Mirangaba: Vereadores fazem sabatina sobre abastecimento de água em Taquarendi


Tayse: “Se for preciso, vamos analisar caso a caso para corrigir possíveis falhas”

Na última terça-feira (7), uma das pautas na sessão da Câmara de Vereadores de Mirangaba foi o abastecimento de água do distrito de Taquarendi.  Durante quase duas horas, os parlamentares promoveram uma ampla sabatina com Tayse de Oliveira Lacerda, gerente da unidade da Embasa em Jacobina.

Num debate suprapartidário, os vereadores interpelaram a representante da Embasa sobre uma séria de demandas que vêm sendo apresentadas pela comunidade de Taquarendi, principalmente, em relação à cobrança de valores distorcivos nas contas de água.

Nego Jó: “A  Embasa só pensa em lucrar; É preciso também fazer os investimentos necessários, principalmente, contratando mais gente para trabalhar no serviço de água de  Taquarendi”. 

 

Após ouvir as argumentações dos vereadores, que nominaram ponto a ponto as principais deficiências na relação da Embasa com a comunidade de Taquarendi, Tayse de Oliveira reconheceu que houve erros por parte de entidade, garantindo que medidas já estão sendo tomadas para corrigir essas discrepâncias, sobretudo, em relação aos valores das contas.

Socorro: “O direito do consumidor precisa ser respeita pela Embasa”

 

Na oportunidade, a gerente afirmou também que a Embasa já procedeu o cancelamento dessas faturas, e as demais situações serão analisadas caso a caso, em visitas que empresa fará individualmente em cada domicílio. “Onde existe o erro, existe o acerto”, declarou Tayse de Oliveira.

Nildão: “A manifestação do povo foi muito importante para que a Embasa revisse os absurdos que estavam sendo praticados em Taquarendi”. 

 

TARIFA MÍNIMA –  Os vereadores também cobraram explicações sobre os critérios adotados para a cobrança da taxa mínima. Segundo Tayse Oliveira, a Embasa usa o metro cúbico (m³) como unidade mínima de volume, que é equivalente a 1.000 (mil) litros de água, que são contabilizados por meio da leitura apurada no hidrômetro num período específico de consumo. A tarifa de água compreende o valor da taxa mínima, referente ao gasto de até 10m³, e outro relativo ao consumo excedente, que segue o modelo progressivo de cobrança.

Gudino: “É preciso melhor a qualidade do tratamento de água de Taquarendi. A caixa d´água, que abastece as residências, não está coberta adequadamente”

Funciona da seguinte maneira: com um consumo de 10m³, o usuário paga R$ 2,53 por cada metro cúbico utilizado. Ultrapassando esse limite, o excedente é calculado por faixas de aumento progressivo. Consumindo de 11 a 15m³, cada mil litros de água custam R$ 7,06, de 16 a 20m³, esse valor aumenta para R$ 7,55 por metro cúbico e as faixas se mantêm crescentes até alcançar os 50m³. “Isto quer dizer que a tarifa beneficia quem utiliza corretamente a água. Se você controla o seu consumo, logo vai pagar bem menos do que uma pessoa que não se preocupa com o volume de água utilizado a cada mês”, justifica a gerente.

Hidam: “Essas discrepâncias precisam ser urgentemente corrigidas”

 

O sistema de cobrança da Embasa é organizado a partir do perfil socioeconômico dos imóveis. A primeira faixa da tarifa estabelece o valor de R$ 11,30 para aqueles cujos habitantes estejam cadastrados nos programas sociais (Bolsa Família) ou nos quais funcionem organizações filantrópicas. Na segunda faixa estão os imóveis com tarifa intermediária, com valor de R$ 22,20. Em seguida, encontram-se os imóveis com tarifa normal ou de veraneio, com cobrança mínima de R$ 25,30. Ainda existem tarifas diferenciadas para casos de pequenos imóveis comerciais, órgãos públicos, indústrias e construção civil.

FALTA DE ESTRTURA – Os vereadores criticaram a falta de estrutura da Embasa em Taquarendi, que conta com apenas um funcionário para gerenciar todo o sistema de abastecimento de água do distrito, que incorpora  também dois povoados: Mandacaru e Volta de Serra. Os parlamentares cobraram ainda providências para sanar os problemas causados por canos quebrados, vazamentos constantes e buracos deixados pela Embasa.  Tayse de Oliveira garantiu que serão tomadas medidas para equacionar essas demandas.

Jairo Filho: “É preciso saber se a Embasa tem ou não autorização para cobrar taxa de esgotamento sanitário em Mirangaba”

 

ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE MIRANGABA – Na mesma sessão, os vereadores falaram das inúmeras queixas dos moradores da sede município em relação ao alto valor da taxa da rede de esgoto em Mirangaba, que cobra 80% sobre a conta de água do consumidor. Os para os parlamentares, além do valor ser considerado abusivo, a ação da cobrança da taxa é recorde de reclamações em Mirangaba porque os valores ultrapassam os 100% da conta de água e a empresa vem cobrando até dos usuários que não possuem rede de esgoto na sua rua.

Dirceu: “A culpa é sempre do hidrômetro, mas o hidrômetro só é cruel com o consumidor, só penalizar o usuário, nunca prejudica a Embasa, e no final quem acaba pagando o pato é povo”. 

Por ser um assunto polêmico e de grande relevância, o presidente da Câmara de Mirangaba, Joacy Mendes (Nego Jó), combinou com os demais vereadores que esse tema ser debatido num sessão exclusiva, com a presença de um preposto da Embasa e a participação da comunidade mirangabense.

Fotos: João Batista Ferreira

Fonte: Notícia Livre

Comments

Comentários

Anterior Boa vista do Tupim vai realizar o 16° Festival do Jegue no final de março
Próxima Projeto de lei prevê condenação por danos morais ao cônjuge infiel