Órgão detalhou bateria de testes técnicos, transparência e ações nos processos
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) promoveu, nesta segunda-feira, 3, uma apresentação pública na sede, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para demonstrar os mecanismos de segurança e auditabilidade das urnas eletrônicas que vão ser utilizadas no pleito de outubro.
O evento reuniu entidades fiscalizadoras, como o Ministério Público do Estado da Bahia e membros da sociedade civil para detalhar a infraestrutura tecnológica do processo eleitoral de 2026. Durante a apresentação, o tribunal destacou que os equipamentos vêm passando por rigorosas simulações de votação e testes de estresse.
Em 2026, uma novidade foi implantada na tela da urna eletrônica, uma vez que os eleitores vão visualizar, em uma tarja na parte superior da tela, o cargo para o qual está depositando o voto. A ordem fica sendo:
- Deputado federal
- Deputado estadual
- Senador (1ª vaga)
- Senador (2ª vaga)
- Governador
- Presidente da República
“A demonstração do processo, que pode ser vista também no portal do órgão, assegura que a população fique mais confiante no processo eleitoral e possibilita uma experiência mais acessível”, destacou Jaime Barreiros, analista judicial do TRE-BA.

Detalhamento das urnas
O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-BA, André Cavalcante, apresentou detalhadamente o funcionamento interno da urna eletrônica.
“Esse evento tem o objetivo de demonstrar a conformidade dos sistemas antes de serem enviados para as seções eleitorais de todo o estado. A gente detalha os componentes internos das urnas, para mostrar ao eleitor que todo o processo funciona de forma segura”, disse André.

Durante a demonstração, o gestor expôs os componentes do equipamento, os recursos de segurança integrados e os protocolos de fiscalização utilizados pela Justiça Eleitoral.
O encontro incluiu ainda esclarecimentos sobre as etapas de preparação das urnas, a geração da zerésima e do Boletim de Urna (BU), além das auditorias de checagem que garantem a transparência e a auditabilidade do pleito.
Camadas de proteção
Os especialistas de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI) do órgão reafirmaram as principais etapas de proteção e auditoria das urnas eletrônicas:
- Isolamento de rede: as urnas não possuem placa de rede, Wi-Fi ou Bluetooth, operando 100% desconectadas da internet, o que impede invasões ou ataques remotos.
- Assinatura digital e lacração: todos os programas e softwares que rodam nas urnas são assinados digitalmente e lacrados durante cerimônia oficial com acompanhamento dos partidos políticos e órgãos de fiscalização.
- Teste de Integridade: no dia da votação, urnas sorteadas passam por votações paralelas auditadas em tempo real com checagem do Boletim de Urna (BU) gerado no encerramento do pleito.
Zerésima e Boletim de Urna
Do início ao fim da votação, a Justiça Eleitoral aplica medidas rigorosas para proteger o sigilo do voto e comprovar a segurança das urnas eletrônicas.
A fiscalização começa antes mesmo do primeiro voto, uma vez que a mesa receptora emite a zerésima, documento emitido pela urna que confirma a ausência de votos armazenados na memória do equipamento. A checagem é validada no local pelos mesários e fiscais de partidos políticos.
Ao fim do dia, a urna imprime o boletim de urna (BU), relatório que traz o balanço completo da seção. Ele contabiliza o total de eleitores, as ausências, os acessos biométricos, os códigos de validação do equipamento e a soma detalhada dos votos brancos, nulos, nominais e por legenda.
A não emissão imediata do BU é considerada crime eleitoral. Das cinco vias obrigatórias impressas, uma é afixada na entrada da seção para consulta pública imediata, três vão para o cartório eleitoral e uma fica com os fiscais partidários.
“Queremos assegurar que a infraestrutura técnica e logística está pronta para garantir um pleito seguro, ágil e transparente para mais de 10 milhões de eleitores na Bahia”, disse Lívio Ara, coordenador de suporte do TRE-BA.

Fonte: atarde.com.br