Um Encontro com a boa música!

Um Encontro com a boa música!

Foi assim o 18º Encontro de Filarmônicas na Chapada Diamantina, realizado nas noites de sábado e domingo, 13 e 14 de dezembro, na praça Augusto Públio, em frente aos espaços de cultura da Sociedade Filarmônica Minerva de Morro do Chapéu, aniversariante do alto dos seus 119 anos. Espaço do evento aprovado!

Além da anfitriã, sob a regência do Maestro Alberto Caetano, apresentando seus núcleos e alunos da escola de música, fazendo a abertura de cada noite, passaram pelo palco do evento:

  • A Filarmônica José Vítor de Carvalho, de Lapão, cm 18 anos de fundação, sob a regência do jovem morrense Maestro Ramon Macedo, emocionando os presentes quando do recebimento do certificado de participação das mãos do irmão, o também morrense e Maestro Robston Alencar.
  • Aos 147 anos de existência, a Filarmônica 2 de Janeiro, oriunda da cidade mãe: Jacobina, mais uma vez trouxe um repertório que agradou a todos pela excelência da execução das peças musicais listadas para sua apresentação, sob a regência do Maestro Celso Santos.
  • A Lyra Popular de Mucugê que remonta aos tempos do garimpo do diamante na Chapada Diamantina, no final do século XIX, teve seu resgate em 2023, contou com um repertório bem voltado ao popular, sob a regência do jovem maestro Rodrigo Reis, arrancou aplausos dos presentes.
  • Apertou-se a tecla F19 e Filarmônica 19 de Setembro, de Ibipeba levantou a plateia, sob a regência do Maestro Gerry Andrade, presidente da FUB – Filarmônicas Unidas da Bahia, com uma viagem musical pelo regional nordestino, sertanejo, rock’n roll, latinidade musical e a manutenção das músicas consideradas clássicas ou de Filarmônica, a exemplo das demais.
  • Por fim, a primeira noite foi novamente tomada pela emoção. A Filarmônica João Mendes de Almeida, de Canarana, sob a regência do jovem morrense Maestro Robston Alencar, apresentou um repertório que fez a plateia dançar e fechou com chave de ouro revivendo os sucessos dos Mamonas Assassinas. A entrega do certificado de participação foi o ponto alto quando os irmãos Robston e Ramon novamente dividiram o palco.

 

Você pode reviver estes momentos pela TV Chapada:

A noite de domingo começou com o tradicional desfile das Filarmônicas, tal qual ocorreu na noite anterior, seguido pela homenagem da Presidente Cau Dantas, ao som da Minerva, com a Canção Can’t Help Falling in Love, de Elvis Presley, com arranjos de Daniel Nunes.

A partir daí, o palco foi tomado pelas convidadas da noite:

 

  • A também filha de Morro do Chapéu, Filarmônica Lira Morrense, com quase cinquenta nãos de existência, orgulhando-nos pelo fato de ser a cidade das flores, uma das poucas com esses tesouros musicais, trouxe seu novo maestro Alex Marques que comandou um repertório bastante variado que agradou em cheio, destacando o Dobrado de autoria do maestro: Pescadores ao mar.
  • A tradição é o forte da PHYlarmônica Lyra Popular de Lençóis, da qual, fizemos questão de destacar as iniciais do nome que remonta à sua fundação, pelos idos de 1903, quando juntou Carapeba, Carambola e Carapinha, formando em belíssimo e harmônico musical, com músicos que já têm mais de 75 anos de vida: Luiz Carlos, Manoel Francisco e Tó (79 anos), junto a jovens que iniciam carreira na música, sob a regência do Maestro e baterista Washington Sueira.
  • A terceira apresentação da noite coube à Filarmônica União Sanfelixta, sob a regência do Maestro André Luis Rocha, também diretor da FUB, campeã em festivais e encontros de filarmônicas pela Bahia afora, com fundação datada de 07 de setembro de 1916, apresentando um repertório diversificado e uma correção nos movimentos musicais que beiram mesmo o profissionalismo de competições. Parabéns!
  • Em seguida, veio a União dos ferroviários Bonfinense, formada aos 12 de junho de 1953, quando, em assembleia, um grupo dos trabalhadores anunciou a criação da escola de música que se tornaria a Filarmônica que teve entre seus regentes, o saudoso José Mocó que, também trilhou os caminhos da música pela aniversariante, a Minerva. Destaca-se pelo projeto de preparação de sanfoneiros nas escolas municipais de Senhor do Bonfim e em sua apresentação, um pout purri em homenagem à maior banda de axé de todos os tempos: Chiclete com Banana.
  • A participação seguinte já era aguardada pela plateia, pois, tratava-se da Filarmônica 4 de Janeiro, de Itiúba, regida pelo Maestro Egnaldo Paixão que, mesmo com dificuldades de locomoção e sentado, regeu com muita energia os seus músicos e deu mais um espetáculo com suas falas e poesias. Nascida na data que lhe dá nome, no ano de 2027, a partir da Escola Municipal de Música Mestre Bugué, a Filarmônica ainda trouxe entre seus músicos uma flautista com 9 anos e um pandeirista de apenas 7 anos.
  • A apoteose estava para acontecer na última apresentação, quando a aniversariante, do alto dos seus 119 anos e com seus 55 músicos, a Sociedade Filarmônica Minerva arrancou aplausos de todos os presentes, entre familiares, músicos das filarmônicas e os presentes na Passarela das Flores, com números como a Polaca Zubi dos Palmares, a peça Djavan in Concert, homenageando a madrinha Ana Laura Valois e Mal Acostumado que serviu de ‘esquenta’ para o carnaval dos músicos que se seguiu ao ser entregue o certificado ao maestro Alberto Caetano, devidamente registrados pelas lentes de seu Betinho, seu pai. No último dia 21 de outubro, a minerva completou 119 anos de existência.

 

Viva a Sociedade Filarmônica Minerva: História, Cultura e Inclusão Social!

 

LRN se sente lisonjeado pela oportunidade de fazer parte de pelo menos 10 das 18 edições deste evento que engrandece, enobrece a nossa Morro do Chapéu!

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