Há amigos e amigos…


Quando inauguramos este espaço de notícia e democracia, abrimos um leque de oportunidades para debater o bom debate e conhecer o ‘lado crítico da notícia’. Apraz-nos enormemente contar com um das crônicas de Josemar Bento, o Balili, figura da qual me orgulho muito em gozar da amizade, para marcar com sua presença escrita, a abertura oficial do noticioso virtual que preparamos com muito carinho e responsabilidade para nossos leitores e internautas.

Muito obrigado Balili pelo aprendizado em comum do dia a dia, dos programas de rádio, do teatro, das sessões da câmara, das ligações telefônicas, da web tv chapada, da busca pela cidadania… Façamos esta prazerosa leitura:

– “IN” PRENSA- 

A busca pela informação sempre foi uma constante da natureza humana.

O que foi? Como foi?Quem fez? O que aconteceu? No entanto estes questionamentos nem sempre são respondidos, gerando uma sociedade abastada de informação num mundo cada vez mais digitalmente cúmplice e que por incrível que pareça os seus anseios nem sempre são correspondidos.

Grande parte de nossa imprensa, por mais que tenha evoluído tecnologicamente ainda não se libertou das famosas “prensas” do inicio do século XIX quando a Família Real Portuguesa,através do príncipe Dom João criou a famosa Imprensa Nacional baseada no princípio, “Não se pode falar contra o Governo, religião e os bons costumes” principio esse que parece ainda se perpetuar pela concentração injusta dos detentores dos veículos de comunicação de massa.

A imprensa responsável liberta, não imprensa.

Dizem que em boca fechada não entra mosca, mas em contrapartida não sai pensamento e quem não se comunica, se trumbica.

Precisamos debater,enfocar o “Nós” só assim conseguiremos desatar os “nós” e é nesse contexto que surge o LRN,provocando,oportunizando,ouvindo e falando, pois provocar não é buscar o atrito e sim a reflexão. Oportunizar não é proteger. Ouvir se constitui em uma das mais nobres virtudes humanas e falar com coerência, conhecimento é exercer cidadania, por isso esse veículo chega num momento oportuno em que o nosso município passa por um estágio diferenciado de crescimento, mesmo que desordenado por múltiplas razões.

Uma imprensa séria não pode se caracterizar como o muro das lamentações da sociedade tampouco um poço de conveniência ou denuncismo, pois no mundo literalmente nano tecnológico, onde as relações emissor, receptor se tornam cada vez mais estreitas, já não cabe mais o principio “Ricuperiano” onde o que não é de nosso interesse a gente esconde e o que é a gente mostra ou vice versa.

Esse ano a religião volta os olhos para o nosso bioma na Campanha da Fraternidade, nos remetendo a refletir. Ou discutimos a água, as matas, o lixo, os recursos hídricos, ou seremos sempre uma imprensa do ctrl c,ctrl v anunciando a morte de algo ou de alguém. Precisamos discutir “Nós” senão não desataremos os nossos “nós” e esse diferencial de quem se propõe a ser um novo modelo de informação só irá se concretizar quando a nossa imprensa visceralmente e literalmente colocar em prática a verdadeira,” liberdade de imprensa.”

Balili

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