas o descumprimento abre espaço para cobrança formal, renegociação ou até medidas judiciais e arbitrais.

O governo brasileiro avalia, nos bastidores, a possibilidade de envolver a diplomacia caso não haja avanço nas negociações diretas.

A prioridade é recuperar os valores e preservar o equilíbrio financeiro da estatal. Já a Argentina precisa explicar o atraso e demonstrar capacidade de cumprir o restante do acordo.

Fonte: oglobo/ndmais.com.br

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