Carlos Karoá escreve: ‘A PAIXÃO NA PALMA DA MÃO’

Trocentas vezes já me expressei por aqui, a respeito de música, cinema, jogos, costumes, tradições, Alimentos, curiosidades, enfim, um monte de coisas que ” me Gusta”, que fizeram e farão parte da minha vida, até quando os olhos meus tiverem a força de permanecerem arregalados. Espero que isto demore um “pouquito más”, porque além de perceber a beleza dos céus que nos rodeiam, também entendemos que nada é mais bonito, ” mais mior”, que ficar de pé a cada amanhecer. A cada manhã, o desjejum e depois da soleira da porta, tantas coisas para ver, para admirar, sentir e viver.

A música, assim que que fomos apresentados, percebi que ela seria uma companhia de todos os meus dias a serem vividos. Me chegou através das ondas do Rádio, mas não iria estar comigo sempre que quisesse, não tinha o menor domínio sobre ela. A sonoridade cantarolada, vinha das emissoras sediadas em São Paulo, Rio de Janeiro e as vezes Salvador. Elas lá e eu aqui, ainda um garoto tabaréu do interior.

Também uma outra paixão que me incendeia, o cinema, esta máquina divina de criar ilusões, me chegou numa sala de projeção pequetita, lá em Barra do Mendes, quando ainda usava suspensórios. Fiquei encantado e até hoje o querer, é de um homem eternamente apaixonado. Mas tal qual a música, dependia de detalhes alheios, para ver o que queria. É sempre assim quando os desejos sentidos são exacerbados, copiosos, carinhosamente acalantados.

Para ter acesso aos sons que nós queríamos, apareceram os discos de vinil e no rastro deles, as fitas k7, para se usar no carro ou naquela aparelhagem multifacetada chamada 3 em 1. Cheguei a ter em casa um troço daquele, que como terceira opção, funcionava normalmente captando ondas de Rádio. A fita k7 e os discos de vinil, permaneceram por décadas, sendo as duas únicas alternativas, para a audição mecanizada de canções. Movimentaram bilhões de dólares em todo o mundo neste período. Mas, a indústria fonográfica é prodígia em criar novidades para o deleite dos ouvidos e em 1987, a Philips e a Sony, lançaram simultaneamente o Top 10 do mundo dos cantos e louvores. Era o nosso velho conhecido, o disco rígido e puríssimo, chamado CD. Trazia em seu bojo, a afirmação de nitidez, com total ausência de chiados. Com a leitura sendo feita através de raios laser nas ranhuras do disco, sua performance era possível até com o carro em movimento, um avanço significativo neste universo de se ouvir música com a qualidade sonora sendo prioridade. Mas, nada neste mundo tem cadeira cativa, tem coroa permanente no mundo das invenções. No início do século XXl, outra novidade no ramo de fazer zuada apareceu Era o diminuto “Pendrive” com a análise funcional sendo feita com a memória Flash desnudando os dados fixados, através de Elétrons. Foi uma revolução sonora sem dúvida, porque com um “troço,” do tamanho de um dedo mindinho, se podia guardar uma “ruma” de CDs ou um montão de discos de vinil.

SOBRE O CINEMA

O cinema também me impingia limites de visão, daquilo que eu gostaria de assistir. Até os donos da sala de projeção, tinham que se submeter ao que convinha aos distribuidores dos filmes. Era comum receberem fitas repetidas e não reclamarem, mesmo porque se quisessem, faltava meios de comunicação e evidentemente não fazia bem pros negócios, brigar com quem lhes fornecia a matéria prima para as suas exibições. A única opção de visualização de filmes, continuava a ser as salas de projeções, até o surgimento do Vídeo K7 e no rastro deles as locadoras de fitas, que trouxe o cinema pro sofá de casa. Quando alugadas as distintas, tinham que ser devolvidas, devidamente rebobinadas, sob pena de taxação. Não demorou para o cinema copiar a música e alguns anos depois, os discos rígidos prateados, nomeados DVDs chegaram no mercado. O casamento perfeito de praticidade e qualidade visual, ao alcance das mãos.

INTERNET

Uma ideia colossal vinha correndo por fora, na surdina como se diz por aí. Seu nome: Internet. Embrionária durante a segunda guerra mundial, tornou relevante a sua criação com o advento da “guerra fria” com o fim dos conflitos em 1945. Em 1960, com a criação da ARPANET, (Advanced Research Projects Agency Network) que se lia “Rede de agência de projetos de pesquisas avançadas” as Forças Armadas Americanas conseguiram o milagre da Primeira mensagem plenamente decodificada entre computadores, estando um em UCLA, Universidade em Los Angeles e outro em Stanford, na cidade de Palo Alto, ambas no Estado da Califórnia. Nascia assim a nossa velha conhecida, a INTERNET.

A Internet quebrou paradigmas longínquos, velhos cercados farpados, que pareciam inquebrantáveis, devido ao altíssimo custo de produção, das montagens dos seguimentos Estúdio de cinema e gravadoras de discos. Jamais imaginei, pela grandiosidade do universo cinematográfico, que algum dia teria em minha sala, um projetor de filmes, com um catálogo de títulos tão imenso e diversificado como tenho agora. E, alegremente a custo praticamente “all inclusive”. Também com o seguimento audição musical, a Internet foi extremamente generosa. Um Smartphone, uma caixa de sonorização, alinhada ao dispositivo “Bluetooth” e nos basta apenas um “click” e “voilá” pode-se ouvir praticamente quase tudo, que já foi gravado em todo o mundo.  Usando ondas de rádio, numa frequência 2.4 GHz, para curto alcance, esta maravilha da eletrônica é mais um milagre dos gênios da informática. Aleluia, aleluia, aleluia!

Há na espreita, neste mundo de computadores, uma modernidade que está assustando os velhinhos do século XX. Trata-se da I.A. Inteligência Artificial que mais parece bruxaria. Atenção para um nome: Matt Dreitke, jovem nascido na América do Norte, no Estado do Illinois, cuja capital é a grandiosa cidade de Chicago. Com apenas 24 anos de vida, vai perceber por quatro anos de trabalho, a bagatela de 250 milhões de dólares, (Um bilhão e trezentos milhões de reais,) para humanizar esta plataforma altamente futurista. A META, empresa controladora do Facebook, do Instagram e do whatsapp vai desembolsar este montante fantástico. Atenção, seu patrão, o bilionário Mark Zuckberg, não dá ponto sem nó, vem coisa mirabolante por aí. A moral desta história de números, é que hoje tenho na palma da mão, o cinema e a música, para usufruto no tempo e hora que bem quiser. Há uma outra paixão de olhos verdes e sorriso encantador, mais isso só a mim diz respeito. Abcs e beijos.

Carlos Karoá, amante de música e cinema, também tem paixão pelo universo das letras. Em 1970, deixou Morro do Chapéu com destino a Salvador, como fazia todo jovem interiorano daquela época. Hoje aposentado, retorna à nossa cidade em busca de uma vida mais tranquila. Gosta de escrever crônicas e pequenos contos, sejam eles verdadeiros ou não.

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