Carlos Karoá escreve: ‘GARAPINHA ADOCICADA’

O Homem mais abastado do noroeste da Bahia, poderia ser um barramendense pequenino de olhos claros. Sorridente, de bem com a vida, poderia ser um

Multimilionário se tivesse tino comercial, intuição pra fazer negócios, vontade férrea e disposição pra empreender. Seu nome, Sr. Braz. Vendia numa barraquinha de feira, um refrigerante colorido, em garrafinhas parecidas com as embalagens da Fratelli Vita. Não tinha ambições, nem sabia o que significava megalomania. Conformava -se com o quantitativo de uma vida simples.

Seu produto, de primeiríssima qualidade, era vendido nos dias de feira, podendo até render uma fila de compradores, dependendo do calor do dia. Era único, delicioso, com um visual chamativo, nas cores vermelho sangue ou amarelo ouro. Seu público consumidor, passeava dos 08 aos 80 anos, sem nenhuma contraindicação. Uma particularidade da garapinha, era que em sua composição tinha o gengibre, essência que produzia um estouro quando se retirava a tampinha da garrafa. Era uma cópia tupiniquim da Coca-Cola. Tivesse o Sr. Braz, nascido na América do Norte, mais precisamente em Atlanta, a coisa não seria tão fácil pros inventores do mais famoso refrigerante. Concorrente peso-pesado.

Mas, não foi.  Mas, que a garapinha era gostosa, lá isso ela era. Só de lembrar, vem uma saudade de dá dó.

Carlos Karoá, amante de música e cinema, também tem paixão pelo universo das letras. Em 1970, deixou Morro do Chapéu com destino a Salvador, como fazia todo jovem interiorano daquela época. Hoje aposentado, retorna à nossa cidade em busca de uma vida mais tranquila. Gosta de escrever crônicas e pequenos contos, sejam eles verdadeiros ou não.

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